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ROVDYR (2008), de Patrik Syversen

Eu sei que muita gente já está de saco cheio desses filmes de horror moderninhos onde os malvados fazem jogos sádicos com suas vítimas para que o ato de assassinar se torne algo mais divertido, eu imagino, como é o caso do subgênro do qual um grupo turistas viaja não sei pra onde e acaba em perigo no meio de uma floresta sendo caçado por um bando de loucos caipiras da região. Mas quando alguém consegue pegar essa idéia central e transformar em um bom survival horror film, o mínimo a fazer é elogiar.

O que é difícil de acontecer é sair algo interessante das produções americanas, mas fiquem tranqüilos que o negócio aqui saiu da Noruega. RODVYR não possui absolutamente nada de original (e a história é exatamente aquilo que eu disse ali em cima, incluindo os mesmos clichês de sempre), mas a forma como é conduzido com uma crueza, um realismo sufocante, que o torna superior em relação aos outros filmes da mesma espécie. É econômico, sem embromação, muito bem decupado em seus 78 minutos, com fotografia sensacional e claro, violento ao extremo.

Sabe quando assistimos aos filmes cujas situações dão nos nervos de tão mal encenadas, enroladas, sentimentalizadas, e pensamos assim: “se eu tivesse feito esse filme cortaria esse monte de besteira”? É exatamente o que não passa na nossa cabeça em ROVDYR. Pode não ser inovador, mas deveria servir de exemplo: diverte e não enche o saco como os outros.

Comentários

  1. Fiquei curioso para ver. Os nórdicos tem feito coisas interessantes no cinema de gênero.

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