Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2009

VAMOS A MATAR, COMPAÑEROS (1970), de Sergio Corbucci

Eis aqui um belo exemplar comprovando o que muita gente fala, mas poucos acreditam. Sergio Leone merece ser reconhecido como um gênio do spaghetti western, mas não só ele! Existe uma lista de bons nomes que mereciam estar no topo junto com o diretor de ERA UMA VEZ NO OESTE, mas geralmente são esquecidos pela crítica e pelos cinéfilos mais jovens (aliás, os cinéfilos mais jovens se interessam por cinema popular italiano?).

Sergio Corbucci é um desses renegados e VAMOS A MATAR COMPAÑEROS é uma das mais fundamentais obras do gênero! O filme é também um perfeito representante do Zapata Western, uma ramificação dentro do Spaghetti Western, tratando de assuntos mais políticos que exploram a revolução mexicana. Outro bom exemplo deste sub-sub-gênero é QUANDO EXPLODE A VINGANÇA, do Leone.

VAMOS A MATAR COMPAÑEROS apresenta o traficante de armas sueco Yolaf Peterson (Franco Nero!) que chega ao vilarejo de San Bernardino com um vagão de trem lotado de armas e munições para vender aos revolucioná…

TOP 10 anos 70

Este aqui foi um tremendo sofrimento. Tanta coisa boa de fora... Mas listas são assim mesmo, amanhã eu já posso olhar com cara feia e querer mudar tudo. Enfim, no mesmo esquema, apenas um filme por diretor, em ordem de preferência:

1. O ESPÍRITO DA COLMÉIA (El Espíritu de la Colmena, 1972), Victor Erice
2. TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA (Bring me the Head of Alfredo Garcia, 1974), Sam Peckinpah
3. TWO-LANE BLACKTOP (1971), Monte Hellman
4. ATO FINAL (Deep End, 1971), Jerzy Skolimowski
5. A MORTE DE UM BOOKMAKER CHINÊS (The Killing of a Chinese Bookie, 1976), John Cassavetes
6. PRELÚDIO PARA MATAR (Profondo Rosso, 1975), Dario Argento
7. QUANDO EXPLODE A VINGANÇA (Giù la testa, 1971), Sergio Leone
8. PROFISSÃO: REPÓRTER (Professione: Reporter, 1975), Michelangelo Antonioni
9. TAXI DRIVER (1976), Martin Scorsese
10. RABID DOGS (Cani arrabbiati, 1974), Mario Bava

FIVE DEADLY VENOMS, aka Five Venoms (Wu Du, 1978), de Chang Cheh

Ainda não sou um expert nos filmes de artes marciais como alguns companheiros, mas aos poucos vou riscando alguns títulos da minha longa lista passando a realmente conhecer algumas pérolas do gênero, como FIVE DEADLY VENOMS, por exemplo, um grande filme de kung fu cujo destaque se deve ao bom roteiro que justifica a maioria das lutas absurdas que ocorrem durante a projeção e cria com enorme cuidado personagens interessantes com muito mais espessura que o habitual neste tipo de filme. Além, é claro, das cenas de luta muito bem realizadas.

Produzido pelos irmãos Shaw, o filme inicia com um velho mestre de artes marciais, já nas últimas, pedindo para que seu último discípulo tente localizar seus cinco ex-alunos, cada um dos quais ele ensinou um estilo único e especial de kung fu: o estilo da serpente, da centopéia, escorpião, lagarto e do sapo. Seu aluno atual conhece todos os cinco estilos, mas não domina nenhum, mesmo assim a sua missão é justamente descobrir se há entre estes ex-alun…

TOP 10 anos 80

Não pensei que fosse encontrar tanta dificuldade em escolher apenas 10 filmes para uma lista dos anos 80 (e eu acho que vai piorar na década de 70). Mas depois de sacrificar alguns filmes que eu adoro, a relação acabou refletindo bastante meu gosto atual - principalmente com os três últimos da lista. Apenas um filme por diretor, em ordem de preferencia:

1. ERA UMA VEZ NA AMÉRICA (Once Upon a Time in America, 1984), Sergio Leone
2. VIDEODROME (1983), David Cronenberg
3. UM TIRO NA NOITE (1981), Brian De Palma
4. O ENIGMA DE OUTRO MUNDO (The Thing), John Carpenter
5. AMANTES (1984), John Cassavetes
6. AGONIA E GLÓRIA (The Big Red One, 1980), Samuel Fuller
7. PORTAL DO PARAÍSO (Heaven's Gate, 1980), Michael Cimino
8. VIVER E MORRER EM LOS ANGELES (To Live and Die in L.A., 1985), William Friedkin
9. A MARCA DA CORRUPÇÃO (Best Seller, 1987), John Flynn
10. THE KILLER (Dip huet seung hung, 1989), John Woo

GIALLO (2009), de Dario Argento

Se fosse realizado nos anos 70, GIALLO não teria nada de especial, seria apenas um bom suspense policial em meio às tantas obras primas que o cinema italiano apresentou no período. Mas no contexto atual, o novo filme de Dario Argento é tudo aquilo que se espera da discreta proposta de retornar às origens de um gênero estuprado por jovens cineastas – americanos, na grande maioria – e que atualmente vem tentando se revitalizar com alguns bons exemplos aqui e ali. O filme continua não tendo muito de original, mas Argento consegue provar que é possível fazer um excelente trabalho, à moda antiga, sem a frescurada de montagens espertinhas ou efeitos especiais em CGI (como o próprio Argento havia errado a mão em A MÃE DAS LÁGRIMAS).

Apesar do nome, GIALLO não possui os elementos necessários para fazer parte do subgênero que o diretor ajudou a consolidar na Itália nos anos 70 e 80, e qualquer um com o mínimo de desconfiança sabe que é praticamente impossível fazer um legítimo giallo nos dias…

TRÊS HOMENS, UMA LEI (Il bianco, il giallo, il nero, 1975), de Sergio Corbucci

Arrumei este aqui em VHS por 0,99 mangos numa locadora cuja promoção dizia o seguinte: “alugue e não devolva nunca mais!”. Então beleza! Acabei descobrindo depois que TRÊS HOMENS, UMA LEI é o mesmo filme lançado em DVD no Brasil pela Ocean Pictures com o título O ÚLTIMO SAMURAI DO OESTE.

Para quem não conhece nada sobre o filme, o básico do enredo trata de três personagens completamente diferentes que se unem em uma aventura em busca de um raro pônei japonês que fora sequestrado por um bando de malfeitores exigindo uma gorda quantia para o resgate.

Temos então o policial Black Jack Gideon, vivido pelo grande Eli Wallach, o eterno Tuco de TRÊS HOMENS EM CONFLITO, o bandido bonzinho na pele do astro do faroeste spaghetti Giuliano Gemma e Sakura, o assistente de um samurai que faz de tudo para honrar o nome de seu mestre tentando recuperar o pônei sequestrado. E quem encarna a figura é ninguém menos que o cubano Tomas Milian, de longe o melhor em cena, engraçadíssimo.

O filme não é dos me…

Reaproveitamento...

Dois textinhos antigos, que foram utilizados numa outra oportunidade, achei jogado num canto do meu computador, resolvi reaproveitá-los...
IMAGENS DE UM CONVENTO (Immagini di un Convento, 1979), de Joe D'Amato

Joe D’Amato é um cara legal. Quem já viu ou ouviu falar de seus filmes, sabe muito bem a razão (lógico, funciona se você for fã de cinema extremo, se não, nem se arrisque). Seus filmes normalmente são recheados do que há de mais pervertido, sádico e violento que o cinema teve a ousadia de mostrar.

IMAGENS DE UM CONVENTO não fica atrás, além de ter todos os elementos perturbadores que fazem parte do catálogo de D’Amato, ainda possui um roteiro interessante e uma fotografia trabalhada, obviamente dentro dos padrões financeiros da produção, já que seria difícil arranjar alguma grande companhia para financiar um filme que profana os conceitos da igreja católica, mostrando freiras sedentas de sexo, muita sacanagem e uma cena de estupro com sexo explícito.
Como de costume em um nunsp…

Leitura obrigatória recomendada

TOP 10 anos 90

Há um ano, mais ou menos, fizemos (eu, Vlademir e Daniel) uma série de listas de filmes preferidos por década. Não sei, mas acho que já chegou a hora de dar uma atualizada. De qualquer forma aí vai o meu top 10 da década passada, em ordem de preferência, um filme por diretor:

1. CRASH (1996), David Cronenberg
2. OS IMPERDOÁVEIS (Unforgiven, 1992), Clint Eastwood
3. FOGO CONTRA FOGO (Heat, 1995), Michael Mann
4. CURE (1997), Kiyoshi Kurosawa
5. O PAGAMENTO FINAL (Calisto’s Way, 1993), Brian de Palma
6. VÍCIO FRENÉTICO (Bad Lieutenant, 1992), Abel Ferrara
7. FERVURA MÁXIMA (Hard Boiled, 1992), John Woo
8. DEAD MAN (1995), Jim Jarmusch
9. PULP FICTION (1994), Quentin Tarantino
10. OS BONS COMPANHEIROS (The Goodfellas, 1990), Martin Scorsese

Ainda nesta semana eu jogo por aqui a dos anos 80. E se os dois companheiros que eu citei quiserem me acompanhar novamente, fiquem a vontade.

ATÉ A MORTE (Until Death, 2007), de Simon Fellows

Para quem se surpreendeu com a atuação de Van Damme emJCVD, a recomendação é o drama policial ATÉ A MORTE, de Simon Fellows. E desta vez ele não tem a desculpa de estar interpretando a si mesmo. aqui o sujeito encarna um personagem de verdade, de construção sólida que depende tão somente de um bom desempenho do homem, e consegue resultados muito acima do nível de seus companheiros da estirpe direct to video, como Steven Seagal, Dolph Lundgren, Wesley Snipes...

ATÉ A MORTE tem todo aquele climão da boa safra de filme policial dos anos 80, com um tom de tragédia e um protagonista absurdamente subversivo. Imaginem um Dirty Harry viciado em heroína, adúltero, dedo duro, um autêntico mau elemento do distrito, e aí já dá pra ter uma noção de quem é Anthony Stowe na pele de Van Damme. Mesmo sendo um usuário de drogas a grande missão de Stowe é capturar seu ex-parceiro (vivido pelo grande Stephen Rea), que agora é um dos maiores traficantes de New Orleans. Mas as tentativas de prisão sempre …

FUGA ALUCINADA (Dirty Mary, Crazy Larry, EUA, 1974), de John Hough

Cinco anos após se consagrar como um dos ícones dos anos 60, com o filme SEM DESTINO, Peter Fonda retorna às estradas em FUGA ALUCINADA na pele de Larry, um piloto de corrida que sonha disputar as provas da Nascar, mas não tem dinheiro necessário para isso. Contando com a ajuda de seu mecânico, Deke (Adam Roarke), Larry furta o cofre de um supermercado de uma pequena cidade e parte em retirada com um Chevy Caprice, pensando que acabou de realizar o roubo perfeito, mas os planos da dupla começam a escorregar quando Mary, uma garota que Larry deu uma bimbada na noite anterior ao assalto, insiste em ir com eles.

O que se segue a partir daí é uma jornada em alta velocidade pelas longas rodovias americanas em perseguições de carro contra a polícia da região. Mas mesmo quando não estão em fuga iminente, crazy Larry faz jus ao seu nome do título original, realizando manobras desnecessariamente perigosas, como passar entre dois caminhões num espaço apertado ou saltar entra o vão de uma ponte e…

MCQUADE - O LOBO SOLITÁRIO (Lone Wolf McQuade, EUA, 1983), de Steve Carver

MCQUADE, O LOBO SOLITÁRIO não é somente um dos melhores filmes estrelados pelo Chuck Norris, é também uma das mais eficazes misturas de spaghetti western com kung fu antes de KILL BILL! Assisti a esta belezinha há muitos anos e não me lembrava de nada, mas fiquei bastante satisfeito, e com um sorrisão durante toda a revisão que fiz recentemente, quando percebi que ele continua tão divertido quanto antes, na época em que este tipo de filme fazia sucesso nas locadoras de vídeos nos anos 80.

O filme apresenta J.J. McQuade (Norris), uma espécie de Dirty Harry do texas, um ranger solitário de uma pequena cidade que procura defender a lei sem seguir as normas, sempre enfurecendo seus superiores, resolvendo os casos à base de chumbo grosso ou de golpes de kung fu. Possui uma filha adolescente que vive com a ex-mulher e um lobo de estimação que serve de companhia nas horas de folga, quando pratica tiro ao alvo. Na trama, McQuade investiga a misteriosa aparição de armamento pesado nas mãos de s…

Lista sci-fi inusitada

No post sobre DISTRICT 9, logo abaixo, acabou rolando um pequeno bate papo entre o editor deste blog e os companheiros Herax e Leandro Caraça sobre um gosto cinematográfico bem específico. Herax instigou o Leandro que fizesse um post em seu blog com os seus 10 melhores filmes de alienígenas preferidos, já que de acordo com o Herax, o Leandro já assistiu a todos os filmes que existem no mundo. Como a resposta veio parar na própria caixa de comentários deste blog, resolvi publicar a lista aqui por conter alguns títulos bem interessantes e que merecem uma divulgação:

THE GREEN SLIME (1968), de Kinji Fukasaku;
INVASÃO SINISTRA (The Incredible Invasion, 1971), de José Luis González de Leon; Jack Hill e Juan Ibáñez. No elenco: Boris Karloff;
WHAM BAM THANK YOU SPACEMAN (1975), de William A. Levey;
LASERBLAST (1978), de Michael Rae;
THE DARK (1979), John 'Bud' Cardos e Tobe Hooper (não creditado);

WITHOUT WARNING (1980), de Greydon Clark;
NIGHTBEAST (1982), de Don Dohler;
UM COMILÃO DE OUTRO…

Dia da Fúria: Setembro é o mês de ALEX COX

Patrick Swayze

RIP
1952-2009

DISTRICT 9 (2009), de Neill Blomkamp

Apenas algumas impressões, já que um bando de amigos já iniciou o trabalho de elogiar este filme que deve estrear nos cinemas brasileiros em outubro. Eu só peço licença para me juntar ao bando: DISTRICT 9 é um FILMAÇO!

O estreante Neill Blomkamp pegou a brilhante premissa de seu curta ALIVE IN JOBURG, de 2005, e transformou neste longa que tem o neo-zeolandês Peter Jackson na produção. A trama transcorre vinte anos após a chegada de alienígenas no nosso planeta, mas a invasão é tratada de uma maneira inusitada em DISTRICT 9. Os seres do espaço chegam numa nave que bateu o motor, na cidade de Johannesburg, África do Sul, e a sua população, milhares de extraterrestres, estão fracos, doentes e desnutridos. A solução encontrada pelos governos é a criação de um espaço para que os visitantes possam habitar. Passado os vinte anos, o local virou uma verdadeira favela, com direito a tráfico de drogas (comida de gato é que deixa os ET’s chapados) e esconderijo de armas espaciais!

Oprimidos e reje…

mais dois filmes do feriadão...

RATOS - A NOITE DO TERROR (Rats - Notte di Terrore, 1984), de Bruno Mattei

Sempre ouvi dizer que RATOS é um dos piores filmes que existe e, realmente, ao assistir a esta bagaceira, tudo ali reforçava a fama de tralha velha que a obra havia conquistado. Mas é fácil driblar a problemática. Primeiro: o diretor é o Bruno Mattei, também considerado um dos piores diretores de todos os tempos. Então já conhecemos o terreno onde estamos pisando, ninguém vai sentar para assistir ao filme pensando que vai ver algo do nível de um Mario Bava ou Dario Argento, certo? Esqueça qualquer tipo de virtuose cinematográfica. Segundo: arranje algumas bebidas, uns petiscos, chame uns dois amigos que tenham bom humor e que gostem pelo menos um pouco de filmes de terror sem grandes pretensões.
Bom, foi assim que eu me deparei com RATOS. A diversão é garantida e é impossível não ficar tirando sarro das situações risíveis criadas pelo roteirista Claudio Fragasso, as atuações ridículas do elenco e de todo trabalho…

ALGUÉM ATRÁS DA PORTA (Quelqu'un derrière la porte, aka Someone Behind the Door, 1971), Nicolas Gessner

Assisti a vários filmes durante o feriadão (o meu feriado foi mais prolongado, começou na quinta passada e só hoje voltei a trabalhar), mas dentre os vistos, o que mais me impressionou foi este suspense psicológico, que eu achei num sebo em BH por 10 mangos, no qual temos Charles Bronson dividindo a tela com Anthony Perkins e Jill Ireland (na época, esposa do Bronson). Na verdade, o protagonista de ALGUÉM ATRÁS DA PORTA é Perkins, que interpreta um médico que resolve levar um paciente amnésico (Bronson) para sua casa, isolada nas montanhas de algum lugar litorâneo da Inglaterra, para lhe fazer uma terapia mais intensiva.

Mas o andamento da estória nunca deixa muito claro quais são as verdadeiras intenções do médico, inclusive, a principio, eu cheguei a pensar que o personagem de Perkins fosse homossexual (e era, na vida real), mas logo o próprio enredo descarta essa possibilidade mostrando a esposa do sujeito (Ireland) que se prepara para sair em uma viagem habitual. Então os planos …