17.4.12

HARD TICKET TO HAWAII (1987)

Enquanto MALIBU EXPRESS era um produto que formava a base do cinema de Andy Sidaris, é com HARD TICKET TO HAWAII que o sujeito cristaliza seu estilo, com todo aquele conjuto de elementos que não falta em seus filmes e faz a cabeça de seus fãs. Ou seja, muitas playmates com peitos à mostra, sexo softcore, banheiras de hidromassagem, em tramas de espionagem com bastante sequências de ação, tiroteios, artes marciais muito mal filmadas e excesso de explosões… E pra não dizer que todos os trabalhos do Sidaris são iguais – só mudam os atores e os peitos – sempre há um ingrediente especial a mais para diferenciar uma obra da outra. HARD TICKET TO HAWAII, por exemplo, também é lembrado como o filme da cobra gigante mutante assassina!

São apresentadas por aqui a dupla de beldades, Donna (Dona Speir) e Taryn (Hope Mary Carlton), agentes especiais do governo disfarçadas que ainda protagonizariam mais outras duas produções de Sidaris: PICASSO TRIGGER e SAVAGE BEACH. As duas "atrizes" eram playmates na época e seus maiores talentos era não ter problema algum em mostrar seus atributos naturais. Isso antes da estética do silicone entrar em vigor, porque já nos anos 90, a coisa começa a ficar feia, surgem aquelas bolas siliconadas que muita gente chama de seios… mas é apenas um detalhe de preferência pessoal.



Na trama, essas duas belezinhas entram em atrito com uma rede criminosa de… de que mesmo? Aliás, eu já nem lembro do enredo, pra ser sincero. Mas isso não importa! O que vale mesmo é a quantidade de peitos e ação que isso faz render, sem contar as situações excêntrica que saem do imaginário fértil de Andy Sidaris. Eu prefiro MALIBU EXPRESS em todos os sentidos, mas entendo perfeitamente porque HARD TICKET TO HAWAII é considerado a obra prima do homem. Além dos constantes e belos pares de peitos balançando pela tela, da já citada subtrama com a cobra assassina e vários outros exemplos que comprovam a insanidade do diretor, temos a antológica e sangrenta sequência do “frisbee da morte”. Deixo apenas a imagem abaixo como ilustração:


E essa nem é a cena mais bizarra. Acho que merece esse posto a parte em que surge um sujeito de meia idade em cima de um skate, de ponta-cabeça, tentando atacar os heróis (um deles interpretado pelo canastrão Ronn Moss) num jipe e estes resolvem simplesmente explodir o cara com uma bazuca! Mas o que realmente chama a atenção é que o skatista, inexplicavelmente, traz consigo uma boneca inflável usando como escudo humano!!! Quando você pensa que já viu de tudo, um pequeno filme que você assiste apenas para ver uns peitinhos de fora acaba lhe surpreendedo com uma série de imagem como essa… não tem como não se apaixonar pelo cinema de Sidaris.





15.4.12

DRAGON EYES (2012)

Mas o que é isso, meus amigos? Um dos filmes de ação que eu mais aguardava para este ano foi simplesmente transformado em lixo cinematográfico! Estou impressionado com a quantidade de besteira que acabei de assistir… Logo eu, que sou tolerante até demais com as porcarias pintam por aqui. DRAGON EYES foi realizado por várias pessoas que, até o momento, eu julgava confiáveis, mas a falta de bom senso é revoltante!

Primeiramente, DRAGON EYES estava sendo anunciado mais como um filme do Van Damme do que qualquer outra coisa. Mas algumas notícias surgiram e o trailer veio para confirmar que o baixinho belga seria coadjuvante. Até aí tudo bem, não tem problema, afinal o trailer prometia ótimas sequências de ação e bastante pancadaria, justamente os elementos que me faziam ter certeza de que, ao menos, teriamos diversão garantida por aqui.

No entanto, fui enganado lá pelas tantas, quando percebi que todas as poucas cenas de luta que foram surgindo durante o filme eram extremamente curtas, montadas com exagerados efeitos de edição “muderninhos” e não tinha nenhuma expectativa de que esse quadro fosse mudar até o fim. Mas e o resto do filme? Um papo furado sem fim, com uma trama desinteressante, ridiculamente embolada, pagando de "Guy Ritchie style", misturado com artes marciais e… Akira Kurosawa/Sergio Leone. Sem contar o excesso de personagens que vão brotando, sendo apresentados com a imagem congelada e o nome do sujeito na tela... E há tanta coisa absurda acontecendo, umas situações sem sentido e mal explicadas, uns clichês utilizados da pior maneira possível, chega a dar enjôo…



A trama? Uma espécie bem tosca de YOJIMBO, do Kurosawa (ou POR UM PUNHADO DE DÓLARES, do Leone, já que o protagonista aparece usando um poncho igual ao do Clint), só que ao invés de samurais temos gangues urbanas estereotipadas: Os latinos, os niggas mothefuckers, os russos e um policial corrupto pertencente à máfia italiana, interpretado pelo sempre competente Peter Weller. O personagem central é um oriental que sabe artes marciais. E o Van Damme entra nessa história apenas em flashbacks como mentor do herói, na época em que os dois estavam presos.




O lutador de MMA Cung Le, que… “interpreta” (se é que podemos chamar assim) o protagonista, é algo constrangedor. Sem qualquer carisma, faz o Steve Austin parecer um ator shakespereano. O cara mal consegue mover a sobrancelha e deve ter menos falas que o Chuck Norris em O VÔO DO DRAGÃO. E isso incomoda. Muito. Já o Van Damme, coitado, seu esforço não vale de nada. Até se apresenta em cena muito bem, mas seu personagem é péssimamente aproveitado. O único que pelo menos passa a impressão de estar se divertindo é o Peter Weller, que aparece bem mais do que eu esperava. Quando o sujeito se encontra em cena dá até um alívio em meio a tortura que é assistir a DRAGON EYES. Não fosse Weller (e uns peitos que aparecem numa cena), eu acho que teria desistido…


Voltando a falar das cenas de luta - que eu já reclamei ali em cima - não são tão ruins assim se você for parar para analisar as encenações. Os atores mandam muito bem nos golpes e movimentos, influenciados pelo MMA (até porque muitos lutadores aparecem por aqui), você percebe que tem gente competente trabalhando neste departamento. O que estraga mesmo é a forma como o material é apresentado ao público, depois de passar pela linha de edição e tucharem de efeitos… Isso sem falar no contexto que as lutas aparecem, já que a trama meia boca não ajuda em nada.



Não dá para acreditar que o responsável por essa bomba seja o mesmo sujeito que fez SOLDADO UNIVERSAL: REGENERATION, John Hyams, um dos diretores mais promissores do gênero, na minha opinião. Conseguiu trazer de volta o universo do filme de 92, dirigido Roland Emmerich, num exemplar de ação de baixo orçamento, mas cheio de criatividade e ainda tivemos o prazer de ver JCVD enfrentando Dolph Lundgren novamente. Bom, Hyams era um dos mais promissores, agora já não sei de mais nada depois de DRAGON EYES e estou até com medo do que deve sair do seu próximo trabalho, o hiper aguardado, mas agora com o pé atrás, SOLDADO UNIVERSAL 4.

12.4.12

Contagem Regressiva BULLET TO THE HEAD #2: RUAS DE FOGO (1984)

Antes mesmo de me preocupar em saber o nome de diretores, eu já gostava do trabalho de Walter Hill. Alguns de seus principais filmes passavam exaustivamente na TV e durante a minha infância pude conferir várias belezinhas, como 48 HORAS I e II, INFERNO VERMELHO, THE WARRIORS, EXTREME PREJUDICE, etc…

No entanto, o curioso é que mesmo tendo visto apenas uma parcela de seu trabalho, adorando o cinema do sujeito, tendo-o, na minha opinião, como um dos pilares do cinema de ação moderno (junto com Woo, Flynn, Castellari, Mann e, claro, Peckinpah), grande parte da sua obra só fui parar para conferir há pouco mais de dois anos: LUTADOR DE RUA, CAVALGADA DOS PROSCRITOS, THE DRIVER, O IMBATÍVEL… Pra piorar (ou não, já que vou ter o prazer de assistir pela primeira vez), me falta conferir um bocado de coisa do homem ainda (SOUTHERN COMFORT, TRESPASS, JOHNNY HANDSOME, WILD BILL, etc).

E RUAS DE FOGO entra na categoria das descobertas recentes. Tive uma relutância boba, não sei explicar a razão por não ter assistido antes e me arrependo profundamente por tê-lo conferido agora. Não, não achei o filme ruim, ou algo parecido, pelo contrário, é uma obra muito estilosa, sonoricamente magnífica e visualmente hipnotizante, tem boa ação (não poderia ser diferente, já que estamos falando do Hill), enfim, é mais que uma simples diversão! Mas eu fico imaginando assistir com o olhar de menino… teria sido, no mínimo, mágico!




Situado em um universo paralelo em um período indefinido, um mundo mítico saído da mente de Hill - talvez o mesmo universo de THE WARRIORS - que mistura a década de 50 com a de 80, RUAS DE FOGO narra a simples fábula na qual Cody (Michael Paré), retorna para casa, após o chamado de sua irmã, para resgatar sua antiga namorada, agora uma cantora de sucesso, Ellen (Diane Lane), das garras de Raven (Willem Dafoe), líder de uma gangue de motoqueiros. Assim eles poderão tentar dar uma segunda chance ao amor, ou não, e ela poderá continuar cantando músicas bacanas como Tonight Is What It Means To Be Young, uma das tantas canções que fica grudada na cabeça:


*Este vídeo contém spoiler!

Ah, sim! Esqueci de dizer que o filme é meio que um musical… mas não do tipo convencional, desses que as pessoas substituem diálogos com cantoria, como nos desenhos da Disney. A narrativa é pontuada com trechos de shows da mocinha e outros músicos, e o filme inteiro acaba possuindo um ritmo alucinante no encadeamento das cenas. A sequência do resgate de Ellen é um bom exemplo, quando a edição entrecorta planos de Cody se preparando para distribuir sopapos, tiros, explodir motocicletas, com a apresentação de Rock’n’Roll dentro de um bar. O efeito sonoro-visual é simplesmente incrível!




Michael Paré demonstra ser um canastrão de rostinho bonito que prometia ser um astro, mas acabou entrando em cada furada... Nem mesmo o Hill conseguiu tirar muita coisa do sujeito, mas até que não se sai tão mal por aqui fazendo pose de herói de ação, com seu modelito cowboy, estilo ERA UMA VEZ NO ESTE. Já Diane Lane, apesar de ser de dublada nas cenas que aparece cantando, está admirável e tem bastante química com Paré. E ainda temos Willem Dafoe fazendo vilão com aqueles olhos esbugalhados e assustadores. Sujeito possui talento de sobra! O elenco se completa ainda com Bill Paxton, Rick Moranis, Deborah Van Valkenburgh e Amy Madigan, que é uma das personagens mais interessates, autêntica mulher-macho, que chuta a bunda dos marmanjos e faria Stallones e Schwarzeneggers pensarem duas vezes antes de mexer com ela.





O projeto inicial de Hill seria realizar uma trilogia com o personagem de Paré, mas como RUAS DE FOGO foi um desastre completo nas bilheterias, acabaram desistindo da idéia. Mas é um filme fascinante que já encontrou o seu público e ganhou status de cult, merecidademente. Ainda este ano ou no próximo (nunca se sabe), o diretor Albert Pyun, que é fã confesso de RUAS DE FOGO, pretende lançar uma espécie de continuação não oficial, ROAD TO HELL, estrelado pelo Paré. Vamos ver o que vai dar…


DJANGO UNCHAINED - Poster

8.4.12

Contagem Regressiva BULLET TO THE HEAD #1: EXTREME PREJUDICE (1987)

Começando a entrar no clima do próximo filme do diretor Walter Hill, BULLET IN THE HEAD, o primeiro trabalho do diretor em dez anos, acho que é um bom momento para fazer um ciclo de revisões e descobertas com as obras desse gigante mestre do cinema de ação. Um dos seus principais exemplares, e que fazia muitos anos que eu não via, é o western contemporâneo EXTREME PREJUDICE, um daqueles típicos action movies brutos que parece impossível pintar na seara do cinema de ação da atualidade, além de ser uma apaixonada declaração de amor ao cinema de seu mentor, o gênial Sam Peckinpah.

Escrito pelo diretor de CONAN – O BÁRBARO, John Milius, a trama oferece o que há de melhor da mais pura truculência e testosterona em termos cinematográficos. Nick Nolte é um xerife durão do Texas, cujo melhor amigo da infância, vivido por Powers Boothe, escolheu o lado oposto da lei e se tornou o traficande de drogas número um da região, o que representa um conflito muito complexo quando ambos não abrem mão de suas intenções. Ao mesmo tempo, um grupo de mercenários formado por ex-militares “mortos” em combate, liderado por Michael Ironside, surge na região com um misterioso plano de, aparentemente, derrubar o império do tal chefão das drogas numa subtrama quase paralela.


O personagem de Nolte é um dos policiais mais interessantes do cinema de ação oitentista, um sujeito com aquele tratamento humano característico de Walter Hill, ao mesmo tempo em que personifica o herói cinematográfico do velho oeste que não recua diante do perigo, não hesita em meter uma bala nos miolos de seu adversário, quem quer que seja...

Da mesma maneira, Boothe está excelente como vilão, completamente desagradável e vestindo sempre branco, contrastando com a poeira do deserto e fazendo alusão ao personagem de Warren Oates em TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA, de Sam Peckinpah. E para demonstrar o nível de insanidade maquiavélica do bandido (e do próprio Boothe), o sujeito surge em cena esmagando um escorpião vivo, de verdade, na mão! Vai ser macho assim na p@#$%&*!!!



Michael Ironside, com aquele olhar demente e expressivo não fica muito atrás neste que é um de seus melhores papéis, cheio de ambiguidade. O elenco sensacional se completa com William Forsyth, Rip Torn, o fortão Tommy “Tiny” Lister, Clancy Brown e Maria Conchita Alonso (a peça central de um triângulo amoroso que bota mais lenha na fogueira na situação entre o xerife e o traficante).

Além deste all star cast formado por badasses de alto calibre, algo que merece grande destaque são as sequências de ação. É claro que se estamos falando de um filme de Walter Hill, as cenas de ação serão sempre pontos altos! Duas delas, então, merecem bastante atenção. A primeira, numa espécie de posto de gasolina abandonado no deserto, com Nolte distribuindo bala, utilizando uma caminhonete como escudo, enquanto um grupo de meliantes pratica tiro ao alvo em nosso protagonista. Filmado e editado com a elegância e precisão de quem realmente sabe filmar tiroteios. A outra é o gran finale, que estabelece uma fascinante ligação com o tiroteio derradeiro de MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA, uma frenética e violenta sequência, com dieito à sangue espirrando em slow motion, que deixaria Peckinpah orgulhoso.





O belo título foi retirado de uma linha do roteiro que, primeiramente, apareceria em APOCALYPSE NOW, de Francis Ford Coppola, também escrito por Milius. Como a frase não foi utilizada, o roteirista acabou colocando no script deste aqui e aproveitou para intitular esse filmaço. No Brasil, atende pelo título de O LIMITE DA TRAIÇÃO e até onde eu sei, ainda não foi lançado em DVD por aqui.

Mais filmes do Walter Hill no blog:

O IMBATÍVEL (2002)
THE DRIVER (1978)
LUTADOR DE RUA (1975)

3.4.12

DOSE DUPLA DE HORROR BRITÂNICO

A MULHER DE PRETO, The Woman in Black (2012)

Nunca fui chegado na badalada série de fantasia HARRY POTTER, por isso acho que A MULHER DE PRETO é uma bem vinda oportunidade para o ator Daniel Radcliffe diversificar e demonstrar seu talento em outros tipos de personagens. O cara é bom ator! E esse filme também é danado de bom. Trata-se de uma co-produção da Hammer, famosa produtora especializada em filmes de horror e sci-fi nos anos 50 e 60, tendo Peter Cushing e Christopher Lee como ícones do gênero, e que desde 2008 voltou ao trabalho.

Dirigido pelo jovem James Watkins (do ótimo EDEN LAKE), A MULHER DE PRETO tem roteiro simples, todo bem amarrado, fotografia bem elaborada e carregada, sequências de um horror mais puro, clássico, que investe mais no clima angustiante e atmosférico que o estilo mansão assombrada pode proporcionar do que nos sustinhos vagabundos do gênero na atualidade, apesar do filme apelar para uns sustos de vez em quando. Ninguém é perfeito… Sergio Leone, talvez.

A história é sobre um jovem advogado viúvo enviado, no início do século passado, a um pequeno vilarejo no interior da Inglaterra para cuidar da papelada de uma velha mansão deixada por uma cliente falecida recentemente. A coisa esquenta quando as crianças do local começam a cometer suicídio e o mocinho resolve meter o nariz no caso e descobrir os enigmas que relacionam as mortes com a velha mansão. Grande parte do filme, então, se constrói através deste confronto entre Radcliffe, em desempenho seguro, com os mistérios escondidos na mansão, com um lantente clima de horror. O desfecho é o melhor possível, “corajoso” eu diria, levando em consideração que não deverá agradar o grande público. Nada absurdamente fora do comum, mas os fãs do bom horror não deveriam deixar de dar uma conferida.

E a Hammer já anunciou que está preparando uma continuação.

KILL LIST (2011)

Agora, o filme que realmente me pegou de jeito foi KILL LIST, um belíssimo exemplar de ousadia artística dentro do gênero. Ainda é muito cedo pra tanto e muita coisa deve rolar, mas até o momento é o grande filme de 2012, na minha opinião, sem dúvida alguma. Um exercício de autoria surpreendente e radical, brutal até o talo, realizado por um diretor que até então era desconhecido pra mim: Ben Wheatley (é o segundo longa do sujeito, se não estou enganado).

KILL LIST é um troço muito sinistro que inicia como um pesado e realista drama familiar. Lá pelas tantas se transforma num bizarro thriller de assassinos contratados e finaliza como um…bem, não vou contar pra não estragar a surpresa. Aliás, eu já estou “spoilando” demais! É daqueles exemplares que deve ser visto com o mínimo possível de informação.

Mas posso dizer que a narrativa é carregada de elementos misteriosos que deixam o público indagado, com a cabeça coçando, até os últimos minutos de projeção. E também que o filme é todo conduzido com uma crua e virtuosa noção de dramaturgia, maravilhoso trabalho de atores, sequências de violência explícita que fazem pouca concessão ao espectador de estômago fraco. A cena que um dos protagonistas utiliza um martelo é um deleite para os fãs de cinema extremo. Nada que já não tenhamos visto antes, o filme também não é nenhuma obra prima, mas me impressionou bastante por sua simplicidade, eficiência e originalidade na maneira como constrói um thriller aterrador e extremamente violento!

THE ABC's OF DEATH - Poster