Pular para o conteúdo principal

DANGER: DIABOLIK (1968)


direção: Mario Bava
roteiro: Arduino Maiuri; Brian Degas; Tudor Gates e Mario Bava

O diretor italiano Mario Bava é mais conhecido por ser um mestre do horror nos 60 e 70, tendo realizado diversos clássicos como A MÁSCARA DO DEMÔNIO, OPERAZIONE PAURA, LISA E IL DIAVOLO e muitos outros. Com DANGER: DIABOLIK, Bava debruça em um gênero que ainda não havia explorado: filmes baseado em quadrinhos. E foi a prova da versatilidade do diretor. Ao aproximar o seu talento com o design atmosférico de cenários cinematográficos para um projeto de baixo orçamento, Bava alcançou um resultado visual extremamente original. O filme foi produzido pelo lendário Dino DeLaurentiis e estralado por John Phillip Law, que possuía características físicas semelhantes ao personagem criado pelas irmãs Angela e Luciana Giussani.

Diabolik é o autêntico anti-herói cuja diversão é roubar por simples prazer. Sua parceira no crime é a belíssima Eva Kent (Marisa Mell). Juntos, formam uma equipe perfeita de terroristas que deixam o cabelo da polícia em pé. Mario Bava construiu um incrível universo psicodélico para narrar suas aventuras no cinema. Isso fica claro já na primeira sequência em que vemos Diabolik em ação. Depois de roubar o dinheiro da policia, jogá-lo em sua lancha e mergulhar na água, a câmera roda freneticamente criando um caleidoscópio de cores onde entram os créditos, sem contar o acompanhamento musical das geniais partituras de Ennio Morricone.

A principal pedra no sapato de Diabolik é o inspetor Ginko, vivido pelo grande ator francês Michel Piccoli, que procura de todas as formas anular o personagem mascarado. Outro inimigo é Valmont (Adolfo Celi), um chefão do crime organizado que também tenta se livrar de Diabolik para manter sua hegemonia no mundo do crime. Ao longo de toda projeção, o herói (ou vilão?) tem de lidar com essas duas figuras e seus capangas. O filme tem um ritmo bastante intenso e a todo instante vemos Diabolik em seu jaguar preto (ou branco, depende da ocasião) em perseguições ou praticando um roubo altamente calculado.


DANGER: DIABOLIK funciona não somente como uma das melhores adaptações de história em quadrinhos, mas como um exercício de estilo, uma experiência visual e também uma surpresa para os fãs do diretor acostumados com os tons pesados de seus filmes de horror gótico que contrastam com a luminosidade colorida e psicodélica desta verdadeira obra de arte do cinema.

Comentários

  1. nunca vi, mas parece nao ser muito bom....
    quem sabe um dia, poderei comentar sobre ele.

    ResponderExcluir
  2. Nem veja, Carranca. Passe longe... ;)

    ResponderExcluir
  3. Eu entrei no Cine Art e tomei um susto! Depois do fechamento do café pequeno e do cinematógrafo XXI teria chegado a vez do referido blog? Ainda bem que foi apenas uma mudança. O Cine Ôba passou por uma pequena crise recentemente,mas está de volta!

    Falando do Post:
    Não conhecia nem o filme e nem o diretor, mas fiquei com muiiita vontade e vê-lo, a proposta é muito massa. Ele saiu em dvd?
    Abraço!

    Gustavo Madruga!
    PS: adicionei o novo blog.

    ResponderExcluir
  4. Não tenho certeza, mas acho que não saiu em dvd por aqui não.
    Valeu!

    ResponderExcluir
  5. Espera um filme bobinho, nada demais. Eu ainda, um menino ingenuo, achando que Bava faria algo chato e ridiculo [ só por ser quadrinhos, eu não sou fã], me fudi. Porra, é foda demais esse filme, virou um dos meus preferidos do Bava.

    Imagina se bons diretores como ele dirigissem essa penca de adaptaçoes de HQs que andam sendo feitas, imaginem que beleza seria.

    ResponderExcluir
  6. Muito bom, assisti a esse filme em meu clube, anos mais tarde vi um quadrinho da editora Record, nme sabia que era baseado em uma história em quadrinho.

    ResponderExcluir
  7. Sim, provavelmente por isso e

    ResponderExcluir
  8. Um dos melhores filmes do gênero, com orçamento baixo mesmo para a época o diretor Mário Bravo conseguiu fazer uma adaptação espetacular, seria muito interessante ver uma refilmagem com a tecnologia de hoje.

    ResponderExcluir
  9. Hum... acho que não seria muito interessante uma refilmagem não...hehe

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …