15.12.08

e na revisão de RAMBO...

Ainda vai chegar o dia em que será reconhecido como obra-prima do cinema. E de quebra, vão perceber que Sylvester Stallone é um excelente ator.

13.12.08

JCVD (2008), de Mabrouk El Mechri

Jean Claude Van Damme, assim como Steven Seagal, Dolph Lundgren, Chuck Norris (e muitos outros), é desse tipo de ator que estabeleceu uma certa imagem dentro do cinema: dos homens de ação, atores sem talento que utilizam seus corpos em personagens vazios apenas para chutar bundas e metralhar vagabundos sem piedade. Mesmo que tudo isso não seja verdade, e vejam bem, não reclamo deste tipo de filme, sempre há aqueles exemplos divertidíssimos e o próprio Van Damme estrelou alguns que eu adoro, como CYBORG – O DRAGÃO DO FUTURO e SOLDADO UNIVERSAL.

Van Damme já passou por tudo nessa carreira. Teve altos e baixos, problema com drogas e etc. Em JCVD, o ator põe a cara a tapa para fazer uma análise não só da sua persona como estrela cinematográfica, mas como ser humano. O filme propõe mostrar este Van Damme feito de carne e osso (interpretando a si mesmo) reclamando que já está velho demais para realizar certas seqüências quando um longo plano seqüência de ação fica uma porcaria e é preciso fazer tudo de novo; um Van Damme solitário depois de ter perdido a guarda da filha em processos jurídicos; um Van Damme fracassado em sua carreira como ator, realizando filmes que vão direto para DVD...

Não é bom dissertar sobre a trama do filme, que é bem simples, mas bastante funcional em colocar Van Damme numa posição em que é obrigado a atuar, nem que seja com uma arma apontada na cabeça, mas que serve perfeitamente como veículo para que o sujeito expulse seus demônios, principalmente na melhor seqüência do filme, um monólogo impagável onde o ator, olhando diretamente para a câmera por quase sete minutos, submete-se a expor sua imagem com um tour de force impressionante em um filme que gira em torno dessa áurea.

12.12.08

Primeiramente gostaria de agradecer pelos comentários do último post. Para mim, foram de grande valor. Apresentei ontem minha monografia e passei com uma nota excelente.

Nesses últimos meses acabei assistindo poucos filmes e acumulei uma enxurrada de títulos baixados. Segue uma pequena amostra do que eu tenho aqui e pretendo ver nos próximos meses, aliviado...


9.12.08

Nesta próxima quinta, 11 de dezembro, às 20:00 horas, estarei defendendo minha tese de graduação.
Torçam por mim! =)

8.12.08

O VIZINHO (Lakeview Terrace, 2008), de Neil LaBute

Acho que ninguém vai assistir a este filme buscando algo mais que uma diversão boba e passageira que não ofenda o espectador. Até que O VIZINHO consegue atender a estas exigências, mas realmente não vai passar disso, principalmente pela mão pesada do Labute, tratando o material com uma seriedade que não precisava, além de outros motivos. Mas pelo menos temos Samuel L. Jackson pra salvar o dia no papel de um policial que transforma a vida de seus novos vizinhos um inferno.

O grande - e talvez único – atrativo de O VIZINHO é mesmo Jackson. Nada que não tenhamos visto antes em termos de interpretação, mas é divertido vê-lo à vontade em um personagem motherfucker racista, abelhudo e perturbado que se encarrega de dar ao filme alguns bons momentos de atuação e dramaticidade, já que o resto do elenco não é lá grande coisa e o roteiro frágil resulta em um filme bastante irregular e provavelmente nem funcionaria sem a presença de Jackson.

6.12.08

Top 10 Martin Scorsese

1. TAXI DRIVER (76)
2. TOURO INDOMÁVEL (80)
3. DEPOIS DE HORAS (85)
4. OS BONS COMPANHEIROS (90)
5. CAMINHOS PERIGOSOS (73)
6. CASSINO (95)
7. O REI DA COMÉDIA (82)
8. GANGUES DE NOVA YORK (02)
9. VIVENDO NO LIMITE (99)
10. ALICE NÃO MORA MAIS AQUI (74)

5.12.08

SPARROW (Man jeuk, 2008), de Johnnie To

É algo inusitado deparar-se com duas obras de peso, possíveis candidatos a melhores filmes do ano, na mesma semana. Pelo menos pra mim sempre foi e eu ainda não me recuperei de DEIXA ELA ENTRAR. Mas já era de se esperar que isso fosse acontecer quando coloquei pra rodar o novo filme de Johnnie To, que atualmente tem acertando todas. Não assisti quase nada anterior à ELEIÇÃO, mas a partir deste, o diretor vem destruindo com seu cinema singular cuja grandiosidade é proporcional à falta de pretensão de cada obra.

SPARROW é um desses casos. Uma pequena obra prima que passa a sensação de que o diretor e seu elenco estão se divertindo horrores com a brincadeira de filmar. E o publico sente isso na tela através da leveza dos planos, das referencias (uma espécie de PICKPOCKET, do Bresson, filmada por Demy), da manipulação temporal (eita, cigarro bem fumado!), da utilização magnífica do som, do espaço, principalmente quando os personagens interagem com a cidade ou no primor da coreografia na seqüência do “balé dos guarda chuvas”, uma das cenas mais sensacionais do ano.

Não sei se concordo com os amigos Herax e Leandro que afirmaram recentemente em seus blogs que Johnnie To é o maior diretor em atividade, mas com certeza ele está lá, entre os grandes da atualidade, isso não restam dúvidas.

MUDANÇA DE CASA

Depois de um feedback por aqui e na página do Dementia¹³ no facebook , resolvi tomar mesmo a decisão de fechar as portas por aqui e me muda...