8.11.09

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TETRO (2009), de Francis Ford Coppola

Isso sim eu chamo de um verdadeiro retorno (E não o YOUTH WITHOUT YOUTH, de 2007)! Coppola coloca muito sentimento neste belíssimo trabalho e filma com o coração. Tetro (Vincent Gallo) é um escritor que resolveu cortar ligações com sua família, cujo pai é um grande maestro, e foi viver na Argentina, até que, passado alguns anos, recebe a visita de seu irmão mais novo que possui uma fixação enorme no mais velho. E é claro que isso vai gerar muita reação em torno dos personagens, com todo o passado intocado e misterioso que Tetro procurou esquecer e esconder voltando à tona...

Fotografado num preto e branco lindíssimo, com alguns momentos coloridos e beirando ao surrealismo, o visual, no cenário argentino, acaba sendo um dos grandes destaques do filme, mas desta vez a estória também possui um grande valor, um drama familiar muito bem conduzido por Coppola. É o primeiro roteiro original que o diretor escreve desde A CONVERSAÇÃO, de 1974, e resgata alguns temas auto biográficos. Provavelmente seu projeto mais pessoal. TETRO é tocante, dos melhores que o diretor já fez em muito, muito tempo e um dos meus favoritos de 2009.

MOON (2009), de Duncan Jones

Aquele poster todo retrô não estava para brincadeira. MOON é ficção científica das boas, essencialmente à moda antiga e se inspira na maior sci fi de todos os tempos, 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Staley Kubrick, para narrar a estória de um astronauta solitário que trabalha numa estação espacial lunar depois que desenvolveram uma nova fonte de energia extraída do nosso satélite natural.

O filme é surpreendentemente simples e muito bem sustentado por Sam Rockwell interpretando o astronauta visto em praticamente todas as cenas. Mexe com questões atuais, mas os efeitos especiais discretos e o visual minimalista e retrô reforçam ainda mais o tom “kubrickiano” do filme, principalmente com a presença de GERTY, uma espécie de HAL atualizado para os nossos dias e que Kevin Spacey empresta a sua voz.

OS SUBSTITUTOS (Surrogates, 2009), de Jonathan Mostow

Fraquinho como entretenimento, mas não tão ruim quanto eu imaginava, e consegue colocar pra refletir um bocado sobre algumas questões (nem que seja durante o filme, ou uns 5 minutos após, porque depois disso OS SUBSTITUTOS já se torna descartável). No futuro as pessoas não saem mais de casa. Ao invés disso, utilizam andróides que são verdadeiras imagens projetadas da maneira como uma pessoa gostaria de ser vista. Bruce Willis, por exemplo, é um agente da CIA tentando resolver um caso. Ele é velho, barrigudo e feio, mas seu “substituto” – como são chamados – tenta parecer um galã de cinema com um cabelinho ridículo.

Mas não é exatamente isso que acontece hoje com a internet, sites de relacionamentos, Second Life e salas de bate papo virtual? Quem te garante que a pessoa que se descreve como uma morena, linda, olhos cor de mel e se chama Joyce num chat, não é na verdade um sujeito gorducho, careca, querendo sacanear com uns trouxas? É, isso acontece...

O CAÇADOR (The Chaser, 2008), de Na Hong-jin

Meu amigo Herax, sempre antenado, já havia nos alertado sobre esse filme coreano há tempos, mas acabei deixando passar. Agora que começaram a comentar sobre ele é que resolvi conferir. É um filme impressionante sobre um ex-policial que virou cafetão e precisa dar uma detetive quando algumas de suas “empregadas” começam a desaparecer.

A narrativa é bem intensa e frenética, tudo é muito bom, mas é um pouco longo e chega em um determinado ponto que eu precisei dar umas bocejadas. Mas nada que incomode. O ator Kim Yun-seok, que faz o cafetão, é um puta ator e a atmosfera de violência marca bastante. O final é de deixar qualquer espectador indignado (no bom sentido).

THE SNIPER (2009), de Dante Lam

Bem mais ou menos este aqui, um filme policial focado em três atiradores de elite. Um instrutor da polícia, seu aprendiz e o vilão, um ex-policial que agora joga no outro time. As intenções do diretor até que são boas, mas ele parece meio perdido entre quais dos três personagens deve dar mais atenção, acaba tudo muito vazio, por mais que se tente construir detalhes que acrescente algo a eles. Algumas sequências de ação são muito boas e é a única coisa que presta mesmo no resultado final. Não chega a ser ruim, mas poderia ser bem melhor.

Hoje ainda devo assistir ZOMBIELAND. Depois digo o que achei.

14 comentários:

  1. Leandro Caraça08/11/09 19:12

    Baixou "Tetro" e "Moon" de onde ?

    "Substitutos" é fraquinho e bem pior do que imaginei. Queria saber de verdade onde surgiu essa coisa de que o Mostow é um grande diretor. Nenhum filme dele dá base para essa sandice.

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  2. Eu também não achei nada especial. A ideia é boa, ao que parece novela gráfica até era de valor, mas o filme descamba para o cinema de acção, em vez de se focar no essencial.
    De resto só vi o "The Sniper", mas também nesse se nota que falta algo. Filme muito cortado, ao que parece devido a um escândalo que envolveu um dos actores.

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  3. Leandro, mandei pro seu email.

    Pedro, é verdade... fiquei sabendo desse escândalo, mas acho que não justifica terem retalhado tanto o filme.

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  4. T3 e Breakdown dão motivo de sobra para elogiarmos Mostow, mas Surrogates eu mesmo fui o primeiro a meter o pau.

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  5. Breakdown é bem legal mesmo... mas mais por causa do Kurt Russel! hehe

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  6. definitivamente não é o Kurt Russell que faz o filme ser um suspense de primeira, é o diretor que sabe conduzir a trama e criar um puta clima

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  7. Eu adoro o filme e realmente o clima de suspense em alguns momentos são muito bons, mas nada que me faça crescer o olho no diretor... Faz muito tempo que eu vi e o que me marcou mesmo foi a atuação do Kurt.

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  8. Leandro Caraça09/11/09 12:06

    "T3" é sub-Cameron. Merece elogios pelas cenas de ação e por seguir a cartilha do 'rei do mundo' sem fuder geral. O MCG com fritas no pão de gergelim pelo menos foi bem mais audacioso com o "Salvation". Mostow não chega aos pés da Bigelow e muito menos do McTiernam em sua melhor fase, só pra citar dois nomes que um dia foram a salvação do cinema pipoca de ação. PS - A Bigelow ao menos se redimiu com o "The Hurt Locker". Já o McTiernam ...

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  9. Não acho o T4 mais audacioso que o T3. Mas confesso que o McG me surpreendeu. Vou parar de elogiar o Mostow porque o Surrogates queimou o filme do cara. McTiernan tá devendo um filme bom há muitos anos. Mas assim como a Bigelow ressurgiu das cinzas com um filme fodão, acredito que um dia isso também possa acontecer com o McTiernan e com o Mostow.

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  10. Leandro Caraça09/11/09 13:09

    Eu gosto do T3 e do T4, mesmo sendo inferiores ao do Cameron. E sempre vou esperar algo interessante da Bigelow (ex-esposa do Rei do Mundo) e do Mostow. Do Mcternam, bem, que tem bom senso já desistiu há muito tempo.

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  11. É muito TRISTE ler isso sobre o cara que fez simplesmente um dos maiores filmes ação do todos os tempos: DURO DE MATAR! E pior de tudo é que é verdade...

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  12. Já estou com Moon e Zombieland aqui. Verei em breve.
    Vi que estavam traduzindo a legenda de Tetro, outro que quero conferir.
    Desses só vi The Chaser que é realmente um filmaço! Já vi faz um tempo!

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  13. E vamos lá rsrs.

    Moon me dá muita curiosidade em ver, enquanto o filme do Coppola não me chamou a atenção.

    Sobre Sniper, eu achei que ele se perde por causa da infinidade de cortes devido ao já mencionado escandalo.

    Substitutos eu nem me mexi da cadeira pra ver, me pareceu um arremedo de Eu,Robô ... que já não era grande coisa.

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