10.11.08

POLIZIOTTI VIOLENTI (1976), de Michele Massimo Tarantini

Neste fim de semana tive o prazer de assistir esta pequena peça do cinema policial italiano dos anos 70. Como todo bom Polizieschi (nome pelo qual este subgênero ficou conhecido), Poliziotti Violenti tem a sua história centrada no submundo do crime organizado onde dois sujeitos cascas-grossas realizam uma série de investigações para desmascarar uma quadrilha que utiliza um armamento pesado, usado pelo exercito italiano, em plenas ruas de Roma. Uma das grandes qualidades do filme é a presença das duas figuras que interpretam os abelhudos. O ator americano Henry Silva, sempre subestimado em seu país, mas muito bem aproveitado no cinema de gênero italiano, vive Altieri, um oficial do exército que se mete em várias enrascadas pra descobrir o caso do armamento e Antonio Sabato, que interpreta Tosi, um policial tentando se infiltrar na organização que trafica essas mesmas armas.

Um acaba cruzando o caminho do outro e o diretor Michele Massimo Tarantini se aproveita muito bem da relação de amor e ódio que surge entre os personagens (sem segundas intenções, por favor). Mas quando os dois decidem unir forças para acabar de vez com a quadrilha, eu não gostaria de estar na pele dos pilantras que ficam na mira de seus trabucos! O filme inteiro é uma sucessão de seqüências de ação desenfreadas, violentas e politicamente incorretas que pontuam a narrativa a todo instante. O diretor faz questão de mostrar um vasto número de vítimas inocentes sendo alvejadas por balas perdidas nas trocas de tiros ou sendo atropeladas e espancadas (como na cena onde uma mulher leva vários murros e pontapés em frente de seu filho apenas para ter sua bolsa roubada) enquanto Silva e Sabato enchem os bandidos de chumbo sem piedade alguma.

Em todo lugar que eu li sobre o filme, disseram que o Tarantini era um doido varrido, e algumas cenas realmente confirmam que uma obra como Poliziotti Violenti só poderia ter saído da cabeça de um louco mesmo. A seqüência onde uma criança é levada como refém dentro de um carro e Silva parte pra perseguição é absurdamente genial. Ele nem se preocupa em fazer o veículo dos meliantes capotar mesmo sabendo que há uma criança envolvida. Desde já, deixo meu agradecimento ao Osvaldo Neto, do blog Vá e Veja por ter me enviado este belíssimo exemplar de Polizieschi.

No mês de outubro, dois blogs "concorrentes" (hehe), tanto o do Osvaldo quanto do Felipe M. Guerra escreveram sobre Poliziotti Violenti. Recomendo os dois textos para uma boa leitura e para conhecer melhor esta pérola do cinema policial italiano: aqui e aqui.

5 comentários:

  1. Obrigado pela citação! Que bom que a blogosfera tupiniquim está dando a devida atenção (e principalmente o DEVIDO MÉRITO) a estes pequenos clássicos esquecidos, como "Poliziotti Violenti", que os "bambambans" da crítica e os ditos entendidos de cinema fingem que nem existe.

    ResponderExcluir
  2. Tá escrito lá no texto, hehe
    Um amigo me mandou. Mas acho que encontra fácil...

    ResponderExcluir
  3. O tipo de filme que eu chamo de "ô, coisa linda do papai".

    ResponderExcluir