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A CAÇADA (Fled, 1996)


Para um adolescente viciado em filmes de ação sem muitos critérios, assistir A CAÇADA na época que saiu nas locadoras foi o máximo! Me peguei pensando nesse filme recentemente e fui rever pra ver o que acontecia. Anda meio esquecido atualmente (e por que alguém se lembraria?), então resolvi ressuscitá-lo, até porque se está bem longe de ser um dos melhores filmes do gênero, é bem mais movimentado do que eu lembrava. Noventa minutos de pura diversão bobinha que passam voando. Claro, basta não levar muito a sério.



A CAÇADA é inspirado em ACORRENTADOS (58), de Stanley Kramer, cuja trama é sobre dois prisioneiros, um branco e um negro, acorrentados um ao outro, tentando escapar após um acidente com o ônibus do presídio. Na atualização da história a coisa é um pouco mais elaborada, envolvendo um policial infiltrado, roubos milionários cibernéticos e um disquete com informações suficientes para colocar um chefão da máfia cubana atrás das grades… não que isso torne o filme mais complexo. Ao contrário, o longa original em sua simplicidade é muito mais definido nos temas que aborda. Aqui tudo leva à ação. Se naquela altura os protagonistas eram os grandes Sidney Poitier e Tony Curtis, aqui temos a presença de Laurence Fishburne e Stephen Baldwin. O elenco ainda conta com Bill Patton (fazeno um sotaque redneck muito bizarro), Salma Hayek e Robert John Burk.


Fishburne, um tempinho antes de virar Morpheus, parece à vontade, encarnando o personagem durão que faz pose para atirar nos bandidos e solta um “Time do pay the piper” antes de jogar o vilão para a morte (só para constar, o nome do personagem é Piper, ). Já o Baldwin é aquele caso de ator que de tão canastra eu acabo gostando. O sujeito até que se esforça, mas sua atuação acaba ficando mais cômica do que já é. Principalmente quando tenta pagar de bonitão, como na cena na boate de striptease aí em baixo. Aliás, uma boa cena!


A direção é de Kevin Hooks, que fez outro filme de ação dos anos noventa carente de uma revisão: PASSAGEIRO 57, com o Wesley Snipes. Em A CAÇADA, a ação até que é boa, mas filmada de maneira simples demais. Até temos alguns momentos interessantes e que nunca saíram da minha memória, como a cena em que Fishburne atira contra um carro depois de uma perseguição em alta velocidade pilotando uma Ducati. No entanto, o departamento seria melhor avaliado pela quantidade de tiroteios, perseguições, pancadaria e situações de tensão do que a qualidade da direção dessas cenas. É nesse ponto que um John Woo ou Walter Hill fazem a diferença em relação a outros diretores. Talvez uma caprichada na construção e decupagem dos tiroteios e etc transformassem A CAÇADA em algo mais marcante.

Mas foi legal revê-lo. Talvez o faça de novo daqui uns 50 anos.

Comentários

  1. Eu assisti a esse filme quando eu era bem novo. Nem me lembro de muita coisa. Já o Passageiro 57 também não é um filmaço, mas tem os seus bons momentos.

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  2. Até há pouco tempo reprisava bastante no Domingo Maior. Dá pro gasto, mas o que marcou mesmo foi a loira stripper, infelizmente saindo muito cedo na trama.

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  3. Tem um filme do Laurence Fishburne que é mais conhecido pela música-tema (ótima) do que pelo filme em si (que deve ser bom) DEEP COVER http://www.youtube.com/watch?v=81535ZYAFFc

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  4. Passageiro 57 é muito clássico, este "A Caçada" também legal, lendo seu post me deu vontade de rever os dois!

    "Já jogou roleta? Sempre aposte no preto"
    hehehe

    Fernando

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  5. Só achei este post pQ também lembrei do filme, então vou dar um jeito de assisti-lo novamente, realmente esse filme tem partes a quais não se da para esquecer :D

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