30.3.09

O VOYEUR (L'Uomo che guarda, 1994), de Tinto Brass


aka O HOMEM QUE OLHA
direção: Tinto Brass
roteiro: Tinto Brass 

Sempre gostei dos filmes do italiano Tinto Brass, e não é só pelas beldades em trajes mínimos que o diretor arruma para embelezar suas produções (claro que isso ajuda muito), mas realmente acho o sujeito um diretor talentosíssimo e O VOYEUR é um dos seus melhores trabalhos e um dos mais surpreendentes exercícios visuais do diretor que tenta, com sua câmera, uma forma de fazer o publico experimentar o voyeur que existe em cada um (que filosófico... ou seria perversão mesmo?).

E para isso, o filme não se resume em constantes closes das periquitas, peitinhos, bundas, mulheres nuas o tempo todo, embora aconteça isso durante toda projeção. E o que é bom fica melhor ainda, pois existe um enredo interessante que motiva todas as cenas eróticas de maneira racional, mesmo que isso não importe tanto, já que a grande maioria vai assistir a um filme do Brass só pra ver a abundancia de beldades nuas. Cambada de devassos!

Na verdade, a estória não possui nada de mais e é bem simples. Temos aqui um professor que vive com o pai inválido - este sob os cuidados de uma empregadinha danada de safada - com uma tremenda dor de cotovelo passando por um momento difícil e tenta reatar o romance com sua mulher exibicionista. Mas é o cuidado com a trama e com os pequenos detalhes que fazem O VOYEUR valer a pena.

Há uma cena em que a mulher do cara (Katarina Vasilissa, que é lindíssima!) abre as pernas num restaurante de um jeito que faria Sharon Stone de INSTINTO SELVAGEM parecer uma freira. Outra minúcia interessante é toda sequência envolvendo uma aluna africana do protagonista que teve o clitóris retirado quando criança!!! Ainda há a seqüência na praia e todos os momentos com a empregadinha safada. Acabou que eu ressaltei apenas as cenas eróticas, mas o filme não é só isso...

Francesco Casale que interpreta o personagem central carrega uma boa carga dramática do filme. A fotografia de Massimo Di Venanzo e a trilha de Riz Ortolani também são ótimas. A direção do Brass é magistral com todos aqueles seus enquadramentos habituais e as particularidades de sempre como aquele mesmo quarto cheio de espelhos utilizado em vários outros filmes. Mas pensando bem, analisar um filme como este é meio que uma perda de tempo. Aposto que as imagens do post vão chamar muito mais a atenção.

Mas se alguém por aí conseguir ver O VOYEUR com um olhar reflexivo, vai se surpreender com uma das grandes criações de Tinto Brass como cineasta criativo e talentoso que é. Se for buscando apenas uma boa quantidade de mulheres nuas, está no lugar certo também.

Tinto Brass trabalhando pesado em O Voyeur

11 comentários:

  1. Pago pau pro Brass.
    Além de ser o mestre absoluto do erotismo, é mestre do cinema tbm.

    Meu idolo, quero viver que nem Brass quando crescer.

    ResponderExcluir
  2. Ronald, veja agora All Ladies Do It.

    ResponderExcluir
  3. O Tinto Brass contrata umas mulheres muito gostosas para seus filmes. Essa loira de The Voyeur é uma delícia.
    Acho difícil comentar sobre um filme do Brass sem falar em putaria hehehe

    ResponderExcluir
  4. Considero esse o melhor filme do Brass. Mas concordo com o Kevin, veja agora Così fan tutte (All Ladies Do It), que também é ótimo!

    ResponderExcluir
  5. Hehe, sabia que o Kevin iria gostar deste post... O Così fan Tutte eu já vi, mas há muito tempo, não teria condições de escrever alguma coisa sem assistir de novo.

    The Voyeur também foi o melhor que eu vi dele até agora. Também gosto de Caligula, mesmo sabendo que nem tudo ali foi o Brass que dirigiu.

    ResponderExcluir
  6. Só vi o Calígula dele, baita putaria estilosa que esse cara faz.

    ResponderExcluir
  7. Coincidencia, dia desses vi "Todas as mulheres fazem" e sinceramente fiquei cá imaginando o que pensar do cinema do Tinto Brass. Não chegeu ia nenhuma resposta, essa que é a verdade. É claro que o sujeito apreciador da beleza feminina vai se deslumbrar com as mulheres que estrelam seus filmes, a desse filme a que me refiro a mulher é quase uma sósia da Irene Jacob, uma das musas do Kieslowski. Mas voltando ao filme... Ah, não sei, perdi o fio da meada, deixa pra proxima, hehehe! Ass: DEMOFILO.

    ResponderExcluir
  8. "Acabou que eu ressaltei apenas as cenas eróticas, mas o filme não é só isso..."

    Pra falar a verdade, é só isso sim. hehe

    Você mesmo tentou chamar o filme para outra direção, mas não conseguiu. haha

    ResponderExcluir
  9. É... tentei mesmo. O que vale é a intenção. hehe

    ResponderExcluir
  10. mas esse filme vai alem das cenas eroticas.

    As vezes me lembra um giallo, só que em vez de mortes, são cenas de sexo.

    ResponderExcluir
  11. UM VERDADEIRO MESTRE DO EROTISMO, NÃO TENHO DÚVIDA. MUITO CRIATIVO OS FILMES DESTE DIRETOR.

    ResponderExcluir