Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2009

INFERNO VERMELHO (Red Heat, 1988), de Walter Hill

Passou outro dia no TCM. É um dos meus filmes preferidos sobre o tema dos choques culturais entre países. Em plena Guerra Fria, um policial russo, vivendo sob o regime comunista obviamente, vai aos Estados Unidos, faz uma involuntária parceira com um policial americano pragmático e cheio dos costumes ocidentais, para tentar capturar um traficante russo. E quem interpreta estas duas figuras são Arnold Schwarzenegger e James Belushi, que estão perfeitos cada um nos seus extremos do estereótipo, bem exagerados, para que o choque cultural salte aos olhos do público de maneira forçada, sem frescuras, fazendo com que o diretor Walter Hill se preocupe com outros detalhes, como criar um filme ação policial ao melhor estilo dos anos 80. No elenco ainda temos Peter Boyle, Lawrence Fishburne e Ed O'Ross. Filmaço!

GET CARTER (1971), de Mike Hodges

Clássico cinema britânico, traz Michael Caine interpretando Jack Carter, um jagunço da máfia londrina que vai a uma pequena cidade do interior para o enterro do seu irmão, mas desconfia que se trata, na verdade, de um assassinato cometido pela organização criminosa que comanda o local. Carter decide botar a cidade de pernas para o ar até que consiga saber o que realmente aconteceu, só que as descobertas são mais desagradáveis do que ele poderia imaginar. A cena em que Carter se depara com a verdade, com direito a uma lágrima escorrendo no rosto de Caine é genial e desencadeia uma violenta reação de vingança. Caine constrói um dos grandes personagens de sua carreira e o, até então, estreante diretor Mike Hodges não tem medo de ser ousado abusando de violência e nudez de suas atrizes. Em 2000 o filme ganhou uma refilmagem cretina quem nem mesmo o Stallone, na pele de Carter, conseguiu salvar.

TERROR FIRMER (1999), de Lloyd Kauffman

Típico filme da Troma, famosa produtora de tosqueiras divertidas classe B. O Enredo se desenrola na produção de mais uma sequencia de TOXIC AVENGER, quando uma série de assassinatos misteriosos e brutais começa a atrapalhar o andamento da realização do filme. E tome seqüências escatológicas, violentas, de muita nudez e um humor negro impagável. TERROR FIRMER não chega ao nível de um TOXIC AVENGER, mas diverte tranquilamente o espectador acostumado com este tipo de produção. Destaque para o diretor Lloyd Kauffman, que interpreta o diretor do filme que estão realizando, mas com a diferença de que é completamente cego e fica dando lições de cinema para sua equipe, citando diretores como Samuel Fuller...

TORNADO (1983), de Antonio Margheriti

Na década de 80, o cinema popular italiano entrava em decadência na mesma intensidade que a picaretagem dos produtores, roteiristas e diretores carcamanos aumentava. Antonio Margheriti, prolífico diretor italiano, foi um dos que mais se aproveitou de reciclar boas idéias, retiradas de produções anteriores de sucesso, para transformá-las em filmes de baixo orçamento filmados onde Judas perdeu as botas, seja lá onde for. Isto, claro, muitos anos depois de ser respeitado como um dos grandes nomes do horror gótico italiano (embora tenha passado por praticamente todos os gêneros do cinema popular de seu país).

Eu avalio TORNADO como uma verdadeira façanha na carreira do diretor, mesmo considerando que eu não sou nenhum especialista na filmografia do Margheriti. Primeiramente porque imita, sem ao menos ter vergonha na cara, temas e idéias de vários outros filmes de guerra já consagrados. Depois, por causa do tempo curto de filmagem e as baixas condições orçamentárias, o diretor teve a brilha…

ALONE IN THE DARK (1982), de Jack Sholder

Antes que algum de vocês me pergunte, eu já adianto que este filme não possui qualquer relação com aquela tranqueira do Uwe Boll de 2004, estrelado por Christian Slater e que nem um fã de bagaceiras classe Z como eu conseguiria agüentar dez minutos assistindo (até hoje não passei daqueles dez minutos – que pareceu uma eternidade – e nem pretendo).

Este ALONE IN THE DARK aqui é algo completamente diferente, um divertido filme de terror do glorioso inicio dos anos 80, dirigido por Jack Sholder, e que nos presenteia pela reunião de três grandes atores do cinema americano: Donald Pleasence, Martin Landau e a “cereja do bolo”, Jack Palance.

Pleasence interpreta o Dr. Leo Bain, diretor de um hospício onde se encontram, além de pacientes comuns, figuras extremamente perigosas sob tratamento psiquiátrico. Dois deles são vividos Landau e Palance. O primeiro é um ex-padre que colocou fogo em sua igreja e o outro é um ex-prisioneiro de guerra e acabou se tornando o líder do grupo de psicopatas do…

INIMIGOS PÚBLICOS (Public Enemies, 2009), de Michael Mann

Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pela falta de atualização. Prestes a completar um ano de blogue, é a primeira vez que fico mais de uma semana sem postar um texto, imagem ou até mesmo uma mísera notícia, por mais cretina que seja. A última semana foi bem corrida e por isso não deu para atualizar, mas agora chega e vamos ao que interessa, vamos falar de cinema. Porque aqui em Vitória temos somente quatro cinemas. Dentre estes, apenas um não é de Shopping, para vocês terem uma noção de como a vida é algo deprimente por estas bandas. Arrisco a dizer que temos um dos piores circuitos do Brasil, considerando que o Espírito Santo pertence ao Sudeste, com suas capitais (excluindo Vitória) culturais e cheias de amor para dar. Se atualmente eu vejo um blogueiro de São Paulo ou Rio reclamando do circuito, queria saber como ele iria se virar por aqui...

Embromei vocês apenas para dizer que INIMIGOS PÚBLICOS estreou por estes lados junto com a moçada no restante do Brasil, na data cert…

A BUCKET OF BLOOD (1959) & PREMATURE BURIAL (1962), de Roger Corman

No post anterior, antes do top 10 oscarizados, eu escrevi sobre um filme que o grande mestre dos filmes B's americano, Roger Corman, produziu para um dos seus incontáveis pupilos, Jim Wynorsky. Mas acabei me lembrando que nos últimos dias eu assisti a estes dois ótimos filmes que o sujeito trabalhou diretamente atrás das câmeras, sentado na cadeira de diretor.

O primeiro foi A BUCKET OF BLOOD, uma pequena obra prima; dos melhores filmes do Corman que eu já tive o prazer de assistir. Trata-se de uma comédia de humor negro inteligente numa trama de terror, muito bem elaborada para o tipo de produção, e conta com a presença de Dick Miller, o eterno coadjuvante de centenas de filmes, vivendo aqui o seu grande momento como protagonista.

Miller interpreta Walter Paisley, um infeliz garçom do bar The Yellow Door, local onde frequentemente se reúnem músicos, poetas, escritores, artistas de baixa categoria, mas que se acham o máximo, a nata cultural. O próprio Paisley os considera seres gen…

Meus oscarizados favoritos...

Post meio bobo este aqui, mas já que o Oscar 2010 de melhor filme será disputado por dez filmes, segue uma lista dos meus dez vencedores favoritos (em ordem cronológica):

COMO ERA VERDE O MEU VALE (How Green Was My Valley, 1941), John Ford:
Longe de ser um dos melhores filmes do diretor, mas foi o único trabalho de Ford que abocanhou o prêmio principal, e justamente no mesmo ano em que CIDADÃO KANE participava. Claro que não é só por isso que o filme entra na lista; realmente é uma obra danada de bonita e comovente, repleto do que há de melhor no cinema fordiano em grande proporção, contando o drama de uma família numa vila de mineradores de carvão em tempos árduos.

SINDICATO DE LADRÕES (On the Waterfront, 1954), Elia Kazan:
O primeiro Oscar de melhor ator que Marlon Brando recebeu foi interpretando Terry Malloy, um ex-boxeador ingênuo usado pelo sindicato das docas para fazer serviços sujos. Clássico absoluto que denuncia a corrupção na cara dura, além de ser uma justificativa pessoal…

SORORITY HOUSE MASSACRE II (1990), de Jim Wynorski

Não se preocupem com aquele “II” do título, apenas um pequeno detalhe que não vai fazer diferença alguma na hora de apreciar esta tosqueira em forma de slasher, dirigido por Jim Wynorski, por dois motivos básicos. Primeiro porque é possível acompanhar os eventos tranquilamente, independente dos acontecimentos do filme original (que na verdade eu não vi, trata-se de SORORITY HOUSE MASSACRE, claro, de 1986, dirigido por Carol Frank). O outro motivo é que estes eventos não passam de pretextos para vários assassinatos, como um bom slasher tem de ser, e uma generosa dose de mulheres nuas. Ou seja, a diversão é garantida.

A trama de SORORITY HOUSE MASSACRE II inicia quando um grupo de cinco garotas chega a uma casa recém comprada onde pretendem formar uma sociedade de não sei o que exatamente, mas tanto faz. A casa é a mesma em que há cinco anos atrás ocorreram os assassinatos do primeiro filme (e é esta a única ligação direta com o original). Um vizinho, o estranho Orville, chega ao local e…

SOYLENT GREEN (1973), de Richard Fleischer

Ah! Os bons tempos em que a ficção científica era tratada no cinema de forma simples, criativa, reflexiva... pena que eu não era nem nascido na época, ou era muito novo já nos anos 80, mas tudo bem. Boa vontade para resgatar estes filmes é o que não falta.

No fim dos anos 60 e inicio dos 70 o cinemão americano ainda ia muito além do que uma simples diversão de fim de semana. Nesta mesma época as produções Sci Fi começaram a apostar com mais intensidade na vertente dos futuros sombrios, pessimistas e apocalípticos pós-nuclear com fortes mensagens políticas/sociais referente às possíveis conseqüências da Guerra Fria. Filmes como PLANETA DOS MACACOS e THE OMEGA MAN são bons exemplos que ilustram a maneira de recriar sem frescura estes universos. SOYLENT GREEN também entra na dança. E Todos que citei foram estrelados por Charlton Heston.
Após interpretar Moisés em OS 10 MANDAMENTOS, ganhar o Oscar por BEN HUR, interpretar o pintor renascentista Michelangelo em AGONIA E EXTASE e trabalhar co…

BLOOD FOR DRACULA (Dracula cerca sangue di vergine... e morì di sete!!!, 1974), de Paul Morrissey

Sem muito tempo para escrever, dei uma atualizada neste meu texto antigo, publicado em outro blog que eu tinha. Trata-se do meu filme de vampiros favoritos...

O cinema de Andy Warhol

Na verdade, o Warhol apenas produziu. Acho que título do texto deveria ser “O cinema de Paul Morrissey”, que foi o roteirista e diretor do dito cujo aqui. Mas com certeza o nome do famoso artista plástico chama mais a atenção. Warhol e Morrissey fizeram outras parcerias, incluindo FLESH FOR FRANKENSTEIN, uma releitura bizarra do clássico de Mary Shelley. BLOOD FOR DRACULA também é uma variação atípica, mas da criação de Bram Stoker. Apresenta um Drácula que sai durante o dia, embora seja um tanto frágil à luz; não tem problema em pegar ou ver cruzes, mas não gosta delas; o seu problema com alho consiste em come-los apenas; e o único sangue que bebe é de moças virgens.

O filme inicia na Romênia dos anos 30 com Udo Kier, ainda novo, vivendo um Conde Drácula exótico, moribundo, fraco e necessitado de sangue …

FALCÕES DA NOITE (Nighthawks. 1981), Bruce Malmuth

Já faz um tempinho que namorava este filme na Americanas, especialmente pelo precinho, mas como não tinha visto ainda, hesitava. Depois que o Daniel me recomendou, deixei de frescura e comprei FALCÕES DA NOITE, e agora recomendo a vocês, porque realmente vale a pena. É assumidamente um filme menor na carreira do Stallone, fica ali na meiuca entre o Sucesso da série ROCKY e RAMBO, nunca teve a atenção que merece, mas no fim das contas é um interessante filme policial.

FALCÕES DA NOITE apresenta Wulfgar (Rutger Hauer), um terrorista europeu que acaba perdendo a linha nos seus negócios, que se resume em explodir lugares e pessoas, e precisa sair de cena por uns tempos, antes que seus ex-companheiros o traia ou a polícia o prenda. Então decide ir para Nova York, lugar perfeito para se abrigar terrorista sem ser incomodado, principalmente depois de uma plástica facial.

O que Wulfgar ainda não sabe é que um especialista anti-terrorismo, Peter Hartman (Nigel Davenport) antecipou seus moviment…