Pular para o conteúdo principal

LA MASCHERA DEL DEMONIO (1960), de Mario Bava


Vi La Maschera del Demonio há bastante tempo e mesmo assim, vale a pena relembrar essa magnífica obra prima do horror gótico italiano, principalmente por causa de seu diretor, o mestre Mario Bava, provavelmente o maior precursor do horror italiano no início dos anos 60. Diretor de fotografia antes de se tornar cineasta, seus filmes sempre são de sombrias atmosferas e imagens carregadas, principalmente quando trabalha com o preto e branco como é o caso de La Maschera del Demonio, cuja definição atmosférica, a morbidez e a estética gótica se encaixam perfeitamente com o tema de bruxaria que o filme propõe.

Até mesmo a história deixa de ser tão relevante quando todo conjunto de elementos mórbidos, a ação dentro dos planos e toda a estética do horror que formam seqüências impressionantes e antológicas (como a do prólogo) tornam-se atrativos que potencializam o tom de pesadelo, sem contar a presença da bela musa do horror, Bárbara Steele, sempre expressiva em cena fazendo duas personagens que são contrapontos entre si. Além disso, Bava pode ser considerado a influencia máxima dos futuros mestres do horror italiano e, há uma cena em especial onde o mordomo do castelo é pego desprevenido por uma mão segurando uma corda que surge do nada, muito parecido com o que Dario Argento faria no futuro em filmes como Suspíria e Prelúdio para Matar. La Maschera do Demonio é um verdadeiro clássico que merece uma revisão.

Comentários

  1. Curioso, mas esse filme não me agradou tanto quanto eu esperava. Sempre fui fã de terror, desde a adolescência, qdo eu devorava as fitas do gênero nas locadoras, e sempre tinha ouvido falar desse do Bava. Eis que quando pude conferi-lo, na maior expectativa, veio um balde de água fria. Talvez numa revisão ele até cresça, mas as cenas do monstro usando a máscara e os olhões da vapiresca atriz principal não me amedontraram, nem me fascinaram. Mas certamente é um item obrigatório aos fãs de terror!

    ResponderExcluir
  2. Aliás, não sei se vc conhece, mas o desenhista brasileiro Eugenio Colonnese criou um clássico das HQs de horror chamado 'Mirza, a Mulher Vampiro', e a Barbara Steele me fez pensar nessa personagem do Colonnese...

    ResponderExcluir
  3. Vc só anda falando de filmes doidos, sangue e mortes....credo!

    Nao gosto do Mario Bava nem Damato.

    ResponderExcluir
  4. esse cine carranca é um louco.

    TERROR>qlq outro genero

    A Mascara do Demonio é foda demais, aquele clima gotico é do caralho.

    ResponderExcluir
  5. Ele é doido, não se preocupe.

    ResponderExcluir
  6. O filme é muito bom, embora pouco datado , mas merece sempre ser visto e revisto. Bava pe um mestre e Barbara Steele uma diva, sempre linda. Comentei esse filme no meu blog também.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …