28.6.13

UM POUCO DE EDWIGE FENECH PARA ALEGRAR A SEXTA...















 




Em homenagem ao meu amigo BLOB, que é tão Fenechmaníaco quanto eu.

18.6.13

BORN AMERICAN (1986)


Houve uma fase na carreira do diretor finlandês Renny Harlyn em que ele era apontado como uma das grandes promessas do cinema de ação. No entanto, já deu para perceber que o sujeito não conseguiu atingir o potencial que era aguardado, mas chegou a realizar alguns bons filmes. Nada muito profundo, mas muito sólido e sempre divertido, como é caso de DURO DE MATAR 2 e RISCO TOTAL. Hoje quero falar um pouco do seu primeiro trabalho, BORN AMERICAN, um filmeco de ação oitentista com certas peculiaridades...

Produzido com dinheiro americano e finlandês, BORN AMERICAN é estrelado por um jovem chamado Mike Norris. Sim, trata-se do filho do homem, do mito, Chuck Norris, tentando seguir os passos do pai. Nunca achei o velho Chuck carismático, o fascínio pelos seus filmes e pela figura que criou como herói de ação vale justamente pela ausência de variação expressiva e falta de talento dramático. Seu filho segue pelo mesmo caminho por aqui e constrói um personagem que também não possui carisma algum. A diferença é que é tão irritante que não dá para torcer por ele como herói. Aliás, os três personagens centrais são detestáveis, estúpidos e muito mal escritos.


São três amigos americanos que vão passar férias na Finlândia e resolvem atravessar a fronteira com a Rússia por mera diversão, se achando no direito de invadir território alheio, talvez uma alusão ao próprio Estados Unidos. Não demora muito são avistados pelo exército russo, perseguidos, capturados e trancados numa prisão de segurança máxima que faria uma penitenciária brasileira parecer um hotel cinco estrelas. A premissa é simplesmente excelente! Mas existem alguns detalhes que pegam pra cima de BORN AMERICAN.

Uma delas, como eu disse, é a falta de identificação com os protagonistas. Outra é como o filme carece um bocado de ação. Chega num certo ponto que eu já estava com o dedo coçando para apertar o botão fast forward... Há, de qualquer forma, dois ótimos momentos bem movimentados. O primeiro num pequeno vilarejo russo, muito explosivo e com direito ao Norris Jr. Dando alguns chutes em russos malvados; o outro é na fuga da prisão ao final, um tiroteiro frenético bem ao estilo dos anos 80. Há uma ideia GENIAL de um jogo de xadrez humano que ocorre dentro da prisão que é, infelizmente, ignorado. Aparece rapidamente numa cena, mas fico imaginando que poderia render bons momentos...


Mas há também um clima curioso que atravessa o filme, uma mistura de action movie americano dos anos 80 com a atmosfera pesada e o visual do cinema do leste europeu daquele período, estilo VÁ E VEJA, que é bem interessante, funciona muito bem. Em termos de ação, BORN AMERICAN não tem muito o que oferecer, mas no fim das contas é um exemplar um tanto singular que vale uma conferida, nem que seja para saber como o Harlin foi parar em Hollywood e entender porque o filho do Chuck não teve muito sucesso como herói de ação.