3.9.08

Joe D'amato

Não se pode exigir qualidade de todas as produções do diretor italiano Joe D’Amato. Aliás, qualidade é algo que o sujeito não preza mesmo. O que devia ser mais importante pra ele é a quantidade. Que digam os mais de 190 filmes no currículo! D’Amato, cujo nome verdadeiro era Aristide Massaccesi, filmava uns oito filmes por ano e às vezes mais de um ao mesmo tempo! Dentro desse amontoado de filmes, cuja direção era assinada com vários pseudônimos diferente, salva-se mesmo uns 15 filmes.

Mas então o cara era uma droga como diretor? Sim! Em muitos casos, o resultado de seu trabalho não era muito diferente de bosta de cavalo, então por que raios eu gosto deste diretor? Porque Joe D’Amato tinha o que muitos diretores não têm: culhões! Ele foi um dos cineastas mais ousados, corajosos e picaretas de seu tempo e toda e qualquer idéia, por mais perturbadora, iconoclasta, sádica e imoral que tivesse, era aproveitada em seus filmes.

Até aqui, este texto seria a introdução de uma análise que eu iria fazer do filme Rosso Sangue, aka Absurd, aka Antropaphagus 2, de 1982, mas resolvi deixar pra escrever mais tarde. Joe D’Amato vai ser figurinha constante no Dementia 13, seja com suas tralhas de baixa categoria, seja com seus filmes mais famosos.

Eis aí mais alguns motivos para gostar de Joe D’Amato:

• O canibal grego Nikos, interpretado por George Eastman, eleva seu nível de sadismo ao máximo na cena em que mastiga um feto em Antropophagus (1980).

• No mesmo filme, depois ter a barriga perfurada e as tripas colocadas pra fora, Nikos resolve nada mais nada menos que colocar tudo de volta pra dentro. Literalmente, o sujeito “se come”.

• D’Amatao dá uma aula de direção filmando uma autópsia extremamente realista no romance necrófilo Buio Omega (1979).

• Cenas de Snuff Movies de Emanuelle na América (1977). Diz a lenda que D’Amato conseguiu imagens reais de snuff’s com mafiosos russos! Hahaha!

• Mistura de sexo explícito com terror e suspense em filmes como Pornô Holocausto (1981), Emanuelle na América (1977) e Erotic Nights of Living Deads (1980).

• Realizou um dos filmes mais importantes do subgênero Nunsploitation (aqueles onde as freiras são protagonistas), Immagini di un convento (1979), com mais doses erotismo e atacando a igreja católica de todas as formas possíveis.

• Dirigiu Klaus Kinski em A Morte Sorriu para o Assassino (1973).

D'Amato morreu em 1999 em plena atividade e muitos outros momentos poderiam ser destacados, obviamente...

8 comentários:

  1. Ja vi Emmanuelle in America e ao contrario, nem achei bostão, é um bom filme.

    Mas tou com Porno Holocaust, Antropophagus e Buio Omega para ver aqui.

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  2. Emanuelle faz parte daqueles filmes do diretor que possui um acabemento melhor, uma produção boa... mas a grande maioria da filmografia dele é composta de tralhas divertidas ue valem muito a pena assistir também.

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  3. D'Amato era doido, um doido fazendo filmes ruins.....
    e ainda existem doidos vendo seus filmes....
    Eu assisti pedaços do Immagini di un convento e porno holocausto.

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  4. Sou fan do D'Amato! E eu vejo mais qualidades do que defeitos em sua obra.

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  5. O interessante é que no meio de tanta barbárie ele fez um filme totalmente Sessão da Tarde no estilo Caninos Brancos: é o Giubbe Rosse, com Fabio Testi. Esse até a minha mãe assistiu! Saiu em VHS no Brasil como Destino Cruel.

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  6. E D'Amato pode até não ser um grande cineasta, mas seus trabalhos como câmera e diretor de fotografia são fabulosos. Principalmente no Spaghetti Western.

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  7. Whatafuck!

    Vou acompanhar essas postagens, e irei atrás dos filmes a medida que fores escrevendo.
    PERTURBADOR!

    Abs!

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