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PRÍNCIPE DAS SOMBRAS (Prince of Darkness, 1987), John Carpenter

Revi PRÍNCIPE DAS SOMBRAS só pra não esquecer nunca de como John Carpenter filma bem pra cacete e por isso é um dos meus diretores favoritos! O filme é a parte do meio de uma espécie de trilogia do apocalipse realizada pelo diretor, iniciada por THE THING e fechada com À BEIRA DA LOUCURA, onde um grupo de estudantes e cientistas são convocados para investigar um misterioso recipiente com um líquido verde guardado durante séculos dentro de uma igreja abandonada. Não demora muito para que o mal se espalhe, os assassinatos comecem a acontecer, tudo com muito clima e atmosfera densa, sempre acompanhado da excelente trilha criada pelo próprio Carpenter.

Após a frustração de ter trabalhado com grandes estúdios e o fracasso comercial de OS AVENTUREIROS DO BAIRRO PROIBIDO, Carpenter resolveu voltar ao ofício de forma independente neste pequeno filme de terror, filmado em apenas 30 dias, mas conduzido com a sua competência habitual, que constrói uma série de grandes imagens e seqüências. Poderia citar vários pontos altos do filme, mas que coisa mais genial aqueles últimos 15 minutos!!! Difícil soltar a respiração depois de presenciar tudo aquilo...

No elenco, Carpenter escalou o músico Alice Cooper, alguns atores que havia trabalhado em seu filme anterior, como Victor Young, mas o grande destaque é Donald Pleasence, mais uma vez trabalhando com Carpenter, no papel do padre. É sempre um prazer vê-lo interpretando esse tipo de personagem.

John Carpenter fez filmes melhores, mas se tivesse feito apenas PRÍNCIPE DAS SOMBRAS, já teria sido um diretor notável.

Comentários

  1. Preciso rever esse... Vi no cinema na época (assim como tb tive a felicidade de assistir na telona Os Aventureiros do Bairro Proibido) e me recordo como foi muito mal tratado pelos críticos naqueles dias... Pô, você esqueceu de citar o Alice Cooper!!!

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  2. Putz, é verdade... escrevi esse post na correria hoje. Vou atualizar.

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  3. Vi em VHS, nos tempos áureos das locadoras. Foi uma experência das mais aterradoras. Revendo hoje o filme, ele se revela um pouco confuso. Mas nada que prejudique o conjunto da obra. Clássico!

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  4. "ele se revela um pouco confuso."

    Quando vi ele, há anos atrás quando fiz minha peregrinação a carreira do Carpenter, lembro de ter achado ele o mais fraco dele justamente por isso. Preciso rever.

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  5. A verdade sobre esse filme é simples: OBRA-PRIMA absoluta. E ponto. A melhor direção e a melhor trilha sonora de um filme do Carpenter. Uma das 5 obras supremas e inquestionáveis dele!!!

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  6. A verdade sobre esse filme é simples: OBRA-PRIMA absoluta. E ponto. A melhor direção e a melhor trilha sonora de um filme do Carpenter. Uma das 5 obras supremas e inquestionáveis dele!!!

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