Fui ver qual é a desse Netflix, já que o primeiro mês era gratuito. O acervo deles até agora é ridículo, mas até que a idéia de poder contar com o site pra ver filmes é interessante, economiza tempo e espaço (de armazenamento de filmes baixados). Logo, a primeira busca que fiz foi “Jean-Claude Van Damme”. O resultado mostrou uns cinco filmes e A IRMANDADE era o úncio que nunca havia assistido. Mandei brasa. Eu sempre li críticas ruins a respeito deste aqui, tanto que fui conferir esperando a bomba! E, quem diria, não é que me surpreendi? Longe de ser dos melhores filmes do belga, o filme conseguiu me divertir com uma historinha “sessão da tarde” que mistura artes marciais e aventura estilo INDIANA JONES.
Van Damme interpreta Rudy, um ladrão de artefatos arqueológicos valiosos, que decide ir a Israel tentar encontrar seu pai, um famoso arqueólogo, que desapareceu misteriosamente no país. As investigações de Rudy resultam na descoberta de uma ordem secreta religiosa cujo plano diabólico é achar um tesouro escondido nos subterrâneos de Jerusalém, além de acionar uma bomba com poder sufucuente pra mandar a cidade pelos ares! Imaginem o que o baixinho apronta! Em determinado momento, o personagem de Van Damme se fantasia de judeu ortodoxo, correndo pra todo lado com costeletas encaracoladas, é de rachar o bico! Só isso já valeria o filme…
Ah, mas temos também algumas figuras importantes compondo o elenco. Alguém aí conhece um senhor chamado Charlton Herston? Pois é, podem não acreditar, mas o Bem Hur faz uma participação. Não sei como conseguiram isso, se o cara estava gagá e resolveu aceitar ou se a carreira dele já estava tão no fundo ao ponto de precisar se sujeitar a um filmeco de ação com o Van Damme pra receber um cheque. De qualquer maneira, quem ganha é o público que se diverte com o sujeito pagando mico! Brian Thompson também surge em cena, obviamente fazendo o papel de vilão.
É evidente que A IRMANDADE não deixa de merecer a má fama que tem. Eu mesmo tenho que reconhecer isso. O roteiro é ruim de doer e cria algumas situações totalmente desnecessárias que só servem pra atrapalhar o ritmo, alguns diálogos são extremamente ridículos, sem contar que o protagonista é um piadista bobo, que fica fazendo gracinhas estupidas durante o filme inteiro. Pessoalmente, consegui relevar os problemas e me deixei levar pela trama. Já não esperava muita coisa mesmo… A quantidade de ação e pancadaria, embora não sejam filmadas com a devida classe, se inserem bem à história e fazem o filme valer a pena também.
Só fico meio aborrecido pelo diretor Sheldon Lettich, que realizou algumas obras clássicas do Van Damme, como DUPLO IMPACTO e LEÃO BRANCO. É o segundo filme dele que comento aqui no blog que não está a altura do que fez no início da carreira. THE HARD CORPS foi um desperdício completo, pelo menos A IRMANDADE garantiu a diversão. Mas não é o tipo de filme que recomendo a qualquer um, a não ser que você seja fã ferrenho do Van Damme e por algum motivo ainda não viu. Mas se você não tiver absolutamente NADA para assistir e este filme cair de repente na sua mão, pode funcionar como um bom passatempo descartável.
8.1.12
6.1.12
FUGA MORTAL, aka Army of One; Joshua Tree (1993)
Perdi as contas de quantas vezes assisti a este pequeno action film que o Dolph Lundgren estrelou no início dos anos 90, mas já fazia uns bons dez anos que não conferia. FUGA MORTAL é mais lembrado pela clássica sequência da trocação de tiros frenética que Dolph protagoniza num armazém lotado de Ferraris. Revendo hoje, me bateu um saudosismo daquela época em que o cinema de ação era mais truculento, cada frame exalava testosterona e os diretores não economizavam em barbaridades e violência. Além disso, até um filme menor, como este aqui, tinha uma direção que, se não era das melhores, ao menos não havia certas frescuras do cinema atual… bons tempos.
A trama de FUGA MORTAL começa com Santee - o nosso action heroe Dolph Lundgren - dirigindo um caminhão pelas estradas americanas junto com seu parceiro, Eddie, transportando sabe-se lá o que, pra manter o suspense. Durante o percurso, um policial rodoviário decide pará-los. Enquanto Santee espera ao volante, Eddie sai da cabine para atender o oficial. Um misterioso carro se aproxima e um confuso tiroteio se inicia, o protagonista resolve sair e dá de cara com seu parceiro baleado. Mais tiros, Santee é alvejado, assim como o policial… e o espectador fica boiando sem saber direito o que está acontecendo.
Mas tudo faz parte do "elaborado" roteiro escrito Steven Pressfield, que tem no currículo alguns filmaços como NICO - ACIMA DA LEI e FREEJACK - OS IMORTAIS. É lógico que Santee sobrevive ao tiro, se não, como teríamos o filme sem o Dolph? Apesar de que, em MOMENTO CRÍTICO, o Steven Seagal morre nos primeiros dez minutos e o filme continuou sem ele... Até hoje fico chocado quando lembro. Mas não é o caso de FUGA MORTAL. O sujeito é preso e se recupera na enfermaria da prisão mais próxima. Com o ferimento da bala sarado, Santee é transportado para um presídio e, durante a viagem, mais mistérios, os policiais encarregados a acompanhá-lo tentam matá-lo. Santee foge e passa o resto do filme na tal “fuga mortal” do título nacional.
Durante a escapada e as tentativas de se esconder e sobreviver, Santee toma como refém uma policial gostosa e prepara uma vingança contra aqueles que querem vê-lo morto, além de tentar limpar seu nome. Esses objetivos num filme dos anos 90, estrelado pelo Dolph, só significa uma coisa: AÇÃO! E das boas! Não faltam perseguições de carro em alta velocidade, tiroteios, explosões, pancadaria, ingredientes essenciais. No final, por exemplo, temos a famosa e sem noção perseguição em que Dolph arruma uma Ferrari vermelha enquanto seus adversários tentam lhe pegar com uma Lamborghini preta! Que porra é essa? Claro, quando se tem doze anos e vê um troço desse tipo, se torna algo extremamente cool na nossa cabeça, pra contar na escola para os amigos. Mas assintindo agora é, no mínimo, bizarro!
Ainda bem que temos o tiroteio no armazém cheio de ferraris, que é o ponto alto de FUGA MORTAL. Obviamente, todas as ferraris são réplicas muito bem feitas do carro italiano, inclusive a que o Dolph utiliza nas cenas de perseguição… a produção não teria como bancar o estrago de um monte de Ferraris e o diretor NÃO é o Michael Bay. Mas a sequência é linda! Dolph invade o local cheio de capangas, distribuindo tiro pra tudo quanté lado! Curioso é que, originalmente, o roteiro previa apenas cinco bandidos para o confronto, mas o diretor Vic Armstrong achou pouco, queria mais ação e acrescentou um bom número a mais de capangas descartáveis, apenas esperando a vez de levar tiro! Por que não existem mais diretores como Vic Armstrong?!?!
Aliás, o sujeito é famosíssimo em Hollywood, mas seu único trabalho de direção em longas é FUGA MORTAL, um filme de baixo orçamento com o Dolph. Como isso é possível? Trata-se de um dos grandes dublês do cinema americano, Armstrong é uma autêntica celebridade em seu ramo e até livro a seu respeito já foi publicado. Foi Indiana Jones nas cenas perigosas, dublê de 007 quando Sean Connery ainda interpretava o papel, a lista de filmes do cara é impressionante, tendo trabalhado com diretores do calibre de Cimino, Spielberg, Polanski, Verhoeven, McTiernan, Scorsese, e por aí vai... Pena seu único trabalho na direção tenha sido apenas este aqui.
Voltando à cena, outro detalhe importante é que estamos no início dos anos 90, quase todo mundo queria filmar ação como John Woo e essa sequência especificamente é uma bela homenagem ao “heroic bloodshed” que o diretor chinês fazia em sua época mais inspirada. FUGA MORTAL não chega aos pés de um HARD BOILED, mas Armstrong mandou muito bem na coreografia da ação dessa cena e Dolph Lundgren encarna direitinho o herói do gênero, com uma pistola em cada mão que parece ter munição infinita. Sem dúvida, uma dos melhores momentos de ação protagonizado pelo sueco. Exagerado e violento!
E para completar a série de elementos que todo bom filme de ação deveria ter, a policial gostosa, interpretada por Kristian Alfonso, mostra os peitos. Tiroteios, perseguições, explosões, diretor dublê e peitos, o que mais precisamos em um filme como este? Boas atuações? O protagonista é o Dolph, então já garante um desempenho de qualidade por parte do protagonista. Tirando o nome meio gay que deram ao personagem, Santee, é um dos mais mais sombrios e cafajestes que o Dolph já fez. É o tipo de figura que você não gostaria de topar num beco escuro à noite… seja lá o que isso significa. E estamos falando do herói do filme! George Seagal parece se divertir muito fazendo o vilão, o policial corrupto que desgraçou a vida de Santee (ui!). E mais: Ken Foree, Michael Paul Chan, Matt Battaglia e Geoffrey Lewis, como o xerife confuso.
FUGA MORTAL é desses casos obrigatórios para quem curte o trabalho do Dolph. entra fácil num Top dez do ator. Para quem tem mais de quarenta filmes ao longo da carreira, isso quer dizer muito! Inclusive, acho até que quem não é fã do sueco, mas procura um passatempo simples, sem compromisso, em produções menores do gênero, corre o risco de se divertir à beça com este, afinal, o filme cumpre bem o seu papel de exemplar de ação dos anos 90, é bem movimentado, tem uns peitinhos e vários rostos reconhecíveis. Precisa mais que isso?
A trama de FUGA MORTAL começa com Santee - o nosso action heroe Dolph Lundgren - dirigindo um caminhão pelas estradas americanas junto com seu parceiro, Eddie, transportando sabe-se lá o que, pra manter o suspense. Durante o percurso, um policial rodoviário decide pará-los. Enquanto Santee espera ao volante, Eddie sai da cabine para atender o oficial. Um misterioso carro se aproxima e um confuso tiroteio se inicia, o protagonista resolve sair e dá de cara com seu parceiro baleado. Mais tiros, Santee é alvejado, assim como o policial… e o espectador fica boiando sem saber direito o que está acontecendo.
Mas tudo faz parte do "elaborado" roteiro escrito Steven Pressfield, que tem no currículo alguns filmaços como NICO - ACIMA DA LEI e FREEJACK - OS IMORTAIS. É lógico que Santee sobrevive ao tiro, se não, como teríamos o filme sem o Dolph? Apesar de que, em MOMENTO CRÍTICO, o Steven Seagal morre nos primeiros dez minutos e o filme continuou sem ele... Até hoje fico chocado quando lembro. Mas não é o caso de FUGA MORTAL. O sujeito é preso e se recupera na enfermaria da prisão mais próxima. Com o ferimento da bala sarado, Santee é transportado para um presídio e, durante a viagem, mais mistérios, os policiais encarregados a acompanhá-lo tentam matá-lo. Santee foge e passa o resto do filme na tal “fuga mortal” do título nacional.
Durante a escapada e as tentativas de se esconder e sobreviver, Santee toma como refém uma policial gostosa e prepara uma vingança contra aqueles que querem vê-lo morto, além de tentar limpar seu nome. Esses objetivos num filme dos anos 90, estrelado pelo Dolph, só significa uma coisa: AÇÃO! E das boas! Não faltam perseguições de carro em alta velocidade, tiroteios, explosões, pancadaria, ingredientes essenciais. No final, por exemplo, temos a famosa e sem noção perseguição em que Dolph arruma uma Ferrari vermelha enquanto seus adversários tentam lhe pegar com uma Lamborghini preta! Que porra é essa? Claro, quando se tem doze anos e vê um troço desse tipo, se torna algo extremamente cool na nossa cabeça, pra contar na escola para os amigos. Mas assintindo agora é, no mínimo, bizarro!
Ainda bem que temos o tiroteio no armazém cheio de ferraris, que é o ponto alto de FUGA MORTAL. Obviamente, todas as ferraris são réplicas muito bem feitas do carro italiano, inclusive a que o Dolph utiliza nas cenas de perseguição… a produção não teria como bancar o estrago de um monte de Ferraris e o diretor NÃO é o Michael Bay. Mas a sequência é linda! Dolph invade o local cheio de capangas, distribuindo tiro pra tudo quanté lado! Curioso é que, originalmente, o roteiro previa apenas cinco bandidos para o confronto, mas o diretor Vic Armstrong achou pouco, queria mais ação e acrescentou um bom número a mais de capangas descartáveis, apenas esperando a vez de levar tiro! Por que não existem mais diretores como Vic Armstrong?!?!
Aliás, o sujeito é famosíssimo em Hollywood, mas seu único trabalho de direção em longas é FUGA MORTAL, um filme de baixo orçamento com o Dolph. Como isso é possível? Trata-se de um dos grandes dublês do cinema americano, Armstrong é uma autêntica celebridade em seu ramo e até livro a seu respeito já foi publicado. Foi Indiana Jones nas cenas perigosas, dublê de 007 quando Sean Connery ainda interpretava o papel, a lista de filmes do cara é impressionante, tendo trabalhado com diretores do calibre de Cimino, Spielberg, Polanski, Verhoeven, McTiernan, Scorsese, e por aí vai... Pena seu único trabalho na direção tenha sido apenas este aqui.
Voltando à cena, outro detalhe importante é que estamos no início dos anos 90, quase todo mundo queria filmar ação como John Woo e essa sequência especificamente é uma bela homenagem ao “heroic bloodshed” que o diretor chinês fazia em sua época mais inspirada. FUGA MORTAL não chega aos pés de um HARD BOILED, mas Armstrong mandou muito bem na coreografia da ação dessa cena e Dolph Lundgren encarna direitinho o herói do gênero, com uma pistola em cada mão que parece ter munição infinita. Sem dúvida, uma dos melhores momentos de ação protagonizado pelo sueco. Exagerado e violento!
E para completar a série de elementos que todo bom filme de ação deveria ter, a policial gostosa, interpretada por Kristian Alfonso, mostra os peitos. Tiroteios, perseguições, explosões, diretor dublê e peitos, o que mais precisamos em um filme como este? Boas atuações? O protagonista é o Dolph, então já garante um desempenho de qualidade por parte do protagonista. Tirando o nome meio gay que deram ao personagem, Santee, é um dos mais mais sombrios e cafajestes que o Dolph já fez. É o tipo de figura que você não gostaria de topar num beco escuro à noite… seja lá o que isso significa. E estamos falando do herói do filme! George Seagal parece se divertir muito fazendo o vilão, o policial corrupto que desgraçou a vida de Santee (ui!). E mais: Ken Foree, Michael Paul Chan, Matt Battaglia e Geoffrey Lewis, como o xerife confuso.
FUGA MORTAL é desses casos obrigatórios para quem curte o trabalho do Dolph. entra fácil num Top dez do ator. Para quem tem mais de quarenta filmes ao longo da carreira, isso quer dizer muito! Inclusive, acho até que quem não é fã do sueco, mas procura um passatempo simples, sem compromisso, em produções menores do gênero, corre o risco de se divertir à beça com este, afinal, o filme cumpre bem o seu papel de exemplar de ação dos anos 90, é bem movimentado, tem uns peitinhos e vários rostos reconhecíveis. Precisa mais que isso?
3.1.12
FAVORITOS DEMENTIA 13 DE 2011
20. PLANET OF THE VAMPIRE WOMEN (Darin Wood, 2011)
19. THE WARD (John Carpenter, 2010)
17. INSIDIOUS (James Wan, 2010)
16. A PELE QUE HABITO (Pedro Almodovar, 2011)
15. TRUE GRIT (Joel & Ethan Coen, 2010)
14. COLD FISH (Shion Sono, 2010)
13. KYNODONTAS (Giorgos Lanthimos, 2009)
12. ATTACK THE BLOCK (Joe Cornish, 2011)
11. HOBO WITH A SHOTGUN (Jason Eisner, 2011)
10. THE TREE OF LIFE (Terrence Malick, 2011)
09. THE MAN FROM NOWHERE (Jeong-Beom Lee, 2010)
08. SUPER (James Gunn, 2010)
07. HANNA (Joe Wright, 2011)
06. OUTRAGE (Takeshi Kitano, 2010)
05. 13 ASSASSINS (Takashi Miike, 2010)
04. MELANCHOLIA (Lars Von Trier, 2011)
03. ESSENTIAL KILLING (Jerzy Skolimowski)
01. DRIVE (Nicolas Winding Refn, 2011)
Outros filmes que também merecem destaque, dentre os que consegui assistir este ano: UNSTOPPABLE (Tony Scott); TROLL HUNTER (André Øvredal); RUBBER (Quentin Dupieux); SINNERS & SAINTS (William Kauffman); DETECTIVE DEE (Tsui Hark); SUPER 8 (J.J. Abrams); THE WOMAN (Lucky McKee); BALADA DO AMOR E DO ÓDIO (Alex de la Iglesia); MISSÃO IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA (Brad Bird) e TUCKER & DALE VS. EVIL (Eli Craig).
2.1.12
6 FILMES PARA AGUARDAR EM 2012
UNIVERSAL SOLDIER: A NEW DIMENSION:
Com U.S. REGENERATION, a reunião dos astros do primeiro filme, Van Damme e Dolph Lundgren, mais a criatividade do diretor John Hyams rendeu um dos exemplares DTV de ação dos mais divertidos. Essa turma toda está de volta neste aqui e ainda trouxeram Scott Adkins na parada. Se for no mesmo nível do anterior, já está bom demais… mas tenho minhas suspeitas de que será ainda melhor!
BULLET TO THE HEAD:
O mestre Walter Hill de volta à ativa, dirigindo um dos action heroes favoritos do blog, Sylvester Stallone, num filme de ação policial que tem tudo pra ser uma das coisas mais absurdamente sensacionais de 2012. A espectativa é alta e espero não me decepcionar. E tinham que divulgar justamente uma imagem do Stallone em uma luta de machados pra aumentar ainda mais a minha ansiedade?!?!
OS MERCENÁRIOS 2:
Depois do elenco completado e do teaser apresentado recentemente, já nem me importo pelo Simon West na direção. Stallone, Dolph, Van Damme, Adkins, Schwarzenegger, Willis… CHUCK! Parece um sonho se tornando realidade. Como defensor de OS MERCENÁRIOS, espero que consigam manter o nível espetacular do primeiro filme. Ok, eu sei que a maioria dos amigos ficou decepcionada com o anterior. Espero que façam as pazes com este aqui, pelo menos…
COGAN’S TRADE:
A imagem do Brad Pitt segurando uma “garrucha” com jaquetão de couro e barbicha de malandro me fez pensar, “Epa! Pode ser algo interessante!”. Dei uma fuçada e achei o diretor: Andrew Dominik. Beleza! O cara do violentíssimo CHOPPER e do poético western ASSASSINATO DE JESSE JAMES. Elenco: além do galã da foto, temos James Gandolfini, Ray Liotta, Richard Jenkins, Sam Shepard… Opa, estamos melhorando! E para arrematar, é inspirado num livro de George V. Higgins, o mesmo autor de Os Amigos de Eddie Coyle. Já basta para ser um dos mais aguardados de 2012, não?
ONLY GOD FORGIVES:
O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn e o ator Ryan Gosling se reuniram novamente e já estão preparando algo para não ficarmos órfãos tão cedo, depois da ótima parceria que resultou em DRIVE. A sinopse que está disposta no imdb é um achado: Um tenente da polícia de Bangkok e um gangster resolvem suas diferentas em uma luta de boxe tailandês! Que porra é essa?! E o roteiro é do próprio Refn… Enfim, vindo desses caras, tudo pode acontecer. Só espero que seja tão estiloso quanto DRIVE.
DJANGO UNCHAINED:
É o Tarantino, né? Então não tem como ficar indiferente… O sujeito agora resolveu brincar de western, vamos ver o que sai. É outro que pode-se esperar qualquer coisa, não tem como prever. Mas o legal é que até agora o Tarantino não me decepcionou, por isso entra facilmente na lista dos mais aguardados. E o elenco também não é de se jogar fora: Joseph Gordon-Levitt, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz, Kurt Russell, Jamie Foxx, Don Johnson, James Russo…
OBS: Segundo o imdb, LAST STAND, retorno do Arnoldão como protagonista de filme de ação, dirigido pelo coreano Jee-woon Kim, deve estrar só em 2013. Humpf!
Com U.S. REGENERATION, a reunião dos astros do primeiro filme, Van Damme e Dolph Lundgren, mais a criatividade do diretor John Hyams rendeu um dos exemplares DTV de ação dos mais divertidos. Essa turma toda está de volta neste aqui e ainda trouxeram Scott Adkins na parada. Se for no mesmo nível do anterior, já está bom demais… mas tenho minhas suspeitas de que será ainda melhor!
BULLET TO THE HEAD:
O mestre Walter Hill de volta à ativa, dirigindo um dos action heroes favoritos do blog, Sylvester Stallone, num filme de ação policial que tem tudo pra ser uma das coisas mais absurdamente sensacionais de 2012. A espectativa é alta e espero não me decepcionar. E tinham que divulgar justamente uma imagem do Stallone em uma luta de machados pra aumentar ainda mais a minha ansiedade?!?!
OS MERCENÁRIOS 2:
Depois do elenco completado e do teaser apresentado recentemente, já nem me importo pelo Simon West na direção. Stallone, Dolph, Van Damme, Adkins, Schwarzenegger, Willis… CHUCK! Parece um sonho se tornando realidade. Como defensor de OS MERCENÁRIOS, espero que consigam manter o nível espetacular do primeiro filme. Ok, eu sei que a maioria dos amigos ficou decepcionada com o anterior. Espero que façam as pazes com este aqui, pelo menos…
A imagem do Brad Pitt segurando uma “garrucha” com jaquetão de couro e barbicha de malandro me fez pensar, “Epa! Pode ser algo interessante!”. Dei uma fuçada e achei o diretor: Andrew Dominik. Beleza! O cara do violentíssimo CHOPPER e do poético western ASSASSINATO DE JESSE JAMES. Elenco: além do galã da foto, temos James Gandolfini, Ray Liotta, Richard Jenkins, Sam Shepard… Opa, estamos melhorando! E para arrematar, é inspirado num livro de George V. Higgins, o mesmo autor de Os Amigos de Eddie Coyle. Já basta para ser um dos mais aguardados de 2012, não?
ONLY GOD FORGIVES:
O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn e o ator Ryan Gosling se reuniram novamente e já estão preparando algo para não ficarmos órfãos tão cedo, depois da ótima parceria que resultou em DRIVE. A sinopse que está disposta no imdb é um achado: Um tenente da polícia de Bangkok e um gangster resolvem suas diferentas em uma luta de boxe tailandês! Que porra é essa?! E o roteiro é do próprio Refn… Enfim, vindo desses caras, tudo pode acontecer. Só espero que seja tão estiloso quanto DRIVE.
DJANGO UNCHAINED:
É o Tarantino, né? Então não tem como ficar indiferente… O sujeito agora resolveu brincar de western, vamos ver o que sai. É outro que pode-se esperar qualquer coisa, não tem como prever. Mas o legal é que até agora o Tarantino não me decepcionou, por isso entra facilmente na lista dos mais aguardados. E o elenco também não é de se jogar fora: Joseph Gordon-Levitt, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz, Kurt Russell, Jamie Foxx, Don Johnson, James Russo…
OBS: Segundo o imdb, LAST STAND, retorno do Arnoldão como protagonista de filme de ação, dirigido pelo coreano Jee-woon Kim, deve estrar só em 2013. Humpf!
1.1.12
RED SCORPION (1988)
Não vamos perder tempo! Começando as atividades em 2012 com este filmaço estrelado pelo Dolph Lundgren. No mês passado eu assisti a, pelo menos, uns seis ou sete filmes do sueco e acabei não comentando nada por aqui. Como Dolph é um dos action heores favoritos do blog, preparem os corações, pois teremos muito “Drago” pelas próximas semanas!
A história de RED SCORPION é algo um tanto extraordinário. Típico escapismo de ação oitentista, de ótima qualidade por sinal, que serve também de base para um interessante estudo de personagem, com transformações bem construídas e uma forte intensidade emocional. Nada muito profundo, obviamente, mas fora do comum em relação a outros exemplares do gênero.
Vejamos: Dolph Lundgren interpreta um assassino soviético altamente treinado, uma verdadeira máquina de matar, enviado à África para eliminar um líder rebelde em um país comunista dominado por Cuba, mas acaba falhando em sua missão e é jurado de morte pelo seu próprio país. Foge pelo deserto onde passa por uma experiência transcendental filosófica com um nativo africano que lhe mostra a essência da vida. Ele retorna para os rebeldes agora com o objetivo de unir-se a eles, arranja uma metralhadora e detorna o maior número de carcaça soviética num final explosivo!!!
Não é de chorar?
Há o lado político de RED SCORPION, que é uma das propagandas mais bobas que eu já vi. Um russo que muda de lado e extermina comunista?! Pffff, tinha que ser coisa do produtor Jack Abramoff, famigerado lobista de Washinghton que foi preso há alguns anos condenado por corrupção e fraudes… dizem que hoje trabalha numa pizzaria. Mas houve um tempo em que suas visões políticas eram colocadas nos filmes que produzia, como este aqui.
Mas o que vale mesmo é a atuação de Dolph Lundgren e as transformações, não políticas, mas universais, que seu personagem sofre no decorrer do filme. No elenco ainda temos Brion James, também fazendo sotaque russo, e M. Emmet Walsh vivendo um jornalista americano preconceituoso que detesta o Dolph, mas deve ser porque é velho, barrigudo e acabado, enquanto Dolph é aquela montanha de músculos e no calor africano, usa pouquíssimas roupas, para alegria da mulherada (ou de alguns rapazes que jogam no outro time. Nada contra).
Outro destaque vai para as sequências de ação, dirigidas pelo grande Joseph Zito, o mesmo cara que fez a obra prima INVASÃO USA, com o CHUCK! Então já dá pra confiar, o cara é da pesada e filma ação com uma truculência absurda e RED SCORPION deve ter mais testosterona que a urina do Mike Tyson! É explosão que não acaba mais, armamento pesado cuspindo fogo freneticamente, há uma perseguição no meio do deserto que lembra INDIANA JONES, com Dolph pulando de um caminhão pra uma motocicleta e, depois, de volta para o caminhão, tudo em movimento e trocando balas com seus perseguidores. O final é um espetáculo pirotécnico que só o bom cinema de ação dos anos 80/90 sabia promover.
E vale ressaltar que a direção de Zito não é apenas notável nas cenas de ação. O sujeito realmente soube tirar proveito das belezas naturais dos cenários africanos, principalmente nas sequências em que Dolph encara o deserto ao lado do nativo e participa do ritual do escorpião, ganhando uma tatuagem e o título de “red scorpion”. O visual impressiona e no fim das contas estamos diante de um místico action movie casca grossa.
RED SCORPION ganhou uma continuação durante os anos 90, sem o Dolph, que não vi ainda.
A história de RED SCORPION é algo um tanto extraordinário. Típico escapismo de ação oitentista, de ótima qualidade por sinal, que serve também de base para um interessante estudo de personagem, com transformações bem construídas e uma forte intensidade emocional. Nada muito profundo, obviamente, mas fora do comum em relação a outros exemplares do gênero.
Vejamos: Dolph Lundgren interpreta um assassino soviético altamente treinado, uma verdadeira máquina de matar, enviado à África para eliminar um líder rebelde em um país comunista dominado por Cuba, mas acaba falhando em sua missão e é jurado de morte pelo seu próprio país. Foge pelo deserto onde passa por uma experiência transcendental filosófica com um nativo africano que lhe mostra a essência da vida. Ele retorna para os rebeldes agora com o objetivo de unir-se a eles, arranja uma metralhadora e detorna o maior número de carcaça soviética num final explosivo!!!
Não é de chorar?
Mas o que vale mesmo é a atuação de Dolph Lundgren e as transformações, não políticas, mas universais, que seu personagem sofre no decorrer do filme. No elenco ainda temos Brion James, também fazendo sotaque russo, e M. Emmet Walsh vivendo um jornalista americano preconceituoso que detesta o Dolph, mas deve ser porque é velho, barrigudo e acabado, enquanto Dolph é aquela montanha de músculos e no calor africano, usa pouquíssimas roupas, para alegria da mulherada (ou de alguns rapazes que jogam no outro time. Nada contra).
E vale ressaltar que a direção de Zito não é apenas notável nas cenas de ação. O sujeito realmente soube tirar proveito das belezas naturais dos cenários africanos, principalmente nas sequências em que Dolph encara o deserto ao lado do nativo e participa do ritual do escorpião, ganhando uma tatuagem e o título de “red scorpion”. O visual impressiona e no fim das contas estamos diante de um místico action movie casca grossa.
RED SCORPION ganhou uma continuação durante os anos 90, sem o Dolph, que não vi ainda.
29.12.11
12 FILMES DE AÇÃO que merecem destaque este ano
Nem todos são exatamente ação, mas representaram bem o gênero este ano... mesmo aqueles que são do ano passado. Estou levando em consideração apenas os que assisti em 2011. Em ordem alfabética:
13 ASSASSINS (2010, Takashi Miike)
ASSASSINATION GAMES (2011, Ernie Barbarash)
DRIVE (2011, Nicolas Winding Refn)
ESSENTIAL KILLING (2010, Jerzy Skolimowski)
HANNA (2011, Joe Wright)
HOBO WITH A SHOTGUN (2011, Jason Eisener)
I SAW THE DEVIL (2011, Jee-woon Kim)
KILLER ELITE (2011, Gary McKendry)
THE MAN FROM NOWHERE (2010, Jeong-beom Lee)
MISSÃO: IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA (2011, Brad Bird)
SINNERS & SAINTS (2010, William Kaufman)
SUPER (2010, James Gunn)
28.12.11
ATERRORIZADA, aka The Ward (2010)
Lembro que discutindo o filme com amigos na internet, alguém soltou que THE WARD seria uma espécie de A ILHA DO MEDO mesclado a GAROTA INTERROMPIDA. Não lembro se disseram isso de maneira negativa ou positiva, mas pensando bem é uma boa definição. Eu, particularmente, gosto bastante do filme, é um horror divertido de acompanhar, mesmo concordando que seja um trabalho menor do diretor, com soluções equivocadas em vários momentos, alguns caminhos que há quinze anos seria difícil de se ver num filme de John Carpenter. Senti falta das trilhas que o próprio diretor criava para as suas produções. Acho que ajudaria a tornar o filme mais “seu”.
THE WARD lembra um desses filmes B clássicos de mistério psicológico, disfarçado de terror moderno, mas sem abrir mão de um certo anacronismo. É o tipo de filme que não teria como competir com o terror feito pra moçada do circuito comercial. Carpenter não é para o paladar do público jovem de hoje e, pra ser sincero, isso pra mim pouco importa… assistir em casa ou no cinema, fico satisfeito mesmo é pelo velho Carpenter ter voltado à ação, brincando de horror, mesmo sem o vigor de um THE THING ou ELES VIVEM, porque aí também já seria querer demais depois de quase uma década… mas o sujeito ainda tem estatura para pegar um material besta como este aqui e proporcionar 90 minutos de horror com qualidade.
24.12.11
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