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MIDNIGHT MEAT TRAIN (2008), de Ryuhei Kitamura

Surpresa das boas esta nova adaptação de um conto de Clive Barker para telona, Midnight Meat Train, dirigido pelo japonês Ryuhei Kitamura, que eu não conheço muito bem, mas é o responsável por obras como Azumi e Versus, e não faço a menor idéia se são bons, ruins ou tralhas que de tão ruim acabam divertindo (algum de vocês já viram?). Aqui ele mandou muito bem. O filme conta com Vinnie Jones num dos papéis mais sinistros de sua carreira e muita, mas muita violência explícita para delírio dos fãs de gore (apesar do excesso de CGI em algumas cenas).

A história é bem simples e trata de um fotógrafo que possui ambições artísticas e passa noites retratando paisagens urbanas, buscando captar o espírito da cidade através de suas fotos. É aí que sua busca entra no caminho do personagem de Vinnie Jones, um serial killer que estraçalha suas vítimas nos vagões do metrô altas horas da madrugada. Mas podem ficar tranqüilos que eu não estraguei nenhuma surpresa, o grande lance é a motivação assassina do personagem de Vinnie. Com certeza os seguidores das obras de Barker vão desconfiar que não se trata de um serial killer qualquer.

Midnight Meat Train também não está isento de problemas. O filme sofre um bocado com o ritmo, já que se trata de uma adaptação de um conto, fica claro em algumas situações que o diretor embroma a narrativa para conseguir material suficiente que caiba em 90 minutos. E ainda alguns buracos que surgem aqui e ali, mas tudo isso é muito bem compensado com Vinnie Jones em ação martelando as cabeças de suas inocentes vítimas com um instrumento de abater gado (e outros brinquedinhos). Uma coisa linda de se ver. Vinnie só diz uma frase durante todo filme, mas sua presença e sua expressão de poucos amigos já são marcantes o suficiente para torná-lo um dos grandes vilões do ano.

Comentários

  1. Quero muito ver esse filme, Ronald.
    Já vi diversas críticas que o filme tem muito CGI, mas nem me importo com isso, contanto que seja bem feito. Melhor se fosse na boa e velha maquiagem mesmo.
    E Clive Barker cria ótimos climas de terror e espero que tenha muito nesse filme. Eu já vi o primeiro Azumi e é um trash divertido (Sim, porque tem cenas que são tão toscas que não tem como ser trash), mas não é essa cocada toda. Nem me empolguei de ver a sequência.
    E quero ver Versus. Disseram que é uma tosqueira exagerada e divertida também.

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  2. direto em dvd ou inédito por aqui?

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  3. FAEU: Acho que deve passar nos cinemas ainda.

    IBERTSON: É verdade, eles exageram um bocado no CGI, mas acabei nem me importando dessa vez... se fosse feito à moda antiga, seria bem melhor, com certeza, mas aqui ficou bem feito. o clima é bem legal e até a enrolação me deixou ligado.

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  4. VERSUS é uma coisa linda. Pode ser moderninho, agitadinho, o que for... mas é diversão das imbatíveis. Já AZUMI (de orçamento muito mais alto) não curti tanto.

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  5. Acho esse bem razoável. Um decorrer clichê e com um final bom, mas que não causa impacto. E os fãs do gore, ao meu ver, irão se decepcionar: Gore em CGI não é gore.

    Abraços!

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  6. Bom, eu não concordo. Nem todas as cenas de violencia aqui são em CGI e as duas formas de se criar o gore, não passam de efeitos visuais. Com certeza se tudo fosse feito à moda antiga ficaria bem melhor. O CGI é uma forma preguiçosa de fazer, mas quando bem feito, em alguns casos, não me incomoda tanto e também não acho que deixa de ser gore.

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