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HONKYTONK MAN (1982), de Clint Eastwood

Clint Eastwood é um desses diretores que sempre terá um espaço reservado no Dementia 13, independente de gênero. Seja em seus faroestes desmistificadores ou policias classudos, mas também em dramas sensíveis e tocantes como HONKYTONK MAN, um dos poucos filmes dirigidos pelo Clintão que precisava assistir urgentemente. Não faltam muitos agora, vou ver se consigo fechar a filmografia dele em 2010, já que eu sou muito desorganizado para essas coisas de ver filmografias de uma vez. Sempre abandono no meio do caminho...

Clint interpreta Red Stovall, um músico tuberculoso em plena depressão americana que parte numa jornada com seu sobrinho (Kyle Eastwood, filho do diretor) para Nashville, demonstrar seus dotes musicais em sua última tentativa de ser alguém na vida, última chance para deixar sua marca.

O enredo é bem simples, mas Eastwood é capaz de pegar o mais banal dos materiais e transformar numa bela obra de arte, e não digo apenas na estética, ele consegue colocar substância na trama e nos personagens, com os quais passamos a nos importar, e a forma como aborda toda a ambientação utilizando-se dos elementos de road movie é tão delicada quanto sua compreensão do período. O roteiro pode ter sido escrito por Clancy Carlile, adaptação de seu próprio livro, mas o coração do filme é a visão de Clint com seu estilo combinado às suas recordações da época. Eastwood nasceu em maio de 1930, em São Francisco, e passou a infância nas estradas empoeiradas ao lado de seu pai. Isso permitiu a ele uma atenção extrema aos detalhes, o que resulta em momentos antológicos, algumas das mais belas seqüências que o sujeito já filmou na carreira. Trabalho de alto nível este do Clintão...

Comentários

  1. Essa falsa simplicidade dos filmes do Clint faz com que muita gente veja apenas a superfície e não capte a verdadeira essência do seu cinema, que é grandiosa.

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  2. Embora goste bastante dos filmes do velho caubói, nunca tinha ouvido falar deste... E falando da simplicidade dele, realmente é uma qualidade notável e excepcional. Maior exemplo disso é As Pontes de Madison, filme que chega a ser simplista na forma, mas o efeito é devastador e belo na percepção (também com a Meryl Streep mergulhando de cabeça em uma personagem dá pra carregar o filme nas costas, hehe)...

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  3. Leandro Caraça30/11/2009 21:20

    É TOP 10 do Clint. Quem dizer que não, não sabe de nada.

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  4. O que o Herax falou é genial demais!

    POLANSKI finalmente LIBRE.

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