21.11.11

SHAKEDOWN, aka BLUE JEAN COP (1988)


Peter Weller é desses atores subestimados que deveria ter mais destaque aqui no blog, por isso grifei, negritei e sublinhei o nome dele... pra dar mais destaque. Piadas sem graça à parte, o cara é o Robocop, pô! Trabalhou com Cronenberg, Verhoeven, Kershner, Ferrara, Duguay, Woody Allen, e não podemos esquecer que dedicou grande parte da sua filmografia recente em produções de ação de baixo orçamento, assim como Cuba Golding Jr. e Val Kilmer vem fazendo atualmente… esses caras tem o meu respeito!

Mas em SHAKEDOWN, Weller estava no auge de sua carreira. Ele vive Roland Dalton, um advogado que possui um cliente, traficante de drogas, acusado de assassinar um policial. Sam Elliott, que também é um cara legal, encarna Richie Marks, um policial casca grossa típico dos filmes policiais dos anos 80. Durante as investigações do crime que envolve o traficante, a dupla começa a se deparar com suspeitas intrigantes de corrupção dentro da força policial. Ao mesmo tempo, o filme resolve focar num lado pessoal do advogado. A promotora que cuida do caso é uma antiga paixão de colégio de Dalton e os dois resolvem reacender o namorico, apesar do protagonista já ser noivo de outra mulher. Que drama...


A direção é de James Glickenhaus, um sujeito completamente maluco. O cara gosta de subverter de maneira escancarada certos elementos de seus filmes. Nunca vou esquecer de uma cena em McBAIN, na qual Christopher Walken derruba um caça da força aérea com um único tiro de pistola disparado de outro avião!!! É ver para crer. SHAKEDOWN possui uma ação plausível, até certo ponto. Há os exageros habituais dos filmes de ação oitentistas, tiroteios onde os heróis nunca são alvejados e suas balas nunca acabam, perseguições em alta velocidade, peripécias exacerbadas, especialmente do personagem de Sam Elliot, mas até aí tudo bem.


A insanidade do diretor pode ser diagnosticada com uma certa cena do final… Fico pensando na equipe de filmagem realizando tal proeza ou os editores tentando encaixá-la no filme. É algo inacreditável, uma trama até então “normal”, dentro do padrão, e de repente Glickenhaus resolve testar os limites entre o que é verossímil com o que é absolutamente ridículo dentro do cinema de ação. Genial, na minha opinião! Dei altas gargalhadas. Quem já viu, sabe que não estou exagerando. Não vou contar o que é, mas digamos que temos aqui uma espécie de homenagem bizarra ao Dr. FANTÁSTICO, de Stanley Kubrick. Hehehe!

Uma boa referência pra medir o impacto do final pode ser o DEAD OR ALIVE, do Takashi Miike, embora não seja tão devastador... é apenas ridículo mesmo. Mas não é só por isso que SHAKEDOWN vale uma redescoberta ou uma assistida obrigatória pra quem não viu. É um belo filme policial oitentista, com boas cenas de ação sem frescuras, diálogos impagáveis e maravilhosa performance de Peter Weller. Mas que o final absurdo é um bônus para os amantes de uma bizarrice, pode apostar que é…

Um comentário:

  1. I loved this movie too, because it's so hilarious and over the top, but I agree, it is a solid 80s actioner too.

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