14.10.08

A MORTE SORRIU PARA O ASSASSINO (1973)

aka LA MORTE HA SORRISO ALL'ASSASSINO
diretor: Joe D'Amato
roteiro: Joe D'Amato, Claudio Bernabei, Romano Scandariato

Mais um belo exemplar do puro e simples cinema do grande diretor, embora subestimado pela maioria, Joe D’Amato, em um filme de início de carreira (pra quem realizou mais de 190 filmes, o sexto ou sétimo filme ainda é início de carreira, não?). D’Amato, até então, havia realizado apenas westerns, algumas comédias e um filme de guerra, se não estou enganado. Não cheguei nem perto de ver nenhum deles ainda, infelizmente, mas um dia chego lá. A morte Sorriu para o Assassino é o primeiro filme de terror que D’Amato dirigiu e trata, basicamente, de uma mulher que chega a uma mansão com amnésia após sofrer um acidente com a carruagem que a conduzia. Logo, vários assassinatos misteriosos se iniciam na mansão e seus arredores.

O roteiro do próprio D’Amato (juntamente com Claudio Bernabei e Romano Scandariato) não se contenta em apenas explorar uma vertente do horror e acaba fazendo uma mistureba muito louca com vários elementos que tangem o sobrenatural e o real, onde temos uma mulher que volta a vida, embora seu organismo esteja fisicamente morto, e o espírito da mesma mulher que vaga assustando as pessoas, tudo jogado em cena sem qualquer coesão ou preocupação temporal. Ainda temos Klaus Kinski de corpo presente interpretando um médico que “descobre demais” e acaba tendo vida curta dentro do filme. Mas sua presença é marcante com aquele rosto expressivo. É um dos meus atores favoritos, principalmente porque, além de ser excelente, não tinha frescura, trabalhava com diretores do nível de um Herzog, mas não deixava de atuar em bagaceiras de Jess Franco.

Com sua experiência na direção de fotografia (e trabalhar como tal aqui também, mas creditado com seu nome de nascença, Aristides Massaccesi) e ter um estilo próprio já desenvolvido, D’Amato conseguiu construir um de seus filmes mais atmosféricos e bem acabado visualmente mesmo que ainda não recorra de todos os elementos que o tornaria famoso, como as temáticas ousadas e o forte apelo sexual (na verdade, o filme é bem ousada pra época, mas D’Amato faria coisas muito mais subversivas em trabalhos seguintes, e não faltam cenas de nudez por aqui). Mas o que não se pode reclamar é da violência. O filme possui várias seqüências onde o gore reina supremo e, em algumas delas, D’Amato se aproveita estéticamente para dar um tom mais artístico à sua obra.

3 comentários:

  1. "O filme possui várias seqüências onde o gore reina supremo..."

    A da última foto é uma, pelo visto. :)

    Já pode reservar esse para uma futura troca hehe.

    ResponderExcluir
  2. Sim, da ultima ilustra muito bem o que eu disse no final.

    E anotado o pedido. =)

    ResponderExcluir
  3. E o título é uma obra a parte.

    ResponderExcluir