18.1.09

ROCKNROLLA (2008), de Guy Ritchie

Sem tirar nem por, Guy Ritchie segue fazendo aquilo sabe, fiel ao seu estilo, doa a quem doer. Quem não gostou de seus filmes anteriores não é agora que vai passar a gostar. Mas quem gostou (como eu), vai se divertir mais uma vez com ROCKNROLLA, que pertence a mesma linha dos filmes que o “consagraram” (para o bem ou para o mal).

Inclusive o enredo possui o mesmo esquema: por trás de uma teia de tramas criminosas que se entrelaçam, há um objeto fetiche (o quadro da sorte de um gangster russo, neste caso) que passa de mão em mão entre os gangsters londrinos, um roqueiro drogado, uma contadora pilantra e etc. Tudo isso acompanhado pelo estilo videoclípico do ex-marido da Madonna que, vejam bem, funciona perfeitamente dentro da proposta.

A referencia principal de Ritchie é Tarantino, mesmo que os filmes de gangsters seja algo mais que clássico no cinema. Como eu disse, seus filmes sempre apresentam o cruzamento de histórias paralelas, mas continua acompanhando a escola do diretor de PULP FICTION com a trilha sonora espertalhona e o uso de violência em situações ridicularizadas sempre ao tom de um humor negro.

Em uma das melhores cenas de ROCKNROLLA acontece justamente isso. É a tentativa de um roubo onde três gangsters londrinos (um deles interpretado pelo spartano Gerard Butler) se deparam com dois russos que são verdadeiras máquinas e a situação acaba se desenrolando numa sucessão de gags tão violentas quanto engraçadas.

Além de Butler, e vários bons atores, o filme conta com a presença do grande Tom Wilkinson interpretando um bandidão estilizado. O filme é bem divertido, no final das contas, e mostra que Guy Ritchie é uma das únicas sombras do Tarantino que consegue manter um estilo próprio. O próximo filme do cara é Sherlock Holmes, com Robert Downing Jr. e Jude Law. Tem tudo pra ser uma nova experiência para o diretor, mas depois ele pode continuar fazendo o mesmo de sempre...

Obs: Tratando da filmografia de Ritchie, eu SEMPRE ignoro aquela porcaria que ele fez com sua ex-mulher.

14.1.09

últimos filmes...

O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (2008), de David Fincher: Era o meu favorito daquela premiaçãozinha cretina que ocorreu no último domingo, tendo em vista que GRAN TORINO e THE WRESTLER não concorreram ao prêmio principal. Mas este aqui também é muito bom, do mesmo nível que estes dois. Lógico que é infinitamente melhor que SLUMDOG (acho que já virei o maior detrator do filme do Danny Boyle). É uma espécie de conto de fadas para adultos, brilhantemente conduzido pelo David Fincher e com roteiro de Eric Roth (o mesmo de FORREST GUMP, e já até começaram as comparações entre os dois filmes...) adaptado de um conto escrito em 1922 por F. Scott Fitzgerald sobre um sujeito que nasce velho e vai rejuvenescendo na medida em que cresce. A partir dessa premissa bizarra, Fincher constrói uma trama riquíssima em detalhes que além de manter a atenção do público integralmente, consegue induzir a reflexão sobre o tempo e a morte (ou a vida). Me peguei pensando nessas questões ainda horas depois que filme havia acabado. A maquiagem e o visual são muito interessantes, um belo exemplar de como recriar mundos e corpos artificiais de maneira funcional. Haja photoshop!

MILK (2008), de Gus Van Sant: Este aqui também é outro que poderia estar entre as categorias principais, mas foi ignorado. Porque não é só de Sean Penn que o filme sobrevive. Claro que o sujeito está excelente interpretando Harvey Milk, o primeiro político assumidamente gay eleito nos Estados Unidos, mas a direção de Gus Van Sant também é ótima! É a mistura, que uma hora aconteceria, entre aquela linguagem experimental iniciada em GERRY com a convencional da época de GÊNIO INDOMÁVEL. Uma coisa de alto nível para o “padrão Hollywood”. Principalmente com a fotografia maravilhosa do Harris Savides. O elenco é de primeira e conta com James Franco, Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna e outros que também merecem destaque. A trama acompanha o protagonista desde a época em que decide mudar de vida com seu bofe, aluga um canto na Rua Castro (bem sugestiva), em San Francisco, e inicia modestas campanhas políticas, manifestações em favor dos direitos homossexuais até se tornar um político de verdade. É um bom panorama sobre o tema nos anos setenta nos Estados Unidos e Sean Penn está sensacional, mas ainda assim, prefiro o personagem mais humano de Mickey Rourke em THE WRESTLER.

A TROCA (2008), de Clint Eastwood: Como prometido, levei a minha pequena ao cinema. Só Não entendi qual foi a dos críticos em meter o pau neste filme. Na verdade, entendi sim, mas não concordo. O problema seria a falta de equilíbrio e o foco, já que no meio de uma trama nasce outra, talvez com maior peso que a primeira. Ok. Isso de fato acontece. Inicialmente, o filme trata de uma mãe (Angelina Jolie, demonstrando que pode ser ótima atriz quando trabalha com o diretor certo) cujo filho foi seqüestrado, acaba desconfiando que o garoto que a policia encontrou e “devolveu” não se trata da mesma criança que deveria ser seu filho. Aí surge uma história paralela, uma investigação policial sobre um serial killer de crianças, que obviamente faz ligação com a outra história. Bom, é certo que nas mãos de outro diretor, o filme seria uma bagunça cheia de excessos, mas estamos falando do velho Clint. O sujeito conduz da mesma forma segura, clássica, com força narrativa como em qualquer outro filme seu e tudo flui muito bem. As suas mais de duas horas de duração passam tranquilas e o resultado é um filme belíssimo. A diferença é que, se não me engano, é o primeiro filme com ponto de vista feminino na filmografia do Clint. Mas isso também não é problema algum...

11.1.09

THE WRESTLER (2008), de Darren Aronofsky

Continuando as falácias. Como disse há algum tempo atrás, o Mickey Rourke é um dos meus atores favoritos desde que comecei a acompanhar alguns filmes do cara dos anos 80. Rourke era um espetáculo atuando, algo que me lembra um Marlon Brando. Sério! É só assistir NOS CALCANHARES DA MÁFIA, CORAÇÃO SATÂNICO, O ANO DO DRAGÃO e muitos outros, pra perceber (ou não, o que é mais provável). E vou repetir: sempre achei que se não tivesse largado a carreira de ator pra seguir a de pugilista profissional, Rourke já teria roubado papéis de muitos oscarizáveis nos últimos anos. Mas agora não preciso mais pensar assim. O sujeito conseguiu se reerguer. E nossa! Como é bom ver novamente o velho Rourke atuando pra valer!

Todo mundo já deve saber o básico do filme, então vamos lá: Rourke vive aqui Randy 'The Ram' Robinson, um lutador de Luta Livre (é, aquela que é tudo de mentirinha) decadente que passa por maus bocados com a grana sempre apertada, saúde debilitada e problemas de relacionamento com a filha. A única coisa que sabe fazer e faz muito bem, é se apresentar nos ringues e dar um show de wrestler onde ainda possui um bom número de fãs, até porque este esporte também anda mal das pernas ultimamente. O filme acompanha integralmente a jornada de Randy, mas ainda sobra espaço para Cassidy, uma stripper interpretada pela Marisa Tomei, que está maravilhosamente linda e muito bem em sua personagem e que serve de apoio para Randy em alguns momentos.

Assistindo ao filme, me peguei pensando na dependência que essas pessoas têm do próprio corpo para sobrevivência. Randy só sabe subir num ringue e lutar – por mais que seja tudo falso, não deixa de ser um exercício físico desgastante – enquanto Cassidy exibe o seu para poder ganhar dinheiro. Mas é algo para se refletir com mais profundidade...

A direção de Aronofsky é muito boa. Sempre com a câmera na mão, seguindo de perto o protagonista, com edição fragmentada, me lembrou vagamente uma mistura de Lars Von Trier com Gus Van Sant, mas de forma mais comedida. É um filme muito simples, mas ganha o espectador pela carga poderosa da monstruosa atuação do Rourke, e ainda pela fotografia crua, a mão segura do diretor e nas escolhas que faz. Ah! E as cenas de lutas são demais, viscerais e realistas. Aronofsky aborda muito bem os bastidores deste esporte e ver Mickey Rourke dando uma de Ted Boy Marino é excelente! O sujeito põe pra quebrar nas coreografias da Luta Livre.

Rourke é o grande nome em THE WRESTLER, isso fica bem claro, e não vou ficar rasgando mais elogios para o cara. Já li algumas comparações entre a vida do personagem com a do próprio ator em relação à decadência e tal. Eu não vejo tanto assim. Se forçar, dá pra comparar, mas são situações completamente diferentes. O que importa é que ele retorna ao topo. Talvez tão alto quanto jamais esteve, e o velho Rourke merece.


Obs: E hoje teremos o Globo de Ouro, não que eu tenha obsessão por esses premiozinhos de merda, mas espero ver o trabalho do Rourke em THE WRESTLER sendo reconhecido mais uma vez. Ficaremos na torcida!

9.1.09

GRAN TORINO (2008), de Clint Eastwood

Falando em linguagem moderninha pós anos 90 (ver o post logo abaixo), estava conversando outro dia com o Daniel Dalpizzolo justamente como o Clint Eastwood e o John Carpenter parecem ser os últimos herdeiros de uma geração clássica da velha Hollywood. E pensando aqui comigo, se esses dois gigantes do cinema passassem dessa pra melhor, quais diretores assumiriam o seu lugar? Talvez nenhum, mas é engraçado como quanto mais maduro um cineasta se torna, mais perto de uma linguagem clássica ele chega. Nos últimos anos tivemos David Fincher com ZODIACO e Paul Thomas Anderson com SANGUE NEGRO, só pra ficar nos mais novos e reconhecíveis do grande público. Ainda não vi THE WRESTLER, mas já está me cheirando o filme mais maduro do Aronofsky. Mas deixo essa discussão para os comentários.

Vamos ao que interessa. Enquanto hoje, sexta feira, por um milagre divino, vai estrear A TROCA (o outro filme do diretor) aqui em Vitória, resolvi falar de GRAN TORINO. Não que tenha gostado mais de um ou do outro, mas é que ainda não assisti o primeiro, devo fazer isso na telona este fim de semana, acompanhado da patroa, que gosta de me impressionar falando dos filmes que vê comigo e desde QUANTUM OF SOLACE não a levo ao cinema. Mas nem por isso deixa de ver filmes. GRAN TORINO é um exemplo, e ela adorou, ou seja, o filme não é tão “pra macho” quanto aparenta ser no trailer e no cartaz. A coisa aqui carrega uma grande carga de sentimento e a forma como o humor é inserido no contexto é sensacional.

Mas o melhor é o Clint Eastwood em cena. Há alguns meses ele declarou que iria se aposentar das aparições em frente às câmeras, o que é uma pena, pois seu trabalho como ator parece estar cada vez melhor. Se em MENINA DE OURO aquele personagem melancólico e solitário já enchia os olhos, imagine então agora um melancólico, solitário, racista, arrogante, rabugento e mais uma infinidade de adjetivos. Se for mesmo seu ultimo filme, fechou com chave de ouro. A trama se concentra neste sujeito, interpretado pelo Clintão, um veterano de guerra que acabou de perder a esposa e agora vive solitário em sua casa observando a chegada de imigrantes orientais em seu bairro. Até que em uma noite, seu vizinho tenta roubar seu Gran Torino desencadeando uma série de acontecimentos que vão dar algum sentido na vida do sujeito.

Não vou ficar aqui fazendo análises profundas sobre as metáforas da obra, pois GRAN TORINO é rico em significados. Pode muito bem ser visto como um drama com toques de humor, mas é legal também assistir com um olhar mais reflexivo, reparando todas as camadas de sentidos, como racismo, religião, fraternidade, cultura, redenção, e vários ouros temas abordados. O roteiro de Nick Schenk flui com perfeição sob a direção do Clint que é excelente, clássica, poderia ter sido filmado nos anos 50 que não faria diferença alguma, sem afetações bestas, fotografia magnífica e com a distancia ideal. Nunca se desdobra pro cinema fetiche, o carro do protagonista que dá nome ao filme, por exemplo, é sempre filmado de longe sem a importância que vários diretores metidos dariam. O Danny Boyle filmaria cada centímetro daquele carro com câmeras acrobáticas, o Clint jogou uma lona por cima e foi fazer cinema.

5.1.09

SLUMDOG MILLIONAIRE (2008), de Danny Boyle

Já vou avisando logo que não gostei. SLUMDOG MILLIONAIRE é o típico filme que me cansa atualmente. Se o que o Danny Boyle fez aqui for cinema, então concordo que funk pode ser considerado musica! Ou seja, não deixa de ser filme, mas não tem nada de cinematográfico nessa linguagem irritante que não passa de um conjunto de videoclipes que vai pontuando a narrativa, e aqui isso acontece com excesso!

A história trata do rapaz que ficou milionário participando de uma espécie de Show do Milhão indiano, e mostra desde sua infância sofrida às duras penas até o momento em que vence o prêmio. É muita coisa pra pouco filme, acaba que esse longo percurso abordado seja resumido num carnaval "videoclíptico" de movimentos de câmera sem sentido, de uma edição rápida cujos planos e enquadramentos não possuem valor algum, é técnica pura, cinema que é bom, nada.

É a linguagem afetada de Danny Boyle, fazer o que? Parece que ele faz filmes pra estudantes de cinema preocupados em aspectos técnicos, mas de vez em quando ele acerta (COVA RASA, TRAINSPOTTING, EXTERMÍNIO).

Além de todo malabarismo de câmera/montagem e os momentos irritantes em que o filme se transforma em verdadeiros videoclipes, outro problema em SLUMDOG MILLIONAIRE é o roteiro, que possui diálogos fraquinhos cheio daquelas frases artificiais que simplesmente reforçam o interesse no Oscar, no “melhor” do padrão Hollywood de sucessos, se é que me entendem.

E lá pelas tantas, o filme começa a dar atenção às questões amorosas do personagem. Vira praticamente um final de novela, uma coisa muito nojenta de se acompanhar. No final eu já estava com sensação de ter jogado meu tempo no lixo. Mas tudo bem. Essa impressão é absolutamente minha e não é a intenção desanimar alguém, ainda mais por ser um filme bastante esperado, com certeza vai concorrer ao Oscar e vai agradar os cinéfilos moderninhos, então não deixem de ver e tirar a própria conclusão.

3.1.09

Dupla sessão: John Woo

Uma das promessas em 2009 é tentar assistir mais John Woo. Não só ele, na verdade, mas também o Clint Eastwood, Budd Boetticher, Jacques Tourneur, Castellari, Aldrich, ih! A lista vai longe...

HARD BOILED (92) já faz um tempinho que eu vi, então me dêem um desconto, ok? Vou apenas passar o que eu me lembro. Primeiro, a observação óbvia de que este é o ultimo filme que Woo dirigiu em Hong Kong antes de ir pra Hollywood. Minha opinião: não sou muito fã dos filmes americanos dele. O ALVO é regular (Van Damme de mullets!), A ULTIMA AMEAÇA é bonzinho, o único que eu gosto realmente é A OUTRA FACE, daí pra frente ou é porcaria ou não vi. Já os filmes de Hong Kong, vi pouquíssimos. Mas voltando ao HARD BOILED, que maneira de se despedir de sua terra natal! Puxa vida! É uma verdadeira obra prima do cinema de ação. O filme inteiro é frenético e Woo demonstra total maestria na composição de cada cena, enquadramentos, movimentação de câmera, slow motion, inclusive os fogos de artifício, a pirotecnia, parece tudo sobre controle. O final é uma doas coisas mais lindas do cinema de ação. Filmado dentro de um hospital em apenas 35 dias, sem story boards ou planejamentos burocrático, é uma verdadeira aula de arquitetura de imagem em movimento.

O outro que eu queria falar é o THE KILLER (89), que assisti recentemente. E também é uma belezura! Eu achei inferior a HARD BOILED, mas acho que só de dizer que é “inferior” a alguma coisa, eu já merecia uma paulada na cabeça. Digamos então que é menos maravilhoso que o outro. É um filme que faz questão de se concentrar nos conflitos psicológicos de seus protagonistas, um assassino sentimental e um policial com fortes laços de amizade com seu parceiro, ambos se confrontam e depois unem forças contra a Tríade. Alguns momentos o filme deságua num belo melodrama, mas ainda assim é tão frenético quanto o outro em termos de ação. O tiroteio final na igreja é espetacular, o ambiente lânguido, cheio de velas e pombos brancos sobrevoando o balé de corpos em tiroteios sangrentos em slow motion. Igreja, pombos, sim, ele repetiu essa mesma ambientação em A OUTRA FACE, mas aqui a coisa pega fogo com muito mais intensidade.

Os dois filmes têm em comum o lance dos personagens de lados opostos que se unem em cumplicidade para combater o mal. No primeiro, dois policiais (um deles infiltrado sem que o outro saiba); no segundo, assassino e policial depois de trocarem balas acabam se unindo como forma de compartilhar os sofrimentos do outro e lutar contra os bandidos. Duas formas interessantes e totalmente diferentes de contar a mesma história, tratar dos mesmos temas, com personagens similares... John woo poderia ter feito mais uns quatro, cinco filmes com essa mesma variação de argumento, provavelmente todos seriam geniais.

1.1.09

THE GAUNTLET (1977), de Clint Eastwood

Pra começar com o pé direito (nada contra os canhotos) o ano de 2009, este filmaço danado de bom da melhor época que o cinema americano de policial/ação viveu, dirigido e estrelado pelo Clintão, que pertencia à mesma laia que Charles Bronson, Steve McQueen, Lee Marvin, e muitos outros que chutaram bundas de bandidos no cinema... bons tempos (não vividos)... sou de 83, então só comecei a assistir os filmes desses caras, com consciência de quem eram, já nos anos 90.

Falando em McQueen, ele foi a primeira opção para viver o policial Ben Shockley em THE GAUNTLET, que depois foi parar nas mãos do velho Clint, e de lambuja a direção do filme, que, aliás, é muito boa. Não havia ainda a perspicácia magistral de hoje, mas como filme de ação é bem segura. Deixa muito claro que o sujeito não ficaria apenas mandando brasa em westerns ou interpretando variações do policial Dirty Harry, como é o caso de Shockley.

Hoje, um romance como AS PONTES DE MADSON (se bem que este já tem um bom tempinho) ou dramas mais densos como SOBRE MENINOS E LOBOS, são obras primas do cinema moderno americano sob o comando de Eastwood. Mas voltando ao THE GAUNTLET, a história trata do policial (Shockley) que recebe a missão de transportar uma testemunha de Las Vegas à Phoenix para um caso que aparenta ser banal. A testemunha é uma prostituta, interpretada pela Sondra Locke, que estava uma belezinha na época.

A coisa começa a pegar quando as aparências banais dão lugar a um esquema que consiste em eliminar tanto a testemunha quanto o próprio Shockley numa conspiração da máfia juntamente com a polícia. E por aí já dá pra ter uma idéia de como as coisas são encaminhadas, e o texto já ficou maior do que deveria e não quero ficar tomando o tempo de vocês neste início de ano! Mas valeria a pena destacar várias cenas, entre elas a chuva de balas em cima do ônibus perto do desfecho. Um dos grandes momentos do cinema de Clint Eastwood.


Obs: Essa arte para o pôster feita pelo Frank Frazetta não é mesmo sensacional?

MUDANÇA DE CASA

Depois de um feedback por aqui e na página do Dementia¹³ no facebook , resolvi tomar mesmo a decisão de fechar as portas por aqui e me muda...