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QUEM MATOU ROSEMARY? (The Prowler, 1981), de Joseph Zito

O diretor Joseph Zito pode estar um tanto esquecido atualmente, mas para um certo grupo de apreciadores de cinema de ação casca grossa oitentista, seu nome ainda possui muita representatividade no gênero (não é pra menos: MISSING IN ACTION, RED SCORPION e o clássico dos clássicos, o inesquecível INVASÃO USA). Mas vale destacar sua contribuição no terror, gênero que, na verdade, abriu caminho para ele no mundo do cinema.


THE PROWLER é o terceiro trabalho de Zito, mas deu a ele a oportunidade de dirigir a quarta parte de SEXTA FEIRA 13, um dos meus capítulos favoritos. Aliás, o sucesso do primeiro filme desta série foi um (entre vários) dos responsáveis pela chuva de slasher movies que surgiu no início da década de 80. E é exatamente isso que THE PROWLER é, um típico slasher, com trama, personagens, direção, atmosfera, ritmo e elementos muito bem caracterizados pelo subgênero. E o filme é ótimo em todos esses sentidos. Mas o que realmente me impressionou foi o genial trabalho do mestre em efeitos especiais Tom Savini. O próprio considera este seu melhor resultado.

A trama começa em 1945, final da Segunda Guerra, quando um soldado retorna para casa frustrado porque sua noiva, a tal Rosemary do título nacional, havia encontrado um novo amor. Um ótimo motivo para pegar um tridente e espetar tanto a danada quanto o novo amante. Você não faria a mesma coisa? O crime chocante ocorre no dia do baile de formatura, desde então o evento deixou de acontecer na pequena cidade de Avalon Bay e ninguém nunca ficou sabendo a verdadeira identidade do assassino, já que no momento os únicos que poderiam ter visto alguma coisa foram perfurados, além do assassino vestir um uniforme do exército muito sinistro, com capacete e máscara para camuflar o rosto.

Passa-se o tempo e estamos agora no presente (início dos anos 80) e pela primeira vez o baile de formatura está sendo novamente preparado na cidade depois de tanto tempo. O xerife fica apreensivo, paranóico, temendo uma onda de assassinatos ou algo parecido, mas não se preocupa ao ponto de não sair da cidade na noite do baile pra pescar, deixando seu jovem ajudante responsável pela cidade inteira. Quem interpreta o velho xerife é Farley Granger, veterano ator que trabalhou com Hitchcock em FESTIM DIABÓLICO e PACTO SINISTRO.

Bom, não seria nada absurdo se eu disser que um serial killer vestindo a mesma fantasia de 35 anos atrás retorna para fazer novas vítimas na noite do baile, afinal, não teria sentido algum o filme existir se isso não ocorresse. É nesses momentos que THE PROWLER ganha uma força extraordinária. Temos uma excelente variação de mortes criativas, sangrentas e violentas, com direito a gargantas cortadas, corpos perfurados, principalmente na cena do chuveiro, um dos melhores momentos, sem dúvida. O final é de uma atmosfera arrepiante de tensão e contém uma das cenas mais chocantes do filme.

Os efeitos especiais de Savini são realmente incríveis, realistas e ainda hoje funcionam depois de quase trinta anos. Claro que como todo bom slasher, tem-se que ter um bocado de paciência para esperar que algo aconteça, mas no caso de THE PROWLER isso não é muito difícil. A trama é interessante de acompanhar, apesar dos atores não apresentarem nenhum desempenho notável. Mas quando o filme engrena, é uma delícia! Um dos melhores slashers que eu já vi.

Comentários

  1. O Zito cita a si mesmo no final alternativo do Sexta-Feira 4 que o ele também dirigiu. É igual à cena final desse filme.

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  2. Parece ser muito bom, vou assistir, valeu pela recomendação.
    Ronald um dia se possivel você poderia fazer um artigo sobre o Greg Nicotero, que é outro mestre em efeitos especiais.

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  3. Mr. Perrone, concordo contigo plenamente em dois pontos: Sexta-feira 13 parte 4 também é um dos meus favoritos da série e esse The Prowler é um dos melhores slashers que tem por aí!

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  4. Este filme tem no submarino para comprar por R$ 16.90!!

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  5. assino embaixo, tambem acho The Prowler muito bom!!

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  6. Fecho com esse comentário "Um dos melhores slashers que eu já vi", muito divertido.

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  7. Nunca vi esse filme...Mas é engraçado os títulos absurdos que as distribuidoras nacionais conseguem criar....

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