19.4.11

PERVERT! (2005)

Foi mais por negligência minha mesmo, mas finalmente eu parei para assistir a essa sandice anárquica e sem vergonha dirigida por Jonathan Yudis, o cara responsável por Ren & Stimpy, um dos meus desenhos favoritos de todos os tempos!

PERVERT! Conta a história de um rapaz que vai passar uns tempos no rancho de seu pai (Darrell Sandeen, que é a cara do Charlton Heston) durante as férias na faculdade, para tentar uma reaproximação com o velho que há muito tempo não via. A propriedade fica no meio de um deserto do oeste americano, isolado de tudo, e assim que chega ao local, percebe que seu pai está bem até demais, casado com uma gatinha robusta bem mais nova, interpretada pela pornstar Mary Carey.

A moça, sentindo cheiro de carne nova no pedaço, fica toda ouriçada. Ainda mais que o mancebo é desses com carinha de mané inocente, meio nerd, característica que toda atriz pornô adora! Não demora muito, os dois estão se atracando em cada canto da casa e ao ar livre na propriedade, sem que o velho tenha noção de que isso esteja acontecendo debaixo do seu nariz.

Até aí, o filme segue a linha da comédia sexy, com excelentes doses de nudez. Mas quando o velho finalmente descobre que seu filho está traçando sua mulher, o filme acrescenta outros elementos, um mais bizarro que o outro, para deixar a coisa ainda provocativa, iconoclasta, perturbadora, politicamente incorreta e pervertida, claro, como assassinatos misteriosos, uma escultura de carne humana, magia negra e maldições, muito gore e um pênis assassino! Yeah! PERVERT! é o tipo de filme que com 5 minutos você sabe se vai gostar ou não do que vai ver nos próximos 80 ou 90 minutos. A combinação disso tudo é perfeita pra mim, então eu adorei definitivamente!


Para aumentar ainda mais o deslumbre, o filme é uma carta de amor ao cinema de Russ Meyer, um dos diretores mais radicais do cinema americano, um pioneiro ao explorar volumosas mamárias das atrizes em seus filmes, além de dar ao universo feminino um valor libertário magnífico. As mulheres são sempre personagens fortes e decididas e os homens, geralmente machistas bestas ou inocentes presas dessas feras sexuais! Jonathan Yudis captou com perfeição o espírito de Meyer, que teria aplaudido de pé o resultado (morreu um ano antes do lançamento deste aqui)!

Há de se destacar o desempenho de Mary Carey. É provável que não conseguisse sobreviver no mundo do cinema como uma "atriz comum", mas percebe-se claramente que ela se diverte com sua personagem, está bem à vontade, muito à vontade mesmo, nua durante quase todas suas cenas, fazendo um bem danado ao filme. Em determinado momento, ela precisa sair de cena, e é substituídas por outras moças de seios volumosos e naturais (atrizes do cinema adulto também), mas a saudade de Carey é a que permanece…

Mas isso não chega a ser um problema, PERVERT! é frenético, bem dirigido, divertido, muitas mulheres rechonchudas peladas desfilando na tela (nada dessas magrelas que parecem meninos de 15 anos e que parece ser o padrão de beleza atual), litros de sangue e violência explícita, temos a participação do próprio diretor como um mecânico nazista, redneck e homossexual que é impagável… enfim, um verdadeiro desfile de situações porra-louca que se você estiver no clima é impossível não gostar, principalmente se você for fã do mestre Russ Meyer.

2 comentários:

  1. Lendo aqui, me lembrou na hora o Super Vixens do Meyer. Deve-se por ai a coisa né Ronald?
    Se for, vou assistir certamente.
    Abraços

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  2. Sim, é mais ou menos por aí mesmo... claro que sem a genialidade do Meyer, mas dá pra se divertir tranquilo. :)

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