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Mostrando postagens de Outubro, 2009

PARANORMAL ACTIVITY (2007), de Oren Peli

Ontem assisti, de luzes acesas, a este terror que vem levantando as sobrancelhas do público americano. O filme é de 2007, mas só agora teve seu lançamento comercial. Tá certo que eu sou um bunda mole medroso em se tratando de alguns temas, principalmente o de PARANORMAL ACTIVITY que mexe com espíritos malignos e demonismo, coisas que eu realmente acredito. A narrativa é mais uma vez mostrada através uma câmera caseira, no estilo REC e ClOVERFIELD, linguagem que já está enchendo a paciência, mas ao final eu não consegui imaginar o mesmo resultado filmado de outra maneira. De modo convencional poderia até ser melhor, ou pior, mas não seria a mesma coisa. A trama é sobre um casal que compra uma câmera para tentar registrar os acontecimentos estranhos que vêm ocorrendo durante a noite. O homem, totalmente cético, trata o assunto de maneira lúdica, já a moça tenta levar a situação, mas sofre bastante com isso, e a cada noite a coisa vai piorando. Começam com ruídos, portas se mexendo, até …

TORSO (I Corpi Presentano Tracce di Violenza Carnale, 1973), de Sergio Martino

TORSO é sem dúvida uma das experiências mais bacanas com o gênero giallo que eu já tive! A trama é bem simples e com certeza você já deve ter visto um milhão de filme com a mesma premissa, mas e daí? É a filosofia da forma superando o conteúdo o que nós temos aqui! A primeira metade da estória se passa dentro de um campus universitário, onde se inicia uma série de misteriosos assassinatos envolvendo mulheres em "situções picantes", se é que me entendem. Depois, o grupo de belas protagonistas - quatro jovens amigas - vai passar o fim de semana num casarão isolado em uma pequena vila no interior da Itália e, obviamente, o perigoso assassino com suas luvas pretas vai marcar presença para fazer a festa dos fãs do gênero. Martino filma muitíssimo bem, ainda não havia atingido ao máximo seu estilo sofisticado presente em filmes posteriores, mas realiza tudo de uma maneira pura, grosseira, genial, e não poupa o público de assassinatos violentos regados com bastante groselha! Aprove…

TOP 10 - anos 50

Desta vez eu que me atrasei em relação aos meu colegas Vlademir e Daniel, que postaram suas listas primeiro... Mas está aí os meus 10 preferidos da década de 50, um filme para cada diretor e em ordem de preferência.

1. NO SILÊNCIO DA NOITE (In a Lonely Place, 1950), de Nicholas Ray
2. CAPACETE DE AÇO (Steel Helmet, 1951), de Sam Fuller
3. A MARCA DA MALDADE (Touch of Evil, 1958), de Orson Welles
4. ONDE COMEÇA O INFERNO (Rio Bravo, 1959), de Howard Hawks
5. JANELA INDISCRETA (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock
6. RASTROS DE ÓDIO (The Searchers, 1956), de John Ford
7. CREPÚSCULO DOS DEUSES (Sunset Boulevard, 1950), de Billy Wilder
8. GLÓRIA FEITA DE SANGUE (Paths of Glory, 1957), de Stanley Kubrick
9. VAMPIROS DE ALMAS (lnvasion of The Body Snatchers, 1956), de Don Siegel
10. BALDE DE SANGUE (A Bucket of Blood, 1959), de Roger Corman

ZINGU!

Edição de aniversário da ZINGU!, com especial sobre Carlos Reichenbach. Imperdível, cambada!

TALES OF AN ANCIENT EMPIRE - Clip 3

Como podem ver, eu praticamente me tornei um representante do Albert Pyun no Brasil, hehehe! E este aqui é o terceiro trecho que ele me mandou de TALES OF AN ANCIENT EMPIRE. Segundo ele, é um teste pra saber se a cena está muito escura ou se está legal...



Em breve vou postar comentários sobre alguns filmes antigos dele que eu tenho aqui para ver. Aguardem cambada!

GROTESQUE (Gurotesuku, Japão, 2009), de Kôji Shiraishi

Pelo título já dá pra ter uma noção das intenções deste filme que o Takeo indicou, a de testar até onde o estômago do espectador aguenta! Seguindo essa filosofia ao extremo, somos apresentados a um fiapo de estória sobre um casal, que acabou de realizar o primeiro encontro, seqüestrado e torturado brutalmente para satisfazer os prazeres de um sujeito completamente louco, mas aparentemente comum, tranquilo, que poderia ser confundido com um vizinho seu.
O problema de GROTESQUE é que como narrativa ele é muito frágil ao ponto de incomodar àqueles que precisam de uma estória que, no mínimo, desperte um certo interesse ou que crie uma identificação com os personagens envolvidos para embarcar na trama. Aliás, trama é apenas um detalhe que o diretor/roteirista Kôji Shiraishi realmente não está preocupado. O negócio dele é sangue! Membros mutilados, atrocidades físicas e psicológicas, muito gore!

E é neste ponto onde o filme concentra suas forças. Pensem em um JOGOS MORTAIS versão hardcore, s…

UMA BALA PARA O GENERAL (El Chuncho, Quien Sabe?, 1966), de Damiano Damiani

Nada melhor que fechar o sabadão com um Spaghetti Western arrasador! Sabe aquele filme ou diretor que você sempre ouviu todos os amigos comentarem que é muito bom, que todas as resenhas que você lê sempre são positivas e percebe que está dando mole e ainda não viu uma das obras fundamentais de algum gênero que gosta? Pois então, é exatamente o meu caso com UMA BALA PARA O GENERAL, de Damiano Damiani. Não sei porque não havia assistido antes!
Trata-se de um exemplar do mesmo subgênero de VAMOS A MATAR COMPAÑEROS, que postei aqui no blog outro dia, o Zapata Western, filmes sobre revolução mexicana, etc. UMA BALA PARA O GENERAL transcorre justamente neste universo do México revolucionário e conta a estória de um jovem americano que se junta a um grupo de revolucionários, liderados por Chuncho, e ajuda na peleja contra as autoridades e no tráfico de armas entre os rebeldes. A princípio, o que o gringo parece almejar é dinheiro, mas a ambiguidade de seu olhar e da forma de agir conota objet…

4º Cinefantasy – Festival Curta Fantástico

SPL: SHA PO LANG (2005) & FLASH POINT (2007), de Wilson Yip

Ontem à noite acabei fazendo algo que nem eu mesmo estava esperando, principalmente pela falta de tempo que me assola nos últimos meses e não me permite o prazer de sentar ao sofá em plena quinta-feira para assistir a um mísero filme. Mas sobrou um tempo, comecei a ver FLASH POINT, filme policial de ação cuja porradaria come solta e que alguns amigos haviam dito que valia a pena uma conferida. Só que depois da sessão me deu uma vontade imensa de rever SPL: SHA PO LANG, do mesmo diretor, e aí pronto, quando percebi tinha feito uma dobradinha fantástica do Wilson Yip/Donnie Yen...

Donnie Yen é um ator muito carismático e nos dois filmes encarna personagens muito similares. Em FLASH POINT ele interpreta o típico policial casca-grossa que o companheiro Luiz Alexandre definiu muito bem como o “Dirty Harry chinês”. A trama é bem simples, objetiva e, a princípio, flerta um bocado com a trama de CONFLITOS INTERNOS e OS INFILTRADOS. Depois resolve se enveredar pelo clichê das testemunhas assas…

LISA AND THE DEVIL (Lisa e il diavolo, 1974), de Mario Bava

LISA AND THE DEVIL é uma entre tantas obras primas de um dos meus diretores favoritos. Mas antes de entrar nos detalhes do filme e descobrir porque este delirante trabalho de Mario Bava é tão bom, é interessante conhecer um pouco sobre as duas versões que rolam por aí.

Uma delas, o produtor Alfredo Leone, numa tentativa de picaretagem habitual desses italianos, tentou aproveitar o sucesso do recém lançado O EXORCISTA, de William Friedkin, e resolveu inserir por conta própria algumas cenas de um padre (interpretado por Robert Alda) realizando a tarefa de tirar o tinhoso do corpo de alguma personagem (não sei exatamente qual, porque eu não vi esta versão).

Parece que aproximadamente 15 minutos do original dirigido pelo Bava haviam sido cortados para as novas cenas se encaixarem. Acredito que essa profanação à obra do diretor de RABID DOGS não tenha resultado em algo melhor que a versão integralmente dirigida por ele, e é esta a versão vista por mim e que irei comentar adiante. Quem quis…

A POLÍCIA INCRIMINA, A LEI ABSOLVE (High Crime, 1973), de Enzo G. Castellari

Tempo cada vez curto para colocar as idéias em forma de texto, mas pra não deixar o blog parado em relação ao que tenho assistido ultimamente, vamos de resenhas curtinhas mesmo, na correria e do jeito que ficar, ficou. E na verdade são poucos os títulos que ando vendo. O último foi no domingo passado, este sensacional exemplar de policial italiano, dirigido pelo grande Enzo G. Castellari. Não sou tão especialista no gênero quanto o amigo Rogério Ferraz, e outros compañeros de guerra, mas o sujeito, sem dúvida alguma, é um dos maiores nomes dos polizieschi, e justamente HIGH CRIME é considerado a inauguração do estilo, claramente inspirado em OPERAÇÃO FRANÇA, de Friedkin. Se foi mesmo o primeiro filme, os amigos com mais conteúdo podem confirmar e acrescentar mais informações nos comentários.

Sobre o filme, é cinema de primeira linha, inovador e ousado, ao mesmo tempo grosseiro, brutal, rude, Franco Nero inspirado com uma atuação marcante que me chamou muito a atenção. O ator Fernando …

A ILHA DOS HOMENS PEIXES (L'isola degli uomini pesce, 1979), de Sergio Martino

Já faz um tempinho que vi este aqui. E embora o italiano Sergio Martino tenha uma reputação reconhecida pelos seus elegantes gialli, até que era um diretor bem diversificado e transitou por quase todos os gêneros do cinema popular italiano. A ILHA DOS HOMENS PEIXES, realizado ao final da década de 70, é um belo exemplar dessa sua diversificação, uma mistura de ficção científica, terror e seriados de aventura dos anos 30, com um tom de Ilha do Dr. Moreau, e para quem é fã deste tipo de material, a diversão é garantida.
O filme transcorre no fim do século XIX, quando, a caminho de uma prisão localizada numa ilha, um navio que transportava os presos acabou afundando, deixando apenas sete sobreviventes, entre os quais seis são prisioneiros e o outro é o médico da embarcação, Claude de Ross, vivido por Claudio Cassinelli. Numa certa noite, depois de algum tempo à deriva, o bote salva-vidas se choca contra umas rochas e os sobreviventes são naturalmente levados a uma ilha que estava no meio…

TALES OF AN ANCIENT EMPIRE

Albert Pyun me mandou por email um primeiro trecho de seu novo filme, TALES OF AN ANCIENT EMPIRE, uma aventura de fantasia que tem no elenco Kevin Sorbo, Val Kilmer, Christopher Lambert, Olivier Gruner, entre outros. O link para a cena está logo abaixo do poster.

Aproveitem, fãs de cinema classe B, porque isso é exclusividade!

trecho do filme

BASTARDOS INGLÓRIOS (Inglourious Basterds, 2009), de Quentin Tarantino

O novo filme do Tarantino é uma coisa absolutamente linda e é uma pena ver uma parcela da “crítica especializada” metendo o pau, catando defeitos e colocando adjetivos que o filme realmente não merece... mas não vou ficar bancando de advogado, porque outros já fizeram de forma muito mais eficaz do que eu faria, e putz, filmezinho difícil de escrever no impulso, no calor da primeira conferida! É muita coisa transbordando na tela. Por enquanto, fico naquela de que se trata de cinema da mais pura qualidade, um Tarantino no auge da sua maestria como cineasta, no rigor estético e na direção firme, mas ainda sem vergonha, sem medo algum de experimentar (inclusive em modificar a história escrita nos livros sobre a Segunda Guerra Mundial), feito da forma que tem que ser feito.

O filme inteiro é estruturado por capítulos definidos, e me chamou muito a atenção a forma que Tarantino prepara certas sequências com uma lentidão fora do comum, trabalhando um puta diálogo sempre muito bem escrito, qu…

O próximo FERRARA promete!

O nome do próximo trabalho de Abel Ferrara será GAME OF DEATH, um filme de ação cuja trama será centrada num guarda-costas de um famoso político que descobre os planos de um assassino planejando matar seu patrão.

Mas isso é o de menos. O melhor de tudo é o ator escolido para estrelar a nova produção do diretor de VÍCIO FRENÉTICO. Ninguém menos que este sujeito da foto aí em baixo.

Já estou até com um sorrisão só de imaginar este filme!

TOP 10 anos 60

Mais uma listinha injusta...

1. O DESPREZO (Le Mepris, 1963), Jean Luc Godard
2. TRÊS HOMENS EM CONFLITO (The Good, the Bad and the Ugly, 1966), Sergio Leone
3. PAIXÕES QUE ALUCINAM (Shock Corridor, 1963), Samuel Fuller
4. A HORA DO LOBO (Vargtimmen, 1968), Ingmar Bergman
5. OPERAZIONE PAURA (1966), Mario Bava
6. À QUEIMA ROUPA (Point Blank, 1967), John Boorman
7. OS OLHOS SEM ROSTOS (Les Yeux Sans Visage, 1960), Georges Franju
8. MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch, 1969), Sam Peckinpah
9. O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962), John Ford
10. BLOW UP (1966), Michelangelo Antonioni

12 HOMENS E UMA SENTENÇA (12 Angry Men, 1997, TV), de William Friedkin

Ontem à noite assisti, pela primeira vez, a versão do William Friedkin de 12 HOMENS E UMA SENTENÇA. Sempre tive preconceito com essa refilmagem por achar desnecessária, pela consideração que eu tenho pelo original do Lumet, mesmo sendo realizada por um dos meus diretores americanos favoritos. Mas sentei no sofá, liguei a TV apenas para dar uma rápida zapeada e estava começando no TC Action. Simplesmente não consegui levantar do lugar até a subida dos créditos.

É um belíssimo trabalho! A estória permanece exatamente a mesma, mas todos os três elementos fundamentais que funcionaram na primeira versão estão em perfeita harmonia aqui. O puta texto, adaptado por Reginald Rose, que também é o autor do roteiro original de 57, desta vez muito mais ácido, com discursos mais explícitos; o elenco sensacional com Jack Lemmon vivendo o papel que pertencia a Henry Fonda, e um excepcional George C. Scott encarnando o mesmo personagem de Lee J. Cobb do original. Fora o restante da trupe, Armin Mueller…

ANTICRISTO (Antichrist, 2009), de Lars Von Trier

Taí o novo filme do Lars Von Trier, esse dinamarquês maluco que sempre divide as opiniões do público diante de suas obras. Infelizmente não estreou nos cinemas daqui, então tive de apelar mesmo para os meus recursos do submundo, mas tudo bem. E se minhas expectativas estavam lá em cima com todo o bafafá que quase sempre rola com seus filmes, tudo se superou! Las Von Trier só confirma que ainda é o grande diretor que eu enxergava em seus filmes anteriores e ainda possui a mesma facilidade de me surpreender com poder de suas imagens.

Segundo o diretor, o roteiro de ANTICRISTO foi desenvolvido apenas como um exercício de escrita, depois de ter passado por uma forte crise de depressão. A influencia de seu estado de espírito no processo criativo é muito forte: ele explora o gênero do terror psicológico para narrar a estória de um casal que fica arrasado com a morte do filho pequeno e acaba se refugiando em sua cabana isolada no meio da floresta, a qual é chamada de Éden, como tentativa de…

Dia da Fúria: outubro e novembro são os meses de JOHN WOO

A ORGIA DA MORTE (The Masque of the Red Death, 1964), de Roger Corman

Demorou um bocado para a Academia reconhecer o quão Roger Corman é importante e representativo para o cinema. Finalmente em 2010 o homem vai receber um Oscar honroso pela contribuição a esta arte que tanto adoramos. E ele merece isso por vários motivos, um desses é por possuir o nome definitivo no que confere às adaptações das obras do escritor de mistério Edgar Allan Poe.

Segundo Corman, a princípio ele realizaria para a American International Pictures apenas A QUEDA DA CASA DE USHER, em 1960. Como o filme foi muito bem recebido, acabaram solicitando outras adaptações do escritor americano. O próprio diretor disse em entrevistas que ficara na dúvida entre The Pit and the Pendulum e The Masque of the Red Death, mas acabou escolhendo o primeiro, pois havia acabado de assistir ao SÉTIMO SELO, e achou que o filme de Bergman possuía muitas semelhanças com o segundo. Depois disso, Corman acabou fazendo a série de filmes inspirados em Poe que todos nós conhecemos e sempre ficava na dúvida …