12.6.09

Ainda sobre o velho Carpinteiro...

Filmografia em estrelinhas:

DARK STAR (1974) * * *
ASSAULT ON PRECINCT 13 (1976) * * * *
HALLOWEEN (1978) * * * *
THE FOG (1980) * * *
FUGA DE NOVA YORK (Escape from New York, 1981) * * * * *
O ENIGMA DO OUTRO MUNDO (The Thing, 1982) * * * * *
CHRISTINE (1983) * * *
STARMAN (1984) * * *
OS AVENTUREIROS DO BAIRRO PROIBIDO (Big Trouble in Little China, 1986) * * * *
PRÍNCIPE DAS TREVAS (Prince of Darkness, 1987) * * * *
ELES VIVEM (They Live, 1988) * * * * *
MEMÓRIAS DE UM HOMEM INVISÍVEL (Memoirs of a Invisible Man, 1992) * * *
BODY BAGS (1993), segmentos: GAS STATION * * *; HAIR * * *
À BEIRA DA LOUCURA (In the Mouth of Madness, 1994) * * * *
A CIDADE DOS AMALDIÇOADOS (Village of the Damned, 1995) * * * (Precisando urgentemente de uma revisão)
FUGA DE LOS ANGELES (Escape from L.A., 1996) * * * *
VAMPIRES (1998) * * *
FANTASMAS DE MARTE (Ghosts of Mars, 2001) * * *
MASTERS OF HORROR - CIGARETTE BRURNS (2005) * * * *
MASTERS OF HORROR - PRO-LIFE (2006) * *

CHRISTINE (1983), de John Carpenter

John Carpenter é um dos meus diretores favoritos, mas o único filme (para cinema) do homem que eu ainda não havia visto inteiro (apenas algumas partes na tv há anos) era esta ótima adaptação do livro de Stephen King sobre o carro (um Plymouth Fury 1958) possuído por um espírito maligno. Considerando a carreira do diretor, CHRISTINE é um filme menor, sem dúvida. Não vamos compará-lo com um THE THING ou FUGA DE NOVA YORK, mas ainda assim é muito divertido, e funciona perfeitamente como uma pequena obra de terror sem grandes pretensões. Entretanto, é inegável a força visual de Carpenter, com mão firme para orquestrar som e imagem de maneira única. Muita gente reclama que os personagens não são explorados ou que o diretor se perde na escolha do foco narrativo quando ocorre a transformação do nerd (o ótimo Keith Gordon) num moço arrogante e apaixonado pelo carro amaldiçoado. Mas é preciso muita má vontade para que esses detalhes estraguem o prazer de ver o filme.

11.6.09

VAMPYROS LESBOS (1971), de Jess Franco


Em 1971, o prolífico diretor Jess Franco realizou a sua versão do Conde Drácula, com Christopher Lee interpretando mais uma vez o papel do famoso vampiro. Naquele mesmo ano, não satisfeito em apenas contar a tradicional estória do célebre personagem, que, aliás, já estava bem desgastada com as tantas versões para o cinema, Franco resolveu botar a cuca para trabalhar e subverteu totalmente o livro de Stoker dando uma roupagem que tivesse mais relação com seu estilo cinematográfico e suas obsessões. Em outras palavras, muita sacanagem, nudez gratuita e psicodelia visual! Estamos falando de VAMPYROS LESBOS!

Neste clássico sexploitation, a estória transcorre no tempo presente (inicio da década de setenta, para ser mais exato), o obscuro conde Drácula se transforma em uma belíssima condessa, interpretada pela musa espanhola Soledad Miranda, que na época do lançamento do filme, já havia batido as botas, ainda muito nova, num acidente de carro. Renfield dá lugar a uma histérica senhorita num manicômio (Heidrun Kussin), o doutor/caçador de vampiros Van Helsing, não passa de um médico sem muita expressão (a não ser por lembrar um bocado o James Stewart bem velho), e por aí vai...

A trama, eu imagino, quase todos conhecem, mas Franco deu uma adaptada considerável ao seu gosto peculiar: Linda (Ewa Strömberg) e seu namorado Omar (Andrés Monales, aka Victor Feldman) vão a um Night Club onde acontece a apresentação erótica de uma misteriosa mulher, algo que impressiona extremamente a moça, que passa a ter pesadelos com a atriz performática.

Após alguns dias, Linda, que é, óbvio, agente imobiliária, vai a uma ilha à trabalho para acertar a papelada de uma compra de propriedade com a Condessa Nadine (Miranda), que, vejam só, se trata da mesma mulher dos sonhos! Que surpresa... Bom, o que Linda não sabe, mas o espectador mais espertinho já matou, é que Nadine é uma vampira. A condessa seduz Linda, as duas colocam as aranhas para brigar, e terminam com a mordida no pescoço.

A trama prossegue por este caminho, sempre abusando da nudez de suas atrizes, que é algo positivo, mas sempre num ritmo lento, quase parando, e a câmera do Franco em constantes zoons sem sentido e cansativos, mas que acabaram fazendo parte de seu estilo de filmar. Algumas cenas são muito bem elaboradas visualmente, como as apresentações no Club, com a Miranda exibindo toda graça e beleza, e ajuda um pouco a compensar as terríveis atuações, diálogos medíocres e a dificuldade de empurrar a estória cheia de furos e erros desta versão fajuta que o Franco criou, apenas para mostrar umas mulheres nuas se esfregando.

E deixo isso bem claro, porque VAMPYROS LESBOS é o típico filme para os fãs do sujeito que sabem enxergar que até uma tralha velha como esta aqui possui seu valor artístico. O próprio Franco é um diretor muito mais odiado que admirado, e isso é uma pena, porque entre seus duzentos filmes, dá para encontrar alguns realmente muito bons! E pelo amor de Deus, com duzentos filmes tem que ter algo que presta!

10.6.09

MILANO CALIBRO 9 (1972), de Fernando Di Leo

Como eu havia dito no post anterior, assisti, no fim de semana, a este espetáculo regido pelo Fernando Di Leo. MILANO CALIBRO 9 é um filme poderosíssimo, provavelmente o meu poliziesco favorito, e já nas cenas de abertura sente-se o peso da pancada: grupo de jagunço da máfia espancando, cortando e explodindo três indivíduos que participaram de uma transação de negócios cujo dinheiro desaparece misteriosamente. Onde foi parar a grana? Ninguém sabe. Mas suspeita-se que esteja com Ugo Piazza (Gastone Moschin), um sujeito que acabou de sair da prisão e jura pela sua mãe morta que não escondeu a mufunfa. A trama gira em torno deste pobre homem que quer apenas levar a vida na tranqüilidade, mas tem de prestar satisfações a um delegado (Frank Wolff) – que quer utilizá-lo como isca para atrair a bandidagem – e com o poderoso chefão mafioso (o americano Lionel Stander) – que só não o mata porque acredita piamente que o cabra escondeu o boró. E isso é mais que suficiente para que Di Leo construa seu pequeno épico poliziesco. Moschin está muito bem no papel do herói cheio de ambiguidade, mas quem rouba a cena é Mario Adorf, que lembra o Bruce Campbell um pouco mais gordo, ator impressionante que destrói num desempenho muito inspirado. Ele vive Rocco, o braço direito do chefão americano (que aliás, no filme é chamado de “Americano” mesmo). Fãs do cinema popular italiano ainda vão reconhecer várias figuras marcantes, como por exemplo o francês Philippe Leroy e claro, Barbara Bouchet, uma das mulheres mais belas que já pisou em frente às câmeras em toda a história do cinema! Ela vive o par romântico do protagonista, demonstrando que apesar da aparência de brutamonte cabeça dura, o sujeito é bem esperto. Ou não...

8.6.09

O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO (Terminator Salvation, 2009), de McG

Uaaaaah! Que vontade de escrever sobre este filme. Queria mesmo é falar sobre MILANO CALIBRO 9, do Fernando Di Leo, um Poliziottesco excelente que eu vi neste fim de semana e devo escrever alguma coisa sobre ele durante os próximos dias. Mas enfim, a preguiça de escrever sobre O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO não é nem pela qualidade, porque como filme de ação até compensa. Eu é que não tenho muito a acrescentar sobre tudo que já foi dito por aí.

Mas, vamos lá. Comparando com os outros filmes da série, este novo capítulo não chega nem no dedinho do pé dos dois primeiros filmes do James Cameron. Mas é superior ao terceiro, de 2003, dirigido pelo Jonathan Mostow. Contextualizando ainda mais no painel dos caça níqueis dos últimos anos, O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO não decepciona. E entre os blockbusters que eu vi este ano, fica atrás apenas do novo STAR TREK.

É óbvio que tudo isso é muito relativo. Vai ter gente achando um lixo total, mas o fato é que não é muito difícil considerar um filme como este entre os melhores filmes de ação do ano, levando em conta que 90 % das produções com fins lucrativos são extremamente medíocres. Vai da paciência, tolerância e expectativa de cada um. Eu, por exemplo, estava com a minha bem baixa porque detesto este McG. Mas deixe-me parar de divagar por aqui e começar a falar do filme, antes que o texto fique maior que o necessário.

O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO se passa no futuro apocalíptico previstos nos filmes anteriores, onde John Connor (Christian Bale) é um dos principais nomes da resistência dos humanos contra as máquinas que dominam o mundo. O filme explora o drama de Connor que, ouvindo as fitas deixadas por sua mãe, Sarah Connor (na voz de Linda Hamilton), tenta encontrar Kyle Reese (Anton Yelchin) para enviá-lo ao passado para proteger sua mãe, o que se estabelece um conflito psicológico extremamente complexo, já que Connor tem consciência de que aquele rapaizinho é seu pai.

Brincadeira! O filme não explora drama e conflitos psicológicos coisa nenhuma! O roteiro trata destes pontos de uma maneira tão superficial quanto um quadro de Mondrian. Tudo apenas para justificar cenas movimentadas de ação.

Outro personagem chave na trama é Marcus Wright (Sam Worthington), sujeito que em 2003 foi executado por assassinato, mas doou seu corpo para um projeto experimental. Acaba acordando em 2018 cheio de surpresas pra moçada que assiste ao filme, e que eu não vou contar. Mas vale ressaltar que seu personagem é bem bacana e rouba o filme do Bale, e talvez por isso este último tenha ficado tão nervozinho nos sets de filmagens...

A verdade é que o filme se divide entre duas linhas narrativas. Uma do personagem Marcus, que acorda em pleno mundo devastado de 2018, e isso é bem legal. E outra com o Connor, que é onde o entrecho se perde um bocado, mostrando o sujeito testando uma arma para destruir as máquinas ou com aquela preocupação na cabeça de onde andará seu pai ainda tão mocinho e indefeso nesse mundo violento, o filme só consegue se achar nas cenas de ação mesmo, e aí não estou nem um pouco preocupado com a falta de foco, quero ver explosões e tiro!

E nisto, acho que não tenho do que reclamar. Além de ser uma constante, McG surpreende com a segurança em que filma este tipo de sequencia, contando com a ajuda, é claro, do bom uso dos efeitos especiais e um excepcional trabalho de som! A cena do helicóptero caindo no início é sensacional, seguido de uma luta ferrenha entre Connor e um exterminador partido ao meio, mas que ainda assim dá um trabalho danado para o herói. Outra sequencia magnífica é aquela em que Marcus, Kyle e a menininha muda tentam escapar das “motos exterminadoras”, numa referencia ótima a MAD MAX II.

O final não consegue manter o mesmo nível do restante, mas ainda assim guarda boas sacadas, como por exemplo o boneco perfeito em CGI do Arnold Schwarzenegger de 1984. Uma coisa impressionante que me colocou para refletir sobre essa possibilidade e o futuro do cinema de alto orçamento. Hoje em dia pode-se fazer um filme com o Bruce Lee. Imaginem um DESEJO DE MATAR 6 com o Charles Bronson! Já é possível, pelo menos visualmente...

Finalizando, todo o elenco está muito bem para um filme como este, não dá pra ficar analisando interpretações a fundo, mas temos participação de um ator que eu gosto muito, Michael Ironside. Gostei de vê-lo na telona. O roteiro utiliza alguns elementos e frases dos filmes anteriores e até a música do Guns N’ Roses, que faz parte da trilha do segundo capítulo, aliás, o melhor da série e um dos grandes filmes de ação que o cinema concebeu. O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO pode não ser do mesmo nível, mas não afeta a integridade da saga.

3.6.09

COBRA (1986), de George P. Cosmatos

Escrever sobre um filme como COBRA pode ser uma perda de tempo – todo mundo já viu e já está careca de saber do que o filme se trata – mas como eu não estou tendo muito tempo pra ver a quantidade de filmes que eu gostaria (o último que eu vi foi justamente este aqui e já faz uns quatro ou cinco dias), vou tentar alguma coisa pra não deixar o blog paradão.

Além do mais, estamos falando de COBRA, sim, aquele filme que marcou a sua infância e a de muita gente que neste momento deve estar relembrando os tempos em que Stallone, Arnoldão, Van Damme e Steven Seagal (!) eram vistos semanalmente na TV aberta. E olha que eu nem preciso ir tão longe (também não sou tão velho, peguei o final dos anos 80 adiante e nesta época, estes caras aí foram os responsáveis pela minha formação em cinema de ação). Mas este tom nostálgico que envolve filmes e televisão eu deixo para o Leandro Caraça, que realmente consegue transmitir essa sensação com muito mais emoção em seu blog.

Para quem não sabe, Sylvester Stallone, inicialmente, seria o homem que daria vida ao policial Axel Foley em UM TIRA DA PESADA, de Martin Brest, tanto como protagonista quanto palpiteiro de roteiro, mas depois que o script acabou virando um banho de sangue, a Universal resolveu botar Stallone para enscanteio, contratando outros roteiristas e escalando Eddie Murphy que se consagrou justamente com este papel. A falecida, infelizmente, Cannon se interessou pelo material do “Garanhão Italiano” e começou a produzir, graças ao bom Deus, essa maravilha que hoje conhecemos.

Naquela época, Stallone não precisaria sair mendigando trabalho ou implorando para que algum estúdio comprasse seus roteiros. Ele já havia se firmado como um modelo de herói de ação dos anos oitenta desde RAMBO e o diretor do segundo filme da franquia, George P. Cosmatos, reuniu-se novamente com o ator pra realizar esta espécie de Rambo urbano, numa das minhas definições mais cretinas...

COBRA é um filme brutal e tem aquele tom fascista que compõe sua óbvia inspiração no filme de Don Siegel, DIRTY HARRY, com Clint Eastwood. A abertura é um delírio quando ouvimos a voz de Stallone relatando o número de assassinatos, estupros e etc por dia nos Estados Unidos, enquanto vira o trabuco em direção a câmera. Logo depois mostra um bando de motoqueiros que se reúne para ficar batucando com machados e outros objetos enquanto os créditos iniciais são apresentados.

Engraçado que no meio dos malucos batucando, eu reparei um tiozinho careca, usando um terno, segurando dois machados. Fiquei imaginando o porquê daquilo e que tipo de ser humano seria aquele de entrar num lugar desses vestido assim pra ficar batucando machados. Vai entender...

A primeira cena de COBRA mostra um psicopata adentrando um supermercado e fazendo todos os clientes de refém. A policia cerca o local, mas logo percebem que é preciso chamar o homem! Cobra chega em seu carro retrô, com óculos espelhados, luvas pretas, barba por fazer e mastigando um fósforo. Entra no supermercado com um ar totalmente cool, para na prateleira da cerveja e dá um gole. Em determinado momento, o bandido ameaça: “Vou explodir todo o lugar”, “Vá em frente, eu não faço compras aqui”, responde Cobra. Logo depois, outra pérola: “Você é a doença, eu sou a cura”. É uma ótima maneira de demonstrar o nível de pretensão esperado por aqui.

Aquele grupo de motoqueiros que eu citei ali em cima, do qual um dos membros é o tiozinho de blazer, na verdade, trata-se de uma seita que comete assassinatos que até agora não consegui entender os motivos. O filme não explica, mas apenas mulheres sozinhas, à noite, no escuro são assassinadas em prol da seita. Mas que seita é essa que mata mulheres indefesas? E pra que? Só se for uma seita gay com o objetivo de exterminar o sexo feminino. E quem diabos é aquele velhinho de terno batendo dois machados numa seita de motoqueiros??? Enfim, o roteiro é do Stallone, vamos relevar. O fato é que a história deve prosseguir e para isso, entra em cena a modelo fotográfica (a dinamarquesa Brigitte Nielsen) que testemunha um dos crimes e passa a ser alvo dos malfeitores. Cobra fica incumbido de proteger a moça dos malucos.

Mas isso também é só um pretexto pra cenas de ação, frases de efeito e muito suspense. Aliás, este é um tópico importante, porque para um filme de ação, as cenas em que “assassino principal” (Brian Thompson) tenta eliminar suas vítimas são de uma atmosfera intensa de terror e alguns elementos como luvas e objeto pontiagudos ajudam a reforçar o clima de giallo em determinados momentos. Só faltou mesmo sangue em abundância partindo dessas situações, detalhe que o filme resolve não mostrar.

Mas ainda temos muitas sequencias de ação como a perseguição de carro em alta velocidade, com Stallone em seu carro retrô, dando cavalo de pau no meio do transito pra poder atirar pra trás enquanto o carro realiza o giro completo e volta para a posição inicial sem diminuir a velocidade!

Assim como vários filme que acabam, de alguma forma, analisando a aplicação da lei de uma forma subvertida, COBRA, com o roteiro de Stallone, também faz a sua contribuição. Mas é um ponto que não se deve levar muito a sério por aqui, ou até deve. O ator/roteirista parece mais preocupado em criar uma figura que vomita frases como “nós os prendemos, os juízes os soltam”, sem que haja uma profundidade temática sobre o assunto, mas a falta de pretensão de Stallone às vezes é muito mais significativa do que milhares de exemplares com essa ambição.

Um dos momentos mais interessantes é no final, no confronto entre Cobra e o psicopata de Brian Thompson, que provoca o homem da lei dizendo que ele não pode matá-lo, mas quando for preso, será liberado, ou coisas do tipo. Claro que Stallone, em toda sua ética fascista, vai soltar uma frase de efeito como “Aqui é onde a lei termina... e inicia a minha”! Genial.

Sabemos que COBRA não é um filme perfeito e está longe de ser um dos melhores filmes ação ou policial dos anos 80 em termos de qualidade técnica. Mas com toda certeza você deve ter um lugarzinho especial dentro de você pra guardar a cobra. Eu não, eu guardo na prateleira, juntos com meus outros DVD’s!

MUDANÇA DE CASA

Depois de um feedback por aqui e na página do Dementia¹³ no facebook , resolvi tomar mesmo a decisão de fechar as portas por aqui e me muda...