Pular para o conteúdo principal

Mais dois filmes...

FEMALE YAKUZA TALE - INQUISITION AND TORTURE (Yasagure anego den: sôkatsu rinchi, 1973), de Teruo Ishii


É a sequencia de SEX & FURY, de Norifumi Suzuki, agora com a direção de Teruo Ishii, de THE EXECUTIONER, mas com a mesma Reiko Ike de volta ao papel do filme anterior, mostrando todo talento, graça e beleza (leia-se os atributos físicos que Deus lhe deu). Alguns consideram FEMALE YAKUZA TALE superior, acho que são filmes bem diferentes. O filme de Suzuki é mais denso e sua força parece centrada na trama de vingança e na ação; ambos possuem uma estética carregada, mas este aqui se sai melhor como um exercício visual e muito mais apelativo no quesito “nudez gratuita”.

A começar pelo próprio entrecho, que envolve um bando de traficantes que transporta a mercadoria ilícita colocando-a nos orifícios sexuais de um grupo de moças, que recebem em troca uma dose da droga. Destaque para o grande final quando um exército de mulheres nuas, sob o comando de Oshô (Ike), enfrenta os traficantes. Literalmente uma bela dose de sangreira e mulher pelada! Imperdível!


DJANGO, O BASTARDO (Django il bastardo, 1969), de Sergio Garrone


Mudando totalmente de gênero, assisti a este bom Western Spaghetti estrelado pelo ítalo-brasileiro Anthony Steffen e dirigido por Sergio Garrone, que apesar de ter feitos muitos westerns, realizou também alguns filmes de horror. E DJANGO, O BASTARDO é uma hibrida produção que transita entre o terror e a poeira do velho oeste.

O fato é que durante toda a narrativa, Garrone mostra o protagonista como um fantasma que surge das trevas para se vingar do crime que três sujeitos cometeram há alguns anos, durante a guerra civil. Inclusive os próprios personagens pensam que se trata de uma alma penada. Depois de uma boa quantidade de mortes e uma meia hora final que me lembrou outra mistura de western/terror, E DEUS DISSE A CAIM, do Antonio Margheriti, o filme acaba revelando se Django era realmente de carne e osso ou não. Mas eu não vou contar!

OBS: Uma dica para uma boa leitura, muito mais completa, sobre DJANGO, O BASTARDO, pode ser encontrada aqui.

Comentários

  1. DJANGO, O BASTARDO é mesmo muito legal. Obrigado por deixar o link para o meu blog. O Garrone, após este belo filme, se perdeu dirigindo alguns risíveis títulos explorando o filão nazisploitation, sem um pingo da criatividade deste seu spaghetti western.

    ResponderExcluir
  2. Pois é, eu dei uma checada na filmografia dele e percebi isso... só não sabia que eram risíveis.

    ResponderExcluir
  3. o Garrone tinha umas sacadas bem legais para westerns, procure ver tambem UMA LONGA FILA DE CRUZES; já o filme do Teruo Ishii ainda não vi, mas esse cara foi um dos grandes mestres do exploitation japones

    ResponderExcluir
  4. Valeu a dica, Herax!
    E o Ishii deu pra perceber que o cara é bom apenas com dois filmes vistos...

    ResponderExcluir
  5. Sim, são absolutamente risíveis, mas involuntariamente, é claro. O grande "clássico" nazisploitation trash do Garrone é SS EXPERIMENT CAMP, onde um oficial nazista arranca os testículos de um soldado garanhão para tentar curar a própria impotência. Quando o castrado descobre o plano, solta uma pérola: "Muito bem, seu bastardo, o que você fez com as minhas bolas?". Eu escrevi um mini-dossiê nazisploitation, com estas e outras abobrinhas, neste link: http://www.insolitamaquina.com/cinema04.htm#mguerra

    ResponderExcluir
  6. Fiquei com puta vontade de ver esse do Django. QUE MERDA! Tou cheio de filme pra ver...

    achuo ele aonde ronald?

    ResponderExcluir
  7. Ronald, já viu o Keoma? Já escreveu sobre ele aqui? É bonzão?

    ResponderExcluir
  8. Já vi Keoma há muitos anos. É excelente! Mas não escrevi sobre ele ainda, preciso rever...

    ResponderExcluir
  9. E "Meu Nome é Ninguém"? (as mesmas perguntas, hehe).

    ResponderExcluir
  10. Também vi, acho que no ano passado. É legalzinho e cheguei a comentar bem superficialmente sobre ele em outro blog que eu tinha. =)

    ResponderExcluir
  11. É por causa deste filme que ainda hoje associo a cara de Steffen a Django. A personagem aqui retratada pode até não ser a original mas Sergio Garrone sabe dirigir a coisa.

    ResponderExcluir
  12. Emanuel Neto23/06/2010 11:49

    Este filme é uma das melhores adaptações do personagem "Django". Garrone tentou fazer algo mais sobrenatural e até fez um bom trabalho! Pelo menos acertou ao escolher Anthony Steffen como protagonista porque o homem parece mesmo um fantasma!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …