15.12.12

THE LAST NEIGHBORHOOD IN TOWN

12 comentários:

  1. pelo seus ultimos posts, acho que você anda assistindo bastante filmes do stone, correto?

    Eu também ... este ano assisti salvador e u turn, e ainda revi platoon.

    Ele tem alguns filmes ruins, polêmicos, mas que sempre envolventes.

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  2. Mais ou menos... hehe! Na verdade, só assisti SEIZURE e TALK RADIO mesmo. Mas mais pela falta de tempo, porque tô querendo ver e rever alguns dele sim. Vou rever, talvez hoje, A MÃO. Preciso ver NASCIDO EM 4 DE JULHO, JFK, NIXON e outros que nunca vi, como alguns mais recentes.

    SALVADOR é disparado o meu favorito dele. Sem firulas, quando ainda era diretor mais preocupado com a imagem, na mesma linha de PLATOON, que gosto muito e esse TALK RADIO, que achei excelente! Um dos melhores filmes dele. Mas até que gosto de algumas putarias visuais dele, como U TURN. Não pelas putarias, claro, mas pela história contada. O ASSASSINOS POR NATUREZA é que não gostei na época que vi, em VHS, nos anos 90. Precisava rever pra saber como se sai hoje. THE DOORS também... só que este eu gostei na época. E ainda tem UM DOMINGO QUALQUER que achei sensacional na altura que assisti e hoje já não faço ideia do que acharia... enfim, o Stone tá bem longe de ser um dos meus diretores de cabeceira, mas tenho sempre interesse.

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  3. Também sempre tenho interesse nos filmes que ele faz. Também gosto muito de Platoon e Salvador. Mas ao contrário de você, eu não gostei de SELVAGENS, acho que a maionese desandou na metade do roteiro.
    É uma pena porque quando está inspirado o Stalone é um roteirista maneiro também né hehehe. É só olharmos para ANO DO DRAGÃO e SCARFACE.

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  4. E não esqueça que ele escreveu CONAN - O BÁRBARO também! :-)

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  5. Mano, tu nunca viu JFK? Pare o que está fazendo e vá ver agora, Perry. Em minha humilde... eh, porra eu não tenho nada de humilde... em minha opinião, é a obra-prima do Stone. O negócio é uma aula de cinema (apesar de discordar da visão romântica que ele tem do Kennedy).

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  6. Pois é, meu caro Kurt. Ainda não vi JFK. Mas depois dessa intimção, acho que vou colocar na frente de THE HAND na fila... assisto hoje!

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  7. Mas antes, vou terminar de ver (pela primeira vez) WILD BILL, do Walter Hill. Por enquanto, tá excelente!

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  8. Pronto, acabei de ver WILD BILL. Filme lindo! Grande atuação do Jeff Bridges... um dos melhores westerns dos anos 90.

    Agora, vamos ao JFK do Stone...

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  9. Wild Bill realmente é fantástico, com um Jeff Bridges badass. O Hill fez uma trinca de westerns excelentes e subestimados na década de 90 (os outros dois são "Gerônimo" e "Last Man Standing", que é um western disfarçado de filme de gangster).

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  10. Sobre o JFK, vou repetir aqui o que falei com o Daniel Vargas no facebook: Não gostei tanto quanto SALVADOR ou TALK RADIO, mas gostei bastante. A edição, fotografia, parte técnica em geral, é uma das mais brilhantes da carreira do Stone. E o elenco é sensacional, várias figuras que eu não sabia que estavam por aqui. Algumas cenas são antológicas, como a que o Costner e o outro cara reconstituem o assassinato da janela. Já vale o filme inteiro.

    No entanto, aí vem a parte que na minha opinião poderia ser melhor trabalhada. O Stone romantiza demais as coisas (não só o Kennedy), torna o filme falso e exagerado em alguns momentos, no sentido de que poderia tratar algumas questões com mais crueza (não o filme inteiro, se não eu não aguentava ver. Acontece de vez em quando). Eu sei que vcs vão querer me matar, mas que venham as pedras: fico imaginando que nas mãos de um Michael Mann teria saído uma obra prima!

    De qualquer maneira, é muito bom, envolvente, e que exige do espectador... poderoso.

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  11. Vi o JFK este ano por acaso, e fiquei com a ideia que o Stone tentou meter demasiado "romance" ao filme.. Mas não consigo ver outro realizador a fazer o filme.. nem mesmo Michael Mann :)

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  12. Perrone, considero JFK, como já disse, o melhor filme do cara, mas concordo com muitas de suas críticas. Incomoda a maneira como ele tenta meter suas manias pessoais na história (como aquela furada teoria de que "se ele não tivesse sido assassinado, a guerra do Vietnã não teria ocorrido"); a maneira como ele faz o Garrison parecer uma figura heróica (eu, particularmente, acho que boa parte da motivação dele, na vida real, foi aparecer - e com sucesso pois ele acabou se tornando juiz da Suprema Corte da Louisiana); e coloca informações que, na vida real, o promotor não tinha como saber (como o relato do X). E, claro, a maneira como ele endeusa o personagem-título é estapafúrdia (em minha opinião, o Nixon, corrupto e escroto como era, fex muito mais pela integração racial e pela aproximação e diálogo entre o ocidente e o bloque soviético do que qualquer outro presidente). Analisando friamente, aliás, sou forçado a concordar com o júri no final do filme - ficou demonstrado que houve uma conspiração, mas não que o Clay Shaw fez parte dela (em minha opinião, foi uma coisa muito mais tosca e caótica, como o James Ellroy retrata em "Tablóide Americano"). Por outro lado, o elenco, edição, fotografia... puta que o pariu, já vi o filmes umas vinte vezes e ele nunca perde minha atenção. Se for analisado apenas como "ficção histórica" (que é como prefiro ver "JFK") do que "retrato fidedigno da realidade", não há como não considerar o filme fodástico.

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