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Mostrando postagens de Setembro, 2010

TONY CURTIS

R.I.P.
1925 - 2010

GARRAS DE ÁGUIA (Talons of Eagle, 1992), de Michael Kennedy

Há poucas semanas o Osvaldo Neto deu uma dica preciosa de um site que está queimando o estoque e alguns DVDs originais estão na bagatela de 1,50 cada. Claro que eu não perdi a oportunidade e comprei algumas pepitas a esse precinho, entre eles este “clássico” da golden age dos filmes B americanos de artes marciais que marcaram o final dos 80 e início dos anos 90. GARRAS DE ÁGUIA traz Billy Blanks como um dedicado policial novaiorquino, obviamente especialista em artes marciais, que aceita a perigosa missão de ir a Toronto, no Canadá, juntar forças com um detetive local, ninguém menos que Jalal Merhi, e se infiltrar na organização criminosa por trás do tráfico de entorpecentes, comandada por Mr. Li, vivido por James Hong.


Os dois heróis precisam de alguma forma impressionar Mr. Li, que curiosamente financia um torneio de luta clandestina dentro de um armazém abandonado. Mas não fiquem pensando que vai ser moleza. Antes de entrar no torneio, os protagonistas passam por semanas de treiname…

MACHETE (2010), de Robert Rodriguez & Ethan Maniquis

texto com spoilers, estão avisados!

MACHETE é um dos filmes mais aguardados por um bocado de gente em 2010, com Danny Trejo finalmente protagonizando o seu próprio veículo, com muita ação exagerada, violento pra burro, cabeças e membros rolando o tempo todo, peitinhos desfilando na tela, uma bela homenagem estética ao exploitation americano dos anos 70 e um elenco de arrebentar para competir com OS MERCENÁRIOS! Ou seja, com todos esses ingredientes só poderia sair um filmaço, certo? ERRADO!
Não que o filme seja ruim, mas fiquei um pouco desapontado. Juro pela mãe do guarda que realmente possui tudo aquilo que citei, mas infelizmente MACHETE ficou só no divertidinho e olhe lá. O filme tem um sério problema de ritmo e o terceiro ato, justamente o grande clímax, a batalha final, é de um desleixo tão absurdo que quase estragou o restante! Robert Rodriguez parece tão cuidadoso com o seu filme quanto seria se tivesse que acordar cedo todo sábado para levar a sogra ao shopping
Só para o caso…

CHARLIE VALENTINE (2009), de Jesse V. Johnson

Não sendo dirigido por um desses sujeitos sem personalidade que tem assolado o cinema hollywoodiano atual, fica difícil para um fã de bons elencos resistir a um filme de gangster como CHARLIE VALENTINE, que conta com Raymond J. Barry, James Russo, Tom Berenger, Steven Bauer, Keith David, Dominiquie Vandenberg, Vernon Wells, Jerry Trimble e até Matthias Hues!!! Ainda que alguns deles façam apenas aparições do tipo “entra mudo e sai calado”, um enquadramento contendo várias dessas velhas figuras da velha guarda do cinema de ação já vale o filme inteiro.

E para nossa sorte, o diretor não é um desses pau-mandados qualquer. Trata-se do talentoso Jesse V. Johnson, que é simplesmente o responsável pelo melhor filme de 2010 lançado diretamente no mercado de vídeo até o momento: THE BUTCHER, com Eric Roberts. Jesse vem desenvolvendo uma espécie rara de cinema dentro do cerco independente americano, buscando sempre um processo de imersão no submundo do crime, protagonizado por gangsters maduros…

O ASSASSINO DE SHANTUNG (The Boxer from Shantung, 1972), de Chang Cheh

Comprei bastante DVD’s visitando as lojas e sebos no centro de São Paulo nesta última viagem. Estava na companhia do Takeo, que ficava fazendo suas recomendações. Acabei tendo que comprar uma bolsa só pra carregar pra casa a quantidade de DVD’s que adquiri. Então já sabem, tenho muitas pérolas pra ver e comentar aqui no blog (falo como se antes eu não tivesse... Esse vício de acumular filmes me consome)! Hoje conferi O ASSASSINO DE SHANTUNG, um dos maiores clássicos da Shaw Brothers, dirigido pelo genial Chang Cheh, e que o Herax já havia me recomendado há mais de um ano. É, demorei muito pra assistir, mas até que valeu a pena esperar para ter o DVD nacional em mãos, lançado pela China Vídeo. É simplesmente um puta filmaço!



Tendo em mente que se trata de uma espécie de SCARFACE das artes marciais, dá pra ter uma noção do que o enredo tem para oferecer. A trama aborda a típica história do sujeito do interior que vai à cidade grande em busca de uma vida melhor, acaba se envolvendo com o s…

LE CHOIX DES ARMES (1981), de Alain Corneau

Outro dia morreu também Alain Corneau e os fãs do cinema policial francês ficaram mais tristes. Não estou ainda nessa categoria. Quem me conhece sabe que eu sou fanático por filme policial, mas assisti a poucos exemplares do chamado cinema “polar” pra me considerar um fã, sou no máximo um admirador do gênero, mas um dia eu chego lá. Vi LES CHOIX DES ARMES em homenagem a Corneau, pra ver o que acontecia, e descobri um mestre, autêntico herdeiro de Jean Pierre Melville! Isso fica evidente logo nas primeiras imagens, quando o filme estabelece um ritmo cadenciado, com longos planos e ação anti-climática, e no decorrer da narrativa preocupa-se em expor o lado sentimental de personagens que compõem o submundo do crime francês.

A trama gira em torno de Mickey (Gerard Depardieu), que foge da prisão deixando um rastro de corpos e começa a importunar a vida de Noel (Yves Montand), um ex-gangster que agora vive tranquilamente em sua fazenda, cuidando de suas éguas, inclusive Nicole (Catherine …

IMAGENS INUSITADAS

Como prometido, aí estão as fotos tiradas com o mestre do horror nacional, José Mojica Marins, na minha passagem por São Paulo durante o Cinefantasy.






PORTO DOS MORTOS (2010), de Davi de Oliveira Pinheiro

Não queria ser o do contra, maaaas... fui dos poucos que não achou PORTOS DOS MORTOS ruim. Isso não quer dizer que seja uma coisa maravilhosa também, ou que eu vá agora fazer um discurso de defesa. O filme tem suas falhas, só que não estragaram a minha sessão. O argumento de que a expectativa era a de um filme de zumbis ao estilo Romero ou que o título engana pode até ser considerada, principalmente quando se trata de um filme muito aguardado como um zombie movie e que demorou dois anos para chegar ao público. No entanto, prefiro julgar a obra pelo que é, e não pela expectativa que foi criada. E a verdade é que PORTO DOS MORTOS tem uma visão muito pessoal do diretor e não dá lugar ao apelo popular para agradar as multidões. Não é um filme para se divertir, mas para sentir e refletir, mesmo que não funcione bem desta maneira em todos os momentos. A trama gira em torno de um policial vingativo que percorre as estradas de um universo pós apocalíptico em seu maverick preto e turbinado (d…

DEMENTIA 13 no feriadão: MISTURA DE GÊNEROS

JONES, O FAIXA PRETA (Black Belt Jones, 1974): Jim Kelly é o cara! No clássico OPERAÇÃO DRAGÃO, estrelado por Bruce Lee, era apenas um rosto desconhecido que conquistou a atenção do público com carisma, ótimos movimentos em cenas de lutas e um black power super cool. O diretor Robert Clouse percebeu algo no rapaz e em JONES, O FAIXA PRETA, seu trabalho seguinte, o escalou como protagonista, expandindo ainda mais o potencial do ator, que se tornou um ícone da blaxploitation!
A trama é fraca, mas é lógico que isso não conta. O que vale é a quantidade de cenas em que Jones arrebenta a fuça de vários bandidos - bem ao estilo Bruce Lee, com direito a gritinhos - e os pequenos detalhes e personagens que tornam o filme ainda mais imperdível. Vale lembrar que o diretor possui experiência com filmes de artes marciais, então os fãs não tem do que reclamar. Já nos créditos iniciais somos brindados com uma pequena obra prima dos filmes B: Jones lutando contra vários meliantes enquanto as imagens …

O HOMEM QUE BURLOU A MÁFIA (Charley Varrick, 1973), de Don Siegel

Aproveitei esses dias de folga para conferir algumas coisas interessantes. E a primeira a ser riscada da lista é essa maravilha do Don Siegel, diretor que eu só não virei fã até agora porque ainda não me comprometi com seu cinema de maneira correta. Só vi o básico: DIRTY HARRY (71), VAMPIROS DE ALMA (56), THE KILLERS (64, sensacional), FUGA DE ALCATRAZ (79)... o suficiente pra saber que preciso mesmo dar mais atenção para o sujeito, especialmente depois de CHALEY VARRICK, um filmaço, típico thriller policial setentista, com excelentes atuações e uma direção cuja única pretensão é ser o mais simples possível. E quando se trata de um mestre deste calibre, o “simples” me deixou babando do início ao fim. A cena inicial do assalto ao banco e que culmina na fuga de carro é uma puta aula de cinema. É a única sequência de ação movimentada do filme, que é todo estruturado num ritmo calmo, explorando ao máximo o desenrolar da trama, aprofundando nos personagens, etc. O roteiro sem firulas, reple…