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VIGILÂNCIA TOTAL (Under Surveillance, 1991), de Rafal Zielinski

Mais de uma semana sem atualizar, tanto filme bom pra comentar e acabo postando sobre uma bagaceira que provavelmente quase ninguém se lembra, sequer chegou a ver ou tenho certeza que não vai se interessar… Mas é este o espírito do blog, o qual eu tenho me desviado ultimamente sem querer. Mas vamos à tralha: mais indicado para os apreciadores do ator Robert Davi, este UNDER SURVEILLANCE foi uma entre tantas tentativas modestas e frustradas de colocá-lo como um action man dos anos 90.

A escolha de Davi até que é bacana. Acho um ótimo ator e desde a década de 1980 ele acabou se tornando uma dessas figuras subestimadas pelos grandes estúdios, mas sempre marcando presença em produções de gênero. Possui um talento indiscutível e, talvez por não ser muito chegado a beleza, geralmente se dá melhor nos papéis de vilão. Com certeza merecia mais respeito e o direito de ter seu nome ligado às fitas de ação dos anos 90.

O problema é que UNDER SURVEILLANCE é ruim pra burro! Um thrillerzinho chato, de soluções fáceis e reviravoltas das mais forçadas e estúpidas. Para piorar, os diálogos são ridículos demais para um roteiro escrito por quatro cabeças! A direção de Rafal Zielinski é fraca, não possui qualquer momento de inspiração cinematográfica e a fotografia não fica muito atrás. A trilha sonora ao menos é a típica dos filmes deste período.

Forçando um pouco a barra à favor do filme, podemos até encontrar alguns elementos na trama que remetem a um neo noir, com Davi interpretando um ex-policial, agora investigador de seguros, que tenta descobrir o que realmente aconteceu com seu parceiro, morto de maneira misteriosa. Entra em cena até mesmo uma cínica e sedutora femme fatale na pele da loura Melody Anderson para dar um toque de emoção às aventuras do protagonista, abalando seu coração.

Claro que não chega ao nível de uma única cena entre Bogart e Bacall em qualquer noir que fizeram juntos, mas aí seria exigir demais. No máximo um Guy Pearce e Kim Basinger e mesmo assim a coisa complica…

Bom, ainda assim, vale pela atuação do Davi e o restante do elenco, que conta com a presença de Harry Guardino, Gale Hansen (que dá um toque de buddy movie ao filme) e o grande Charles Napier. E apesar da direção meia boca, algumas cenas de ação, tiroteios e perseguições, devem agradar os fãs ardorosos do cinema de ação old school dos anos 80 e inicio do 90. Chegou a ser lançado em VHS aqui no Brasil com o título VIGILÂNCIA TOTAL, numa época em que era lançado de tudo por aqui...

Comentários

  1. Eu lembro do Robert Davi em Maniac Cop 3 e como o vilão de 007 Licensa para matar.
    Acredito que ele seja um daqueles casos que 90 por cento das pessoas reconhecem nos filmes, mas nunca sabem o nome.

    Como eu havia prometido, escrevi sobre o Monkey Shines e coloquei uma notinha de agradecimento, se quiser conferir:

    http://vaiassistindoterror.blogspot.com/2010/06/comando-assassino-monkey-shines.html

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  2. Cara, a última imagem que eu tive do Robert Davi num filme foi Showgirls, do Paul Verhoeven (ele fazia o dono da boate onde a protagonista fazia striptease e a sensual "dança do colo"). De lá pra cá...nada. Esse blog está se transformando no paraíso das produções B!

    Cultura? O lugar é aqui:
    http://culturaexmachina.blogspot.com

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