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Mostrando postagens de Março, 2011

FÚRIA SOBRE RODAS (Drive Angry 3D, 2011)

Texto fresquinho dessa nova tralha do Nicolas Cage. Só que eu ainda não vi o filme! Estou abrindo espaço ao amigo Gustavo Daher, que mora em São Paulo e conseguiu marcar presença numa cabine para a imprensa do filme FÚRIA SOBRE RODAS. Como ele conseguiu eu não sei, mas aí vão as suas impressões sobre o filme, que já deve estar para estrear aqui no Brasil.


por Gustavo Daher

Violência, nudez gratuita, satanismo e canastrice do Nicolas Cage em 3D. Junte tudo isso num filme completamente sem noção e você tem um dos filmes mais divertidos do ano.

E a pedido do meu amigo Ronald, escrevi essa singela crítica.

A história: Nicolas Cage é Milton, um cidadão que está atrás de Jonah King (Billy Burke), um líder satanista que matou sua filha e sequestrou sua neta para sacrificá-la num ritual. Correndo contra o tempo, Milton conhece uma moça esquentada chamada Piper (Amber Heard, gostosíssima) que irá ajudá-lo nessa missão. Só que há um detalhe: Milton fugiu do inferno - literalmente - para vingar a…

FAREWELL TERMINATOR (1987)

Vamos falar de Isaac Florentine. Acabei de ver FAREWELL TERMINATOR, que é o primeiro filme do sujeito, realizado ainda em seu país natal, Israel, uma mistura de ficção científica pós-apocalíptica com ação e artes marciais, e que não chega a 30 minutos de duração.

O clima lembra os filmes do gênero daquele período, os rip-off de MAD MAX, principalmente os produzidos pelos italianos e também as tralhas do Cirio H. Santiago e gente dessa laia, mas já demonstra um modesto talento e estilo próprio de Florentine em coduzir cenas de ação e pancadaria. Além da capacidade de trabalhar com pouquíssimo recurso, mas muita criatividade, utilizando como cenário uns entulhos de concreto e sujeira, ruinas de prédios e carros batidos para compor uma atmosfera que funciona muito bem.

A história não é nada de mais. Mas não era intenção do Florentine, que escreveu o roteiro junto com Yehuda Bar-Shalom, gastar fosfato em um roteiro mais elaborado que serviria apenas de veículo para que o próprio Floren…

THE WARD - Créditos iniciais

Olha, eu sou meio chato e ritualístico com alguns filmes. Por exemplo, THE WARD é um dos mais aguardados por mim, realizado por um dos meus diretores favoritos de todos os tempos. Então, assista aos creditos iniciais por sua conta, até porque fiz o favor de postar aqui... mas eu mesmo não vou assistir!

DEMENTIA 13 em Blu-Ray

Não, o meu blog ainda não virou filme. Mas o primeiro longa de Francis Ford Coppola, de 1963, e que dá o seu título a este blog, vai receber em Abril uma versão totalmente restaurada para o lançamento no formato em alta definição. Em um dos meus primeiros posts, há uns três anos, eu explicava de onde vinha o título do blog.  Acho que para um espaço que possui a proposta que temos aqui, era um título legal... hoje já não acho, mas agora é tarde, não vou mudar.

DEMENTIA 13 foi produzido em 1963 pelo grande Roger Corman, quando este dirigia THE YOUNG RACERS na Irlanda (em locações de pequenos paises europeus sai muito mais barato do que filmar em locações nos Estados Unidos) e o jovem Coppola era seu assistente de direção. Para DEMENTIA 13, Coppola reaproveitou o cenário e os atores do filme de Corman.

O número 13 do título aparece porque já existia um filme de 1955 chamado DEMENTIA. A realização de Coppola não é uma obra prima do cinema de horror, mas é um bom filme carregado de clima, e…

Dois trailers

ELIZABETH TAYLOR

R.I.P. 1932 | 2011

THE DRIVER (1978)

Apesar de pouco comentado atualmente (a não ser por alguns fanáticos que prezam por esse tipo de filme) THE DRIVER é um dos meus favoritos do diretor Walter Hill. O filme é sobre um motorista que presta serviçoes para assaltantes em suas fugas em alta velocidade, interpretado pelo Ryan O’Neal (que nos créditos finais aparece sem nome, apenas como “the driver”), que é atormentado por um policial casca grossa, vivido por Bruce Dern (creditado apenas como “the detective”).

Exatamente, ninguém possui nome nesse universo do crime criado pelo Walter Hill, que dirige com uma classe e elegância estupenda, além de ter escrito o roteiro. THE DRIVER poderia ter sido feito como um simples exercício de direção, focado nas escapadas dos bandidos, pra ver o que saía, mas com Hill o negócio é diferente. É uma aula de cinema do início ao fim. As cenas de perseguição estão no mesmo nível e talvez até melhores que algumas das sequências mais famosas, como a de BULLITT e OPERAÇÃO FRANÇA.

Na verdade, o f…

OS FILMES QUE LEE MARVIN NÃO FEZ

Lee Marvin tem uma das carreiras mais respeitáveis do cinema. Fora que dedicou boa parte de sua filmografia a alguns dos gêneros que eu adoro e, não foi a toa que acabou se tornando o meu ator favorito.

Trabalhou em noir’s, como OS CORRUPTOS, de Fritz Lang, protagonizando o famoso cafezinho quente no rosto de Gloria Grahame.

Ação e policial! THE KILLERS, PRIME CUT, POINT BLANK, CANICULE, etc... até COMANDO DELTA, seu último filme, dividindo a tela com Chuck Norris.

Fez um bocado de westerns sendo dirigido pelos melhores do ramo, como John Ford e Budd Boetticher. Inclusive ganhou o oscar de melhor ator de 1965, com CAT BALLOU, quando encarnou dois personagens no mesmo filme.

Não faltam produções de guerra também. OS DOZE CONDENADOS, de Robert Aldrich, AGONIA E GLÓRIA, de Samuel Fuller, a lista é longa e vou parar por aqui... até porque não são dos filmes que ele participou que eu gostaria de falar, mas sim dos filmes que ele NÃO participou.

Fiquei impressionado com a quantidade de pa…

STONE COLD (1991)

Aparentemente, STONE COLD não passa de mais um desses filmes B de ação genéricos que surgiam aos montes nas prateleiras das locadoras no fim dos anos 80 e prosseguiram durante os 90, sem grandes pretensões, mas quase sempre com diversão garantida para uma tarde de domingo. O negócio é que além dessas pequenas “qualidades”, o filme reserva uma certa energia que geralmente não se espera neste tipo de produção.

A direção é de Craig R. Baxley, um sujeito com um talento acima da média e hoje se dedica apenas a filmes para TV e episódios de seriados. Começou a carreira como coordenador de dublês e dirigia episódios da série ESQUADRÃO CLASSE A antes de realizar filmes como ACTION JACKSON e DARK ANGEL. Mas acho que é a sua experiência com dublês que dá a STONE COLD uma forcinha inesperada que transforma o que poderia ser um simples filme de ação de baixo orçamento num exemplar memorável que já deveria ser reconhecido como clássico do gênero! Pelo menos eu o reconheço assim…hehe


Estamos faland…

A NOITE DO CHUPACABRAS - Trailer

REC: GENESIS - Poster

DAVID O. RUSSEL VAI FILMAR UMA CINEBIOGRAFIA DE RUSS MEYER?!?!

Do site Empire:
"The biopic's script doesn't exist yet, but the pitch that Fox are negotiating to acquire comes courtesy of David O Russell's former assistant Merritt Johnson, who plans to adapt Jimmy McDonough's brilliant Meyer biography Big Bosoms and Square Jaws: a nicely balanced critique as well as a fascinating life story."

ZUMBIS ITALIANOS VÃO INVADIR RECIFE!!!

Clique na imagem para saber mais informações sobre a mostra, que é organizada pelo meu grande amigo Osvaldo Neto.

RADIOACTIVE DREAMS DE VOLTA...

...trazendo novidades sobre o diretor mais incompreendido (?!) da história do cinema!

RADIOACTIVE DREAMS

ASSASSINO À PREÇO FIXO, aka THE MECHANIC (2010)

Não gostei muito deste remake do clássico de ação setentista ASSASSINO A PREÇO FIXO, estrelado pelo Charles Bronson, mas também não é um filme que me ofende. É claro que não sou estúpido suficiente para conferir esperando um típico filme do Bronson, algo que parece impossível nos nossos tempos, então está mais para um habitual filme de David Statham mesmo, que costuma estar acima da média em relação aos trabalhos dos “ícones” do cinema de ação da nova geração em Hollywood, mas que aqui incomoda um pouco justamente por me fazer lembrar que estamos diante dum remake de um filme bem superior.

Um exemplo: a primeira cena de assassinato em ASSASSINO À PREÇO FIXO é boa, simples, rápida, inteligente, demonstra as habilidades notáveis do nosso protagonista como assassino profissional, etc... mas se formos comparar com o assassinato do Bronson no filme original, não dá nem para o cheiro. São 16 minutos sem qualquer diálogo, a câmera do diretor Michael Winner descreve visualmente cada movimento …