Pular para o conteúdo principal

O VINGADOR, aka Raven (1996)

Este é daqueles filmes que eu não faço idéia de como e porquê parei para assistir. Mas deve ter sido por causa do Burt Reynolds, esbanjando carisma, em fim de carreira como homem de ação. É umas das poucas coisas que prestam em O VINGADOR, que é dirigido pelo dublê/cineasta Russel Solberg e possui também umas ceninhas de ação mais ou menos e uma pequena dose de nudez. A história possui uma premissa que poderia render, mas descamba para o thriller estilo “Supercine” dos atuais sábados à noite da Globo.

Raven, do título original, é o nome do personagem de Reynolds, o lider de um esquadrão especial secreto do governo americano. O filme começa em uma missão na Bósnia, onde tudo dá errado e quase todos os membros do esquadrão são mortos em combate. Para piorar, os únicos sobreviventes, Raven e Duce (o fortão Matt Battaglia), acabam tedo uma séria discussão durante a fuga, dentro de um helicóptero, causando um acidente e o desaparecimento de Raven.

Um ano depois, Duce vive a vida que eu pedi a Deus: tranquilidade, morando numa bela casa de praia, namorando a Krista Allen… No entanto, algo totalmente inesperado acontece, pegando todo mundo de surpresa! Raven ressurge!!! Nossa! E agora quer se vingar dos seus antigos chefes do governo, além de buscar a metade de um dispositivo explosivo (o motivo da briga no helicóptero) quse encontra com Duce.


Eu alertei ali em cima que o plot de O VINGADOR poderia “render”, não que era bom, original ou algo parecido. Aliás, estamos bem longe disso por aqui. O problema é que quando não há ação, mulheres nuas ou Burt Reynolds (que está ótimo, mas aparece bem menos do que deveria), o filme vira um lixo completo e, infelizmente, não temos nenhum destes três elementos de maneira suficiente para compensar a mediocridade do roteiro. Matt Battaglia, coitado, é o mesmo que escalar uma porta de madeira como ator… Krista Allen também não fica atrás, mas ela não precisa de talento com aquelas curvas maravilhosas e duas cenas quentes e bem à vontade que já dão ao filme algum valor.



Se você for um masoquista experimentado e possui bagagem com tralhas como esta aqui, então recomendo. Caso contrário, não vale o esforço de correr atrás.

Comentários

  1. Me lembro de quando este filme chegou nas locadoras!!! Fui correndo assistir na época em VHS!!!

    ResponderExcluir
  2. Você foi generoso. Esse filme é uma bosta. :)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …