16.3.11

ZUMBIS ITALIANOS VÃO INVADIR RECIFE!!!

Clique na imagem para saber mais informações sobre a mostra, que é organizada pelo meu grande amigo Osvaldo Neto.

14.3.11

RADIOACTIVE DREAMS DE VOLTA...

...trazendo novidades sobre o diretor mais incompreendido (?!) da história do cinema!

Fender está te esperando por lá!

ASSASSINO À PREÇO FIXO, aka THE MECHANIC (2010)

Não gostei muito deste remake do clássico de ação setentista ASSASSINO A PREÇO FIXO, estrelado pelo Charles Bronson, mas também não é um filme que me ofende. É claro que não sou estúpido suficiente para conferir esperando um típico filme do Bronson, algo que parece impossível nos nossos tempos, então está mais para um habitual filme de David Statham mesmo, que costuma estar acima da média em relação aos trabalhos dos “ícones” do cinema de ação da nova geração em Hollywood, mas que aqui incomoda um pouco justamente por me fazer lembrar que estamos diante dum remake de um filme bem superior.

Um exemplo: a primeira cena de assassinato em ASSASSINO À PREÇO FIXO é boa, simples, rápida, inteligente, demonstra as habilidades notáveis do nosso protagonista como assassino profissional, etc... mas se formos comparar com o assassinato do Bronson no filme original, não dá nem para o cheiro. São 16 minutos sem qualquer diálogo, a câmera do diretor Michael Winner descreve visualmente cada movimento do protagonista, sem exageros, com uma elegância cinematográfica absurda, uma verdadeira aula de cinema que já vale o remake inteiro!

E é impossível pra mim não ficar fazendo comparações, especialmente quando o filme se assume como remake, utiliza os mesmos nomes dos personagens originais e não muda praticamente nada da essência do primeiro filme, o que de certa forma é algo elogiável. é o certo, na verdade. Aliás, tirando o final (que é totalmente bunda-mole, diga-se de passagem, mas não vou estragar), ASSASSINO À PREÇO FIXO é um filme que respeita o original até demais e segue uma estrutura bem fiel ao filme de 72. É claro que temos cenas de ação diferentes, algumas situações são atualizadas para os dias atuais, não tem a classe do cinema de ação dos setenta, enfim, é exatamente o que acaba que atrapalhando a quem tem grande apreço pelo filme do Bronson. E eu sou fanático pelo original!

Classe. Ou você tem, ou você não tem.
Embora não dê pra esperar um “Charlie Bronson movie”, até que Jason Statham se sai bem por aqui. Convenhamos que nunca haverá substituto para o Bronson na história do cinema. Mas o Statham seria um dos poucos candidatos a estrelar os “equivalentes” atuais dos filmes do Bronson, como é o caso deste aqui, de certa forma. O sujeito é dos poucos atores de ação que consegue imprimir estilo no cinemão; tem porte, carranca e possui ligação coma artes marciais. Até seus filmes mais bobos acabam sendo divertidos com sua presença, como a série TRANSPORTER e DEATH RACE 2000 (outro remake que não deveria ter sido realizado, ruim pra cacete, mas presta como bom passatempo).

A direção de ASSASSINO À PREÇO FIXO ficou por conta do Simon West, daí já viu, né? O cara estreou sua carreira fazendo aquele barulhento CON AIR, outro filme de qualidades duvidosas, mas visto na ingênua adolescência, me deixou de queixo caído. Hoje não perco meu tempo para conferir se realmente é muito ruim, ou se acaba tornando-se num autêntico guilty pleasure. De qualquer forma, as cenas de ação deste aqui não são lá grandes coisas... alguma coisinha aqui e ali, mas nada demais. O que me surpreendeu um pouco é justamente quando NÃO havia ação. O filme se segura e nunca fica chato! Tá certo que a relação entre “mestre” e “aprendiz” (Ben Foster) é fraca, não funciona pra mim, mas as cenas com o Donald Sutherland ou até mesmo o relacionamento com a belíssima prostituta são competentes, prendem a atenção...

No fim das contas, dá pra perceber que ASSASSINO À PREÇO FIXO é um sólido filme de ação, melhor do que muita coisa feita atualmente dentro do gênero em Hollywood, mas é inegável que poderia obter perfeitamente resultados bem melhores. Especialmente se colocado ao lado do original. Sei que isso é frescura minha, o filme de 72 sempre vai existir para a minha degustação, mas isso atrapalha bastante.

24.2.11

GAME OF DEATH (2010)

Não sei se alguém vai lembrar, mas eu publiquei uma notícia sobre este filme há tempos atrás. Era uma das produções mais esperadas por mim quando foi anunciado como o próximo trabalho do Abel Ferrara, o qual voltaria a trabalhar com Wesley Snipes, numa trama de ação policial e etc. Snipes continuou no projeto, Ferrara pulou fora. Foi substituido por um diretor da TV italina, Giorgio Serafini, ocorreram mudanças no orçamento, no tempo das filmagens, até no roteiro e o resultado é que GAME OF DEATH não passa de um genérico filme B de ação lançado direto para o mercado de vídeo.

Mas não vamos ficar chorando nem imaginando o que poderia ter saído se Ferrara tivesse realizado o filme. Como um fã desse tipo de tralha, o importante pra mim é que temos mais um exemplar para sentar no sofá, com um inebriante qualquer, para se divertir assistindo Wesley Snipes descendo o cacete em bandidos. Especialmente se o elenco conta ainda com Gary Daniels e Robert Davi pra aumentar ainda mais a ansiedade. Sim, eu fico animadão com esse tipo de coisa!

Wesley Snipes é um agente da CIA que age disfarçado como guarda-costa de um mafioso, vivido pelo Robert Davi. Durante uma operação, um grupo de agentes da CIA, liderado por Gary Daniels, resolve roubar o 100 milhões de dólares de uma transação que o mafioso está prestes a fazer. Snipes, que não concorda com essa atitude, decide continuar a “interpretar” o seu papel de guarda-costa para atrapalhar um bocado os planos de Daniels e sua turma.

Ao mesmo tempo em que temos um plot simples e que rende uma boa dose de pancadaria e sequências de ação, temos também um dos roteiros mais preguiçosos que eu me lembro de ter visto neste tipo de tralha, do nível dos filmes DTV do Steven Seagal pré DRIVEN TO KILL. A estrutura do filme é batida, a narrativa é de uma falta de noção espaço temporal (ok, não vamos exigir tanto dos realizadores). Geralmente esses filmes B de ação já são feitos nas coxas naturalmente, já faz parte da essência, com raríssimas exceções. E os clichês são quase obrigatórios… se não tiver, perde a graça. Mas aqui é demais. Os diálogos e algumas situações são extremamente mal resolvidas. É o clichê do clichê.

Para piorar a situação voltamos a ver os tiques visuais e de montagem que estragaram 80% dos filmes do gênero ao longo da década passada. Há algum tempo várias produções de baixo orçamento vinham prezando por uma montagem mais clássica e sem frescuras e em GAME OF DEATH algumas cenas parecem uma porra de video clip e o montador deslumbrado com os recursos de uma mesa de edição como uma criança numa loja de brinquedos querendo brincar com TODOS os brinquedos!

Mas vamos lá, o filme não é tão ruim assim quanto parece, apesar de tudo. Temos algumas boas sequências de luta. Ok, são editadas de forma picotadas e isso espanta muita gente. Eu também prefiro ver cenas de pancadaria da forma que o cinema de Hong Kong ensinou durante muito tempo, mas quando eu consigo enxergar e entender o que ocorre na tela, mesmo com a edição rápida e entrecortada me sinto satisfeito, como é o caso de GAME OF DEATH. Não sou tão radical xiita quanto alguns dos meus amigos blogueiros, hehehe.

E é legal ver novamente o Wesley Snipes atacando de badass, que mata sem remorços com as próprias mãos, sempre achei o Snipes um cara talentoso e aqui, mesmo com a “profundidade” de seu personagem, consegue desempenhar um bom papel. Gary Daniels é a mesma coisa, até surpreende compondo um vilão da pior estirpe, bem raso, mas para o tipo de filme que temos aqui, é suficiente. Já Robert Davi, faz aquilo que sabe. É sempre um ator competente. No elenco ainda temos Zoe Bell e Ernie Hudson completando o time.
Com um roteiro vergonhoso, cheio de defeitos bestas e irritantes na parte técnica, GAME OF DEATH ainda assim consegue divertir o espectador menos exigente que curte uma boa tralha de ação sem muito compromisso. Agora, que deixa uma curiosidade o resultado que teríamos se fosse dirigido pelo Abel Ferrara, com o roteiro preparado pra ele, com certeza deixa. Ferrara é um dos meus diretores favoritos do cinema americano atual, mas gostaria de vê-lo realizar novamente filmes policiais densos daquele jeito que só ele sabe fazer… Vou continuar aguardando.

23.2.11

SUMMER LOVE, aka Dead Man's Bounty (2006)

Como um velho admirador de bons atores “decadentes” ou subestimados pelos grandes estúdios, estava de olho no que o Val Kilmer estava fazendo nos últimos anos. Pra quem ainda não sabe, além de pequenas aparições em filmes porte maior (DÉJÀ VU, VÍCIO FRENÉTICO), o sujeito se transformou, nada mais, nada menos, em ator de filme de ação policial em produções B lançadas diretamente no mercado de vídeo. Não vai demorar muito para que o ex-Batman esteja numa lista ao lado de outros astros do gênero, como Wesley Snipes, Van Damme, Dolph Lundgren, etc…

Há uns 3 anos atrás, o Osvaldo Neto havia me falado deste SUMMER LOVE, um western de produção polonesa que conta com o Val Kilmer no elenco em uma peculiar participação. Mas só agora resolvi dar atenção. Kilmer estava em algum festival europeu, quando uns produtores poloneses chegaram até ele com uma maleta contendo US$50.000 propondo a ele uma participação no filme que estavam realizando. Acrescentaram ainda que só precisariam dele durante um dia das filmagens e ele não soltaria nem uma frase… e assim, temos aqui, um western europeu com o Kilmer no elenco.

Aliás, uma das coisas que SUMMER LOVE tem tirado como vantagem ao longo dos últimos anos é que se trata do primeiro faroeste polonês. Os especialistas do gênero, ou do cinema polonês (aqueles que vão além de Skolimowski e Kieslowski), podem confirmar essa história… afinal, o filme é muito recente.

O estreante diretor Piotr Uklanski utiliza da força criativa de suas belas imagens para narrar uma história cheia de formulações simbólicas, de narrativa poética e lenta, sobre um misterioso vaqueiro (Karel Roden) que chega a uma pequena cidade carregando o corpo de um homem procurado pela polícia. Lá ele se envolve num bizarro triângulo envolvendo a única mulher da cidade (Katarzyna Figura) e o xerife (Boguslaw Linda), que é apaixonado por ela…

E onde o Val Kilmer entra nessa história? Acertou quem disse que ele é o defunto! Seu personagem já surge em cena morto nos primeiros minutos, com as moscas rondando sua carcaça, os olhos esbugalhados e de vez em quando aparece alguns enquadramentos com angulos diferenciados representando a “visão” do morto… muito bizarro.

SUMMER LOVE é uma realização totalmente delirante, talvez um pouco oca, com sua alegoria sem muito sentido, pelo menos pra mim, mas muito lúcida. Consciente, ao menos, da força imagética que algumas belas sequências e enquadramentos possuem e que alimenta um ponto de vista muito pessoal de seu diretor. E ganha mais moral ainda por usar o western como forma de expressão. Uma pena que este tenha sido o primeiro e único trabalho desse polonês maluco!

21.2.11

TC 2000 (1993)

Após um período atribluado neste início de ano (que agora vai melhorando, ou pelo menos vou aceitando melhor a situação), aos poucos vou tentar retomar as atualizações com uma certa frequência por aqui. E para recomeçar com o pé direito (ou esquerdo, dependendo do gosto de cada um), vamos de um inspirado action B movie dos anos noventa estrelado por uma turminha da pesada, como dizia a narração da Sessão da Tarde! Aliás, resolveram chutar o pau da barraca com este TC 2000 escalando um elenco que é a essência do cinema B de ação daquele período! Billy Blanks, Bolo Yeung, Jalal Merhi e Matthias Hues num mesmo filme!!!

Imagem roubada do blog Bonga Shimbun!, do amigo Bruno Martino
TC 2000 copia na cara dura vários elementos já vistos em diversos filmes de ação e ficção cientítifica. Com a diferença de que os filmes copiados não possuem estas quatro figuras simpáticas trocando desaforos a cada 5 minutos! Billy Blanks e Matthias Hues, por exemplo, caem na porrada com menos de 15 minutos de projeção! Não tem como não se emocionar…

O ano é 2020. Uma catástrofe natural fez com que a parcela rica da população fosse viver nos subterrâneos, enquanto o restante da população, na superfície, mastiga o pão que o diabo amassou. Tirando esse pano de fundo, o que sobra para a trama é algo muito complexo, inteligente e difícil de acompanhar… sim, estou sendo irônico! Na verdade, é uma baita confusão, cheia de personagens e situações que só servem mesmo para criar ação e pancadaria a todo instante. Billy Blanks é um TC 2000, espécie de policial que faz a proteção contra os invasores da superfície, Jalal Merhi é o lider de uma gangue da superfície que tenta invadir o subterrâneo, Matthias Hues também é um TC 2000, mas é óbvio que não está do lado do bem e não vai com a cara do Blanks, e Bolo Yeung é um famoso lutador que vive na superfície e une forças com Blanks para derrotar os malvados… e por aí vai.

A trama mesmo não importa, o que vale é a truculência, e isso TC 2000 tem de sobra, com direito à frases de efeitos e certos descuidos que deixa o filme ainda mais divertido, como por exemplo um capanga da gangue de Merhi, cuja habilidade principal é o manejo com uma faca que fica rodando na mão. O cara morre no início do filme, mas parece que se esqueceram disso, e pouco tempo depois estava ele de novo rodando aquela faca pra cima do Bolo Yeung. As sequências de lutas não são de encher os olhos, mas até que para o tipo de filme, dá pro gasto! O mais esperado duelo da bagaça, Bolo Yeung contra Matthias Hues, no gran finale, poderia ser melhor, mas já é algo histórico para os fanáticos do gênero. Mas é Blanks quem rouba as cenas de luta, até mesmo quando confronta um simples meliante. O sujeito sabe fazer o seu espetáculo de chutes na cara. Já Merhi faz lá sua graça. A direção é por conta de um tal de T. J. Scott e não é ruim, embora tente uns movimentos de câmera desnecessários nas cenas de ação.

TC 2000 foi lançado em VHS no Brasil com esse mesmo título e nem preciso dizer que só é recomendável para os iniciados em tralhas desse tipo, né? O filme, na verdade, é uma porcaria se levado à sério, com grave risco do sujeito terminar a sessão com uma úlcera no estômago.

12.2.11

NOVO BLOG DE UM VELHO CONHECIDO

Marcelo Carrard, que editou durante 6 anos o blog MONDO PAURA, retorna agora nesta nova aventura virtual, como ele mesmo diz. NUDO E SELVAGGIO é a sua nova casa onde vai tratar de muito cinema extremo e obscuro. Obrigatório!

7.2.11

OUTRAGE (2010), Takeshi Kitano

Vi o novo Takeshi Kitano, também conhecido como o retorno do diretor ao violento mundo da máfia japonesa. Mas, antes de tudo, OUTRAGE não pode ser igualado a outros filmes do gênero realizados outrora pelo Kitano, como HANNA BI ou BROTHERS, etc. O filme é engraçadíssimo! Na verdade, o humor é sutil, mas dei boas risadas com situações que eram violentíssimas e cômicas em medidas iguais, como na cena do consultório odontológico, onde o próprio Kitano, que interpreta o lider de uma pequena facção criminosa da Yakuza, resolve dar uma de dentista enfiando uma broca nos dentes de um dos chefes de uma gangue rival.

Apesar da presença do Kitano em cena, o filme não possui protagonistas. A trama é composta por vários tipos de "gags" que se espera de antemão quando ocorre uma guerra entre organizações mafiosas. Um membro de uma família é espancado ali, outro membro morre por vingança lá, um carro é explodido acolá, pedidos de desculpas com direito a dedinho decepado, e por aí vai… Tudo isso narrado com elegância e inteligência de quem sabe o que faz, trabalhando com competência os clichês do gênero e, de novo batendo nessa tecla, com um tom de humor inesperado mesclado à violência habitual dos filmes de Beat Takeshi.

28.1.11

TERROR NO PÂNTANO (Hatchet, 2006), de Adam Green

No texto sobre FROZEN, também dirigido por Adam Green, eu disse que daria uma chance a este filme aqui... percebi que havia algo neste cineasta que pudesse diferenciá-lo da grande maioria dos demais diretores “especialistas” americanos do gênero em atividade. E os amigos Herax e Otávio ainda chegaram a reforçar a idéia de que valia a pena conferir. E valeu mesmo, o filme conseguiu me fisgar de imediato. Logo nos primeiros minutos temos Robert Englund em uma pequena participação como um caçador de crocodilos – junto com o filho (do personagem, não do Englund) – sendo estraçalhados por um brutamonte deformado! Um filme que começa assim, deve valer a pena...

TERROR NO PÂNTANO tem uma trama bem simples que mistura clichês clássicos do gênero, um tom de humor que lembra UMA NOITE ALUCINANTE, com elementos da série SEXTA FEIRA 13 e etc. Ben é o nosso protagonista, um sujeito parecido com um “emo”, só que mais velho, que vai até o “carnaval” de Mardi Gras com um grupo de amigos para tentar se distrair e esquecer o fim de seu relacionamento, mas não consegue naquele ambiente pecaminoso e ofensivo. Pra quem não sabe, esta festa de Mardi Gras é aquela onde as moças se sentem mais confortáveis e mostram os peitos em troca de um colarzinho colorido... esses “emos” são meio estranhos mesmo.

 
De qualquer forma, ele consegue convencer um de seus amigos a fazer uma programação inusitada. Ao invés de ficar olhando para peitinhos a cada 3 passos nas ruas onde a festa acontece, algo bem chato, realmente, Ben arranja um passeio de barco para conhecer um local cuja lenda diz ser amaldiçoado. E lá vão eles, com mais um grupo de pessoas, se deparam uma autêntica maldição, a típica história da casa isolada no meio do pântano onde no passado um violento crime ocorreu envolvendo Victor Crowley, um menino deformado e agora seu espírito vingativo (ou será o próprio?) está a solta destroçando qualquer pessoa que se aproxime do local... por aí vai.

Tenho certeza que se TERROR NO PÂNTANO fosse realizado no início da década de 80, Victor Crowley seria um desses ícones do slasher e o filme, óbvio, seria um clássico! As mortes são lindas, exageradas, violentíssimas, criativas e, o melhor de tudo, sem efeitos de CGI. 100% de maquiagem à moda antiga e muita groselha para sujar o cenário! O desfecho também é legal. Os cinéfilos mais extremos, com certeza vão perceber que não há nada de mais, no entanto, para um filme americano de horror recente, chega a ter um grau de ousadia.

De bônus, além de Robert Englund, temos a presença de Richard Riehle e do grande Tony Todd.

Em 2010 foi lançado o segundo filme da série, também dirigido pelo Green. Espero que ele consiga manter o mesmo nível e o  excelente climão de slasher movie oitentista realizado fora de época.

24.1.11

A SEQUEL TO DELLAMORTE DELLAMORE

From Dread Central:

In an interview with Fangoria the great Luigi Cozzi said he recently heard from DELLAMORTE DELLAMORE writer-director Michele Soavi.

"Michele has told me that he has started to write the script for a special horror project he plans to shoot between the end of 2011 and the beginning of 2012," says Cozzi "A sequel to his gothic masterpiece DELLAMORTE DELLAMORE, a.k.a. CEMETERY MAN. He's going to produce it himself and wants it to really be a great, strong, shocking Italian horror movie."

20.1.11

CONTRIBUIÇÃO AO MUSEU DO VHS

Como disse no blog do Leopoldo Tauffenbach, meu pobre acervo de VHS não possui quase nada de muito raro, mas acho que vale a pena contribuir assim mesmo com este sensacional projeto do Bruno C. Martino:

A AMBULÂNCIA (The Ambulance, 1990), de Larry Cohen
 
A MARCA DA CORRUPÇÃO (Best Seller, 1987), de John Flynn. Uma das obras primas de um dos maiores mestres de ação que o cinema já teve.
 
INIMIGOS PELO DESTINO (China Girl, 1987), de Abel Ferrara
 
DARK STAR (1974), tinha que ter pelo menos um do Carpenter.
 
ENCURRALADO (Duel, 1971), Steven Spielberg.
 
GUERREIROS DO APOCALIPSE (Land of Doom, 1986), de Peter Maris. Farinha do mesmo saco daqueles milhares de filmes pós-apocalípticos que surgiram nos anos 80.
 
MISSÃO COBRA (Cobra Mission, 1986), de Fabrizio De Angelis. Farinha do mesmo saco daqueles milhares de filmes guerra na selva que surgiram nos anos 80.Excelente resenha do Felipe M. Guerra.
 
TEX WILLER E OS SENHORES DO ABISMO (Tex e il signore degli abissi, 1985), de Duccio Tessari. Adaptação bem fraquinha, mas divertida, do cowboy mais famoso dos quadrinhos.
 
TRÊS HOMENS, UMA LEI (Il bianco, il giallo, il nero, 1975), de Sergio Corbucci
DÁ-LHE DURO, TRINITY (Più forte, ragazzi!, 1972), de Giuzeppe Colizzi. Passei bons momentos da minha infância acompanhado dessa dupla... seja lá qual fosse o filme. Este aqui nem me lembro como é, mas não importa.
KICKBOXER IV, O AGRESSOR (Kickboxer 4: The Aggressor, 1994), tinha que ter algo do Albert Pyun.
 
 Z00, UM Z E DOIS ZEROS (A Zed & Two Noughts, 1986), de Peter Greenaway.