15.6.12
14.6.12
13.6.12
ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO (1979)
Ainda não assisti a PROMETHEUS, mas revi ALIEN - O OITAVO PASSAGEIRO. Serve?
Em 1974, o jovem Dan O’Bannon escrevia um roteiro de ficção científica que acabou se transformou em filme, DARK STAR, dirigido pelo então marinheiro de primeira viagem, John Carpenter. Eu adoro o filme, mas O’Bannon parece não ter ficado muito satisfeito com o resultado. A trama, entre outras coisas, é sobre a tripluação de uma pequena nave atormentada por um alien feito de bola de praia… é de rolar de rir!
Então o sujeito resolveu pegar alguns elementos de DARK STAR para escrever um novo roteiro. Além disso, O’Bannon aproveitou sua aproximação com o artista H.R. Giger da época em que estavam preparando a adaptação de DUNA, que seria sob a direção de Alejandro Jodorowski, para trabalhar na concepção visual desse novo projeto. Ainda teve o dedo de Walter Hill na produção… Então qualquer coisa que saísse dessa combinação de mentes seria, no mínimo, interessante, mas calhou de sair ALIEN, ou seja, um dos maiores clássicos do horror espacial.
Ao contrário de vários amigos, não compartilho do mesmo desprezo pelo Ridley Scott. Não é mestre, mas quando acerta, demonstra que realmente sabe o que faz. Especialmente nesse início de carreira, o sujeito estava em estado de graça! OS DUELISTAS, BLADE RUNNER e este aqui são obras de grande vigor cinematográfico… o problema é quando lembramos de coisas como ATÉ O LIMITE DA HONRA ou o novo ROBIN HOOD.
Algumas sequências são célebres. A visita de parte da tripulação à nave alienígena abandonada cheio dos famigerados ovos estranhos; Ian Holm se revelando após a violenta pancada na cabeça desferida por Yaphet Kotto; Sigourney Weaver de calcinha se preparando para a peleja final; e claro, o sensacional parto de John Hurt, dando à luz a uma lombriga de dentes afiados. Sem contar o aspecto incrível do monstro espacial, que me deixava arrepiado quando era criança.
E vou parando por aqui, fiz esse post apenas para comentar brevemente a revisão deste filmaço na semana em que estréia o retorno de Ridley Scott ao universo ALIEN. Tempo se tornou algo precioso nesses dias e ficou complicado de postar. Depois tudo volta ao normal… Amanhã republico meu post sobre ALIENS, de James Cameron, para quem ainda não leu.
12.6.12
6.6.12
4.6.12
THE RAID (2011)
Stallone, meu caro, sinto muito dizer isso, mas você e sua trupe de truculentos vão ter um puta trabalho se quiserem que OS MERCENÁRIOS 2 seja a melhor fita de ação de 2012. Um sujeitinho lá da Indonésia, sem músculos avantajados e cara de bom moço, simplesmente passou a rasteira em seu elenco “testosteronado” e, na queda, aproveitou para dar uma joelhada no queixo de cada um! Sejamos sinceros, por mais que OS MERCENÁRIOS 2 seja a produção mais aguardada por mim este ano, acho praticamente impossível que consiga superar, ou até mesmo igualar, o espetáculo deflagrador de ação chamado THE RAID!
Após o sucesso de MERANTAU, o diretor Gareth Evans e o astro Iko Uwais (o tal "sujeitinho"), resolveram se juntar novamente em um produto com orçamento mais abastado e mais recurso, cujo título seria BERANDAL. No meio desse processo, algo deu errado e informações sobre o que esses caras estariam aprontando se tornaram escassas. Até que surgiram as primeiras notícias de THE RAID, um filme completamente diferente do que estava previsto, embora as imagens e o trailer já comprovassem que teríamos algo de “arrebentar a boca do balão”. Só não esperava que fosse tanto!
A coisa funciona do seguinte modo: Uma equipe da força policial invade um edifício que serve de quartel para um poderoso barão das drogas. O sujeito tem um guarda costa que é o cão chupando manga (o louco filho da puta à esquerda na imagem acima, conhecido como Mad Dog) uma porrada de capangas e muito dinheiro para pagar qualquer indivíduo nos andares abaixo que possa empunhar um facão para protegê-lo. No lado policial, temos Rama, vivido pelo Uwais, que é apenas um integrante da equipe. Sabemos que Rama é o personagem central porque o filme abre com ele se despedindo da esposa grávida antes de ir ao trabalho… e claro, depois que ele começa a mostrar suas habilidades em resolver situações extremas, fica óbvio que o sujeito é especial.
Ok, a premissa soa bastante simples… e é! Não significa que seja simplória. O filme abre um leque de detalhes, situações e reviravoltas à medida em que avança. Nada muito exagerado ou complexo, até porque não é o tipo de filme que tem tempo de explorar situações extra-dramáticas. Toda a narrativa é contruída em prol de sequências de ação, e parece tomar gosto pela coisa porque permanece nesse estado de tensão e adrenalina até os últimos segundos de projeção.
É um belo exemplar de ação quase ininterrupta, que prende a atenção sem soar repetitivo em momento algum. A idéia de uma cena mais calma em THE RAID, por exemplo, é quando os personagens policiais estão escondidos em algum ponto em que podem ser descobertos a qualquer instante, mantendo o suspense sempre ativo. São poucas as cenas que respiramos aliviados até que comece mais pancadaria. E quando o filme acaba você ainda fica olhando os créditos subirem, com a cabeça meio rodando e corpo exausto, observando a quantidade de paramédicos que a produção utilizou para cuidar dos dublês…
Por falar em dublês machucados e pancadaria, é preciso elogiar, e muito, o trabalho do diretor Gareth Evans e do coreógrafo de lutas, Yayan Ruhian. Esses caras têm uma noção absurda de como filmar sequências de porrada, posicionando a câmera no lugar ideal, escolhendo os enquadramentos e ângulos perfeitos, o corte ideal na montagem, com a única finalidade de obter o máximo de impacto de cada cena, de cada plano, de cada cotovelada na cara!
Da mesma maneira os atores trabalham em perfeita sincronia, encenando os combates com um realismo brutal e quedas que devem ter deixado os dublês de cama num hospital por algumas semanas. Sem contar que THE RAID é violentíssimo! É osso quebrado, facadas mostradas em detalhes cirúrgicos, tiro na cara, machadadas e muita joealhada e cotovelada na fuça que, se não forem reais, então eu não sei como fazem…
O próprio Ruhian entra na brincadeira no papel do guarda costa sanguinário que comentei lá em cima, o Mad Dog. O sujeito é o BICHO e o confronto final que protagoniza é algo inacreditável, desgastante e subversivo!!! Uma das coisas mais bacanas é quando Mad Dog se prepara para essa a luta, se posicionando entre seus dois oponentes. Isso mesmo, são dois “mocinhos” contra o vilão fodão que decide ir totalmente contra o clichê do bandido sujo ou covarde, enquanto o herói está sempre em desvantagem. Mad Dog gosta do desafio de uma boa luta, algo admirável e cada vez mais raro, especialmente no cinema de ação ocidental.
Ainda bem que ainda temos esses orientais mostrando como fazer ação de alta qualidade. E parece que o próximo passo da equipe será uma continuação, pegando as idéias base do que seria BERANDAL e transformando em THE RAID II. Vamos aguardar, porque este aqui já nasceu clássico. THE RAID é uma obra prima que eleva o cinema de ação para um próximo nível e acho muito difícil ser alcançado tão rápido. E mesmo assim, Hollywood já se pronunciou e está preparando um remake. Tenho até pena do que vá sair.
31.5.12
30.5.12
THE HAUNTED SEA (1997)
Este aqui é para os fortes! Filmezinho de qualidade duvidosa que nem mesmo seu diretor quis apadrinhá-lo. O crédito foi dado a um tal de Daniel Patrick, que se trata de um pseudônimo do verdadeiro dono da criança, Dan Golden. Agora, os motivos que levaram o sujeito a renegar o próprio trabalho é algo um tanto obscuro e Golden não revela absolutamente nada. O amigo Osvaldo Neto, do blog Vá e Veja, já teve contato com o homem e, na entrevista que fizeram, o sujeito disse em um trecho “... one thing probably worth mentioning is my recent reunion with the lovely Krista Allen, who I'd directed years earlier on a thing called HAUNTED SEA (I used a pseudonym for reason’s having nothing to do with Krista, who was quite good in the film).” E Osvaldo, na sua vã insistência, não conseguiu retirar mais nada.
Mas tudo bem, se não podemos saber de fato o que aconteceu nos bastidores, ao menos podemos conferir o resultado na tela e… bem, dá pra ter uma noção das causas do Golden odiar HAUNTED SEA. O troço é muito ruim!
Por outro lado, temos em cena um elenco interessante para os afccionados por cinema de baixo orçamento, como James Brolin, Don Stroud, Joanna Pacula, Duane Whitaker e, claro, a gostosíssima Krista Allen que o Dan Golden citou alí em cima, protagonizando alguns momentos bem à vontade (ver imagem abaixo... como se eu precisasse avisar). Além disso, impera durante alguns momentos o fator comédia involuntária causada por um monstro misterioso que atormenta a tripulação do navio onde a história se passa, cuja fantasia tosca e fajuta me fez soltar boas gargalhadas!
O restante é uma frustrante tentativa de ser um ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO ambientado num navio, cheio de cenas em corredores escuros e claustrofóbicos, que não passam, na verdade, de longas sequências que se arrastam e quase nada acontece de fato. De vez em quando temos umas ceninhas de ação e gore com o monstro dando o ar da graça, além de alguns toplesses da Krista, que faz a alegria da moçada. Nem preciso dizer que pelo menos isso salvou a sessão de um completo desastre, né?
Mas tudo bem, se não podemos saber de fato o que aconteceu nos bastidores, ao menos podemos conferir o resultado na tela e… bem, dá pra ter uma noção das causas do Golden odiar HAUNTED SEA. O troço é muito ruim!
Por outro lado, temos em cena um elenco interessante para os afccionados por cinema de baixo orçamento, como James Brolin, Don Stroud, Joanna Pacula, Duane Whitaker e, claro, a gostosíssima Krista Allen que o Dan Golden citou alí em cima, protagonizando alguns momentos bem à vontade (ver imagem abaixo... como se eu precisasse avisar). Além disso, impera durante alguns momentos o fator comédia involuntária causada por um monstro misterioso que atormenta a tripulação do navio onde a história se passa, cuja fantasia tosca e fajuta me fez soltar boas gargalhadas!
29.5.12
THE HUMAN CENTIPEDE II (2011)
Estava discutindo com alguns amigos sobre a existência de THE HUMAN CENTIPEDE II, filme de extremo mau gosto, repugnante, absurdamente nojento. Enfim, encontrei poucas pessoas que realmente gostaram deste show de violência escatológica sem sentido que quase me fez colocar o almoço pra fora. Mas eu gostei! Como isso é possível? É simples: é exatamente o filme que eu esperava! Nojento, repugnante e de extremo mau gosto! Não é nenhuma obra prima ou algo parecido, mas é o típico filme que você recebe pelo que paga. Eu "paguei" pra ver uma centopéia humana e tive uma centopéia humana, com direito a todas as consequências que isso acarreta, por mais demente que seja!
Filmado em preto e branco, a trama é sobre Martin (Laurence R. Harvey), um sujeitinho esquisito que não solta uma palavra sequer durante todo o filme. O negócio é que ele possui uma obsessão bizarra pelo filme anterior, A CENTOPÉIA HUMANA, e simplesmente decide fazer a sua própria centopéia. Aluga um armazém e começa a coletar as vítimas que farão parte de seu experimento. A idéia é bem besta, na verdade, e vários detalhes desse processo são questionáveis, mas e daí? Deixem o sujeito praticar seu hobby em paz.
Se no filme anterior, o diretor Tom Six conseguiu a proeza de ser bastante clean, elegante e mesmo assim mexeu com os nervos do espectador – além de criar um dos grandes vilões do cinema de horror da nossa geração, o médico maluco Dr. Heiter, vivido por Dieter Laser – em THE HUMAN CENTIPEDE II, o sujeito resolveu chutar o balde! Todo o sangue, visceras e excremento que ficaram de fora do primeiro filme é jogado na platéia sem concessão alguma!
Então não é muito difícil entender porque o filme ganhou tantos detratores. Além de visualmente pesado, a história é frágil e não justifica toda a violência que, realmente, só existe com a intenção de chocar gratuitamente. No entanto, ninguém pode culpar o filme por não entregar o que prometeu! Até concordo que seja um tanto doentio apreciar algo com esse nível de imbecilidade, que goza de uma fila de pessoas com suas bocas costuradas no ânus do indivíduo da frente. Só que ao mesmo tempo, é difícil pra mim não respeitar a ousadia de um diretor que tenta levar seu cinema além dos limites do que é aceitável, e que não dá a mínima para o "mimimi" do público. Um filme que causa tanto transtorno tem seus méritos, sem dúvida alguma!
E que venha logo o terceiro exemplar da série!
Filmado em preto e branco, a trama é sobre Martin (Laurence R. Harvey), um sujeitinho esquisito que não solta uma palavra sequer durante todo o filme. O negócio é que ele possui uma obsessão bizarra pelo filme anterior, A CENTOPÉIA HUMANA, e simplesmente decide fazer a sua própria centopéia. Aluga um armazém e começa a coletar as vítimas que farão parte de seu experimento. A idéia é bem besta, na verdade, e vários detalhes desse processo são questionáveis, mas e daí? Deixem o sujeito praticar seu hobby em paz.
E que venha logo o terceiro exemplar da série!
28.5.12
27.5.12
THE INNKEEPERS (2011)
Da nova geração de diretores de horror, Ti West surge como um dos mais interessantes com THE INNKEEPERS, filme simples de casa mal assombrada, nada muito original, mas com certa ousadia, o sujeito consegue trabalhar o tema com muito estilo, atmosfera, um elaborado clima de horror que me impressionou bastante, e com personagens tão bem construídos e desenvolvidos que dá até vontade de assisti-los em seus cotidianos e conversando entre si do que vê-los em situações aterradoras. Embora tenha ficado com o c#!$ na mão em algumas sequências assustadoras!
Sim, eu sinto medo vendo bons filmes de horror! E não tenho receio de falar, eu faço questão de sentir medo vendo um bom filme de horror. Se é esse o objetivo da fita, qual é o sentido de assistir sem “borrar as calças”? Tá certo que não é nenhum medo que vá me tirar o meu sono à noite, parece mais uma angústia passageira, mas determinados filmes conseguem trazer fortes sentimentos à tona. E THE INNKEEPERS conseguiu.
A força se concentrar na boa história e ótimos personagens, não quer dizer que as sequências de horror ficam em segundo plano! A maneira como se cria o suspense atmosférico cena a cena até a ruptura, quando o bicho pega prá valer, é de gelar a espinha! Até os sustos, explorados de maneira tão gratuita pelo cinema de terror atual, conseguem fazer sentido e aumentam o batimento cardíaco do espectador neste aqui.
A trama se passa no último fim de semana de um antigo e grande hotel que fechará suas portas por causa do baixo rendimento. Sabe-se da existência de uma alma perturbada que faz parte de uma antiga lenda que cerca o local e temos esse casal protagonista, os últimos funcionários do hotel, curiosos sobre assuntos paranormais, determinados a registrar alguma movimentação do além… é bem interessante esse lance dos personagens irem atrás de situações assustadoras para se divertirem do que fazer uma busca mais séria, mas sem descambar para o humor. Existe apenas um senso de diversão na determinação, especialmente por parte da mocinha (a excelente Sara Paxton), usando esses últimos momentos do hotel para encontrar evidências paranormais.
As sequências das descidas ao porão do hotel, por exemplo, são realmente assustadoras e dão uma sensação forte de claustrofobia. Fazem das cenas hiper-realistas de ATIVIDADE PARANORMAL um programa infantil. É a prova de que uma boa construção dramática de horror é muito mais eficaz e fascinante que essas tentativas de levar uma verdade falsa para a tela… por mais que eu não ache ruim essa série supracitada.
Enfim, não sei se THE INNKEEPERS chegou a passar nos cinemas ou foi lançado de alguma maneira por aqui, mas é um programa imperdível para quem curte exemplares que bebem da fonte sagrada do legítimo horror atmosférico.
Sim, eu sinto medo vendo bons filmes de horror! E não tenho receio de falar, eu faço questão de sentir medo vendo um bom filme de horror. Se é esse o objetivo da fita, qual é o sentido de assistir sem “borrar as calças”? Tá certo que não é nenhum medo que vá me tirar o meu sono à noite, parece mais uma angústia passageira, mas determinados filmes conseguem trazer fortes sentimentos à tona. E THE INNKEEPERS conseguiu.
A força se concentrar na boa história e ótimos personagens, não quer dizer que as sequências de horror ficam em segundo plano! A maneira como se cria o suspense atmosférico cena a cena até a ruptura, quando o bicho pega prá valer, é de gelar a espinha! Até os sustos, explorados de maneira tão gratuita pelo cinema de terror atual, conseguem fazer sentido e aumentam o batimento cardíaco do espectador neste aqui.
A trama se passa no último fim de semana de um antigo e grande hotel que fechará suas portas por causa do baixo rendimento. Sabe-se da existência de uma alma perturbada que faz parte de uma antiga lenda que cerca o local e temos esse casal protagonista, os últimos funcionários do hotel, curiosos sobre assuntos paranormais, determinados a registrar alguma movimentação do além… é bem interessante esse lance dos personagens irem atrás de situações assustadoras para se divertirem do que fazer uma busca mais séria, mas sem descambar para o humor. Existe apenas um senso de diversão na determinação, especialmente por parte da mocinha (a excelente Sara Paxton), usando esses últimos momentos do hotel para encontrar evidências paranormais.
As sequências das descidas ao porão do hotel, por exemplo, são realmente assustadoras e dão uma sensação forte de claustrofobia. Fazem das cenas hiper-realistas de ATIVIDADE PARANORMAL um programa infantil. É a prova de que uma boa construção dramática de horror é muito mais eficaz e fascinante que essas tentativas de levar uma verdade falsa para a tela… por mais que eu não ache ruim essa série supracitada.
Enfim, não sei se THE INNKEEPERS chegou a passar nos cinemas ou foi lançado de alguma maneira por aqui, mas é um programa imperdível para quem curte exemplares que bebem da fonte sagrada do legítimo horror atmosférico.
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